a amizade é um sentimento tão pálido quando é dado para substituir um amor

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a amizade é um sentimento tão pálido quando é dado para substituir um amor

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Ainda é sobre você
Decidi que tomar um rumo diferente era necessário. Tentei achar meios em meu coração de não deixar o amor que eu sentia por ti, que ele era suficiente pra me fazer acreditar na gente, mas nem isso. Meu coração já tava tão cansado de tentar e falhar, que já não via outra saída, senão partir, e fui.
Estranhamente, uma ponta de esperança me abraçava, esperava que você me convencesse a não ir, e você nem sequer se importou. Então segui, dia após dia, vendo que não fazia sentido acreditar naquilo que só existia em mim, vi os dias ficarem cinzas, meu dias ficaram cobertos de tristezas, como dias nublados de chuva, e tudo que eu esperava, ainda, era que você chegasse e me iluminasse.
Percebi que não poderia viver assim, esperando que seu sorriso irradiasse meus dias, hoje tão vazios. Não poderia esperar que a cor para os meus dias cinzas fosse você, mas o que eu poderia fazer, se nada tinha muito sentido sem você comigo? Eu mesma respondo, eu deveria continuar vivendo. Me abri possibilidades, uma balada sem sua presença, amigos novos, um porre sem você pra você me ajudar. Passei a me dar possibilidades de fazer sem você, tudo que você havia me ensinado.
Aprendi a ser eu, mas um eu sem você. Agora eu estava reaprendendo a me ser, sem nenhuma sombra de você, ou talvez com tudo de você ainda em mim, mas agora com coragem de esquecê-lo. E os dias estão passando, dias mais tristes, outros mais alegres, mas estão passando, e eu não posso abdicar-me de viver cada dia, simplesmente porque você não faz mais parte deles. A esperança ? Tá aqui, dizem que ela é a última que morre, mas tô torcendo muito, pra que ela tenha um ataque fulminante.
09 de setembro. Nessa mesma data há um ano atrás você voltava pra minha vida me fazendo acreditar que era impossível alguém ser tão feliz como eu fiquei no momento em que voltou, me fazendo crer que o destino se encarrega de juntar dois corações que se amam. Eu tinha medo daquela felicidade por que ela era tão grande e depois de sofrer tanto fazia meu santo acreditar que era “muita esmola”. Meu estômago era preenchido por borboletas, meu corpo sentia a vida fluir dentro dele e a paz chegar depois de uma longa tempestade. Eu te amei, com todas as minhas forças. Hoje, essa data é uma marca triste no meu calendário.
O amor não vem com bula O quanto você sabe do amor não depende de quantos manuais já leu ou de quantos poetas conhece. Depende de quanta doçura cabe naqueles olhos. De quanta segurança há naquele abraço, de quanta pressa tem o seu coração em bater quando ele(a) chega, mesmo que essa cena já tenha se repetido um milhão de vezes. Depende da sua capacidade de enxergar a beleza por trás do rosto inchado de quem acabou de acordar, das unhas por fazer de quem não conseguiu ir à manicure. Depende de quantas vezes você sorri com uma lembrança, e do quanto imbecil se sente ao constatar que ainda se lembra da roupa que vestia no primeiro encontro. Depende de quantas vezes você já desistiu. Amar é, muitas vezes, desistir. Desistir de cobrar, desistir de magoar, desistir de insistir. O quanto você sabe do amor não depende de quantos significados você já decorou – ele tem um significado que é só seu. Depende de quantos finais de semana, em casa, já foram os melhores de todos. De quantas vezes você se surpreendeu. E riu, e chorou, e enlouqueceu, e partiu, mas sempre voltou. Depende de quantas vezes você já se apaixonou pelo mesmo sorriso, pela mesma voz cansada ao telefone, pelo mesmo abraço noturno, pela mesma mão carinhosa. O saber do amor não depende da arrogância do conhecer, não depende de sabedoria ou sapiência. Depende de quantas vezes você já se identificou com todas as canções de amor do universo. É que quando se ama, tudo faz todo o sentido. Depende do quanto você se sente livre e seguro ao mesmo tempo. Do quanto você vive o amor e planta o amor – depende, pura e simplesmente, do quanto você sabe amar, por mais cafona que isso pareça.
Quando a noite chega, daquele jeito manso, me ensina que pensar ao olhar o teto é como beijar a boca do destino. É ficar ali, pensando, e refletindo como a vida é feita de um pouco que muito diz. À minha maneira observo o teto mudo e converso com as minhas dúvidas, mas não faço promessas, não quero engaiolar meu futuro. Só quem sonha antes de dormir sabe como é acordar para dentro de si. E assim, ensaiar futuros, desvendar amores e acreditar que o ineditismo da vida sempre será o nosso maior apaziguador. Acreditar que o destino – mesmo que ele não exista – é o nosso maior companheiro, é a forma mais branda de deixar nossos corações mansos e leves. E de coração leve o amor flui. E como flui… Como a boca de um amor repentino a noite me afaga e, como quem nada quer, me diz que o sono sempre leva as dúvidas para longe. Sonho com o dia que eu consiga olhar o teto antes de dormir e só consiga sorrir. Sorrir sem motivo, sorrir preenchido, sorrir refletindo o sossego do meu coração. Coisa rara e inimaginável nesses últimos tempos. Mas logo eu esqueço isso, pois eu sei, minha memória sempre me trai. Refletir antes de dormir é buscar conserto para a alma. É desencaixotar emoções e brincar de um talvez que, hoje, tanto dói. Dor com mistério de rio e grandiosidade de mar. Dor necessária para desembocar emoções que há tempos estavam guardadas numa caixinha repleta de orgulhos e desdouros. E assim, com olhar de aguardo, admito que não consigo dormir sem antes me refazer.

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Mas chega, se não houve troca, chega, porque amar sozinho é solitário demais, abandono demais, e você está nessa vida para evoluir, mas não para sofrer.
-Thalia Florencio
Admito que doeu, que me sufocou. Admito que eu não sabia pra onde correr. Admito que me consumiu, que me corroeu, que me despedaçou. Mas também admito me fez olhar pra frente e entender que tudo nessa vida tem uma razão, e que se você se machuca muito, começa a não doer mais tanto.
Thalia Florencio
Meus textos tentam expressar meus sentimentos, minha fala expressa um choro preso, uma vontade grande de chorar, quando falo a voz fica embargada, como se eu fosse desabar, na minha mente passa um filme, filme esse que eu protagonizo, nós somos os personagens principais, temos problemas banais sobre o relacionamento conturbado. Não me vejo como uma personagem problemática, nem você, o problema é indefinido, não sei nem o que virá na próxima cena, só espero ,que apesar de todos altos e baixos, que o final seja feliz.
-Thalia Florencio