Entrada 01 - Diário Digital de Bordo Criação 08 de junho 2026
#WOARTS - We're On A Road To Somewhere. Percursos de Amores e Rendição
Este diário digital de bordo destina-se a registar o processo criativo do artefacto-exposição e projeto #WOARTS. Integrará todas as etapas do processo ar/cográfico aplicado doutoramento em média-arte digital, da UALg. Procurará registar, de forma sucinta, os passos dados até à criação e exibição do artefacto, assim como das tarefas a este associado. Como artista-investigadora, procuro constantemente colocar novas perguntas, e, ao mesmo tempo, não fugir às questões levantadas ao longo do percurso.
Sendo este artefacto-exposição realizado no âmbito de um programa doutoral, importa identificar o tema/objeto da investigação, da tese em desenvolvimento: "As práticas artisticas em média-arte digital e o processo de luto".
Eis os primeiros esboços teóricos sobre o tema-exposição:
#WOARTS - We're On A Road To Somewhere: mapeamentos e cartografias digitais sobre processos de luto, perdas e reconstrução de memórias - No seguimento da análise de um projeto-exposição anterior em média-arte digital e sobre autorrepresentação/identidade (Persona - Retrato Vivo / Beyond Carbon Copy), a autora, e artista-investigadora, concluiu que os participantes, através do projeto, veicularam processos de luto prolongado, antecipatório e diversas perdas distintas (pré e durante a pandemia). Existiram pedidos diretos para a mitigação do sofrimento associado aos processos supracitados. Nasce assim o #WOARTS - We're On A Road To Somewhere: mapeamentos e cartografias digitais sobre processos de luto, perdas e reconstrução de memórias através de práticas artísticas digitais em média-arte digital, na vertente tecnológica. Este projeto-exposição, através da construção de um artefacto digital, interativo, iterativo, transformativo pretende criar uma obra de arte que atue como um objeto de transição no processo de luto, que ajude a ressignificar, a redefinir e a facilitar o luto, as perdas associadas ou processos de reconstrução de memórias (ou de novas memórias). Promove um espaço de capacitação e demonstração de afectos e comportamentos, de mudanças de comportamentos e atitudes sobre o luto, fomenta novas práticas normativas e comportamentais - individuais e colectivas.
As tecnologias, dispositivos e aplicações digitais têm uma preponderância na veiculação do processo de luto, comprovam os estudos, presenciamos com a experiência coletiva da pandemia e com os presentes cenários de conjuntura internacional que também nos atingem. A cibersocialidade é dominante nas esferas sociais e públicas, tendo surgido as dinâmicas de luto online (digitais e cruciais nos períodos citados). Criaram-se, substancialmente, bots associados ao luto e à morte (griefbots, deathbots), existindo, inclusive, um site/memorial online criado, justamente, no ano de 2019/20, publicitado no Metro de Lisboa, mas que, devido à pandemia, acaba por sair de circulação, contudo, não de funcionamento. Alternativamente, e noutra área distinta, pretende-se construir uma obra de arte (ou vários artefactos), com traços personalizados, que facilitem o processo de luto, perdas e reconstrução de memórias, recuperando despojos digitais, legados digitais, heranças digitais ou reconstruções digitais através de conteúdos deixados pelos falecidos ou pelas pessoas que desejem homenagear entes queridos ou preservar as suas memórias (pessoas com demência ou que queiram fazer essa atividade). Será abordado o processo de luto e o luto digital, as perdas ao longo da vida, a reconstrução e mapeamento de memórias, o luto como um processo individual e colectivo, e, elemento fundamental - como um ato celebratório.
Meios e tecnologias principais: imagem, vídeo, som e música digital, colagens visuais e sonoras - entrevistas, materiais de participantes/doadores; Tecnologias consideradas: sensores e atuadores e/ou visão por computador, eye tracking, programação criativa generativa, global position system technology, som e música digital e realidade aumentada. Construção de uma tela de fumo ou de água, ou de outro material para transmissão do conteúdo visual (pela artista). Utilização de tablets, projetores, computadores, máquina de fumo, luzes LED e/ou outras. Silent disco headphones, ipods. Ainda em desenvolvimento.
Equipa: Autoria, Artista, Investigação, Construção, Criação, Edição, Produção, Direção de Projeto e Artística: Nina Vigon Manso. Responsável de Edição e Produção, Co-Criação de conteúdos: Gonçalo Abrantes aka Agon Branza (Compositor, Sound Designer e Produtor: Bio Gonçalo Abrantes/Agon Branza). Imagem e Comunicação: a definir. Outro profissional da área de global position system technology: a definir.














