Supressio e surrectio
Quem tem instituto não tem armas, mas tem todos os escudos que necessita.
Supressio, que bela supressão, você deixou tanto tempo quieto, se deixou levar, foi consumido pelo tempo. E hoje, o que antes parecia uma bondade, o que não passava de uma “deixa para próxima”, tornou-se efetivo. E não pode-se mais cobrar, ele se efetiva. É silencioso, uma renúncia tácita, o amargor do seu não exercício no tempo.
Surrectio, que oportuna surreição, ao contrário do outro, o ganho não é pela omissão, mas ação. A continua e enfática ação, todo belo dia, a mesma ação. Até que, torna-se real, de mero costume vira direito. Está garantido.
Em um você perde, noutro surge.
Omissão do credor de deixar, ação do devedor de fazer.
Duas faces da mesma moeda, diria Simão, o fantasma bundão.










