"E por que nos seduz a ilha? As composições de sombra e luz, o esmalte da relva, a cristalinidade dos regatos — tudo isso existe fora das ilhas, nĂŁo Ă© privilĂ©gio dela. A mesma solidĂŁo existe, com diferentes pressões, nos mais diversos locais, inclusive os de população densa, em terra firme e longa. Resta ainda o argumento da felicidade — “aqui eu nĂŁo sou feliz”, declara o poeta, para enaltecer, pelo contraste, a sua Pasárgada: mas será que se procura realmente nas ilhas uma ocasiĂŁo de ser feliz, ou um modo de sĂŞ-lo? E sĂł se alcançaria tal mercĂŞ, de Ăndole extremamente subjetiva, no regaço de uma ilha, e nĂŁo igualmente em terra comum?" Drummond














