mas mingyu nĂŁo dava o braço ou qualquer outra parte do corpo lindo, a torcer quando o assunto era comida. toda sexta era assim, quando a demanda do dia finalmente chegava ao fim e vocĂȘ podia vestir uma meia ridĂcula e uma camiseta mais ridĂcula ainda de uma banda que vocĂȘ nem escutava mais, vocĂȘs dois tinham que entrar em consenso sobre o banquete da noite, e vocĂȘ queria, gostaria bastante de poder viver de ĂĄgua e pau, mas se mingyu ganhasse novamente naquela semana, viveria sĂł de ĂĄgua pelo restante do mĂȘs.
â porra, sim! â toda felicidade que jĂĄ nĂŁo existia na sua expressĂŁo se esvaiu de uma vez do seu rosto quando olhou pra tela do celular, o âfranguinho do gyuâ era o vencedor como sempre nas Ășltimas seis semanas, nem devia mais nutrir esperanças, aparentemente o mundo era mesmo dos homens, com âhâ minĂșsculo. vocĂȘ fez menção de se levantar, mas mingyu te interrompeu, te abrigando no colo dele como se vocĂȘ fosse um bebĂȘ pronto pra hora de ninar.
â mĂŽ, vou te deixar escolher qualquer coisa â ele disse, deixando um beijinho barulhento na sua boca, vocĂȘ olhou pra ele, fez aquela carinha tĂpica que dizia âadivinhaâ e mingyu prontamente pensou um pouco, como se nĂŁo te conhecesse melhor do que vocĂȘ mesma â vou pedir aqueles molhinhos que vocĂȘ curte, pink lemonade e aquela sobremesa de brownie.
â hm, melhorou â vocĂȘ fez beicinho, esperando mais um beijo de consolo, mingyu atendeu ao pedido, a mĂŁo subindo pela lateral do seu corpo, fazendo cĂłcegas e provocando arrepios pela diferença de temperatura entre as peles. vocĂȘ se sentou, ainda no colo dele, abraçando-o tal qual um coala enquanto ele fazia o pedido no aplicativo, ficava puta da vida quando nĂŁo ganhava uma coisa, no entanto o que gostava mesmo era de ficar quietinha, no colo do seu namorado gostoso, acomodada tĂŁo confortĂĄvel que podia ouvir as batidas cadenciadas do coração que era sĂł seu.
â o que vocĂȘ vai fazer quando eu tiver desejo de comer algo que vocĂȘ nĂŁo quer?
â o meu filho jamais me trairia desse jeito.
vocĂȘ riu, espremendo as bochechas dele pra boca formar o biquinho de peixinho, o selinho se transformou num beijo, o beijo levou vocĂȘs dois para o sofĂĄ e de repente mingyu tirava as suas meias coloridas como se fizessem parte de uma cinta-liga.
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[fala gabz]: sla gnt, eu sĂł queria escrever com ele por algum motivo KKKKKK n foi revisado pq preciso ir dormir mds!!!
ââââââââchoi san dificilmente ficava obcecado por uma mulher quanto estava por vocĂȘ, nem iria sair de casa naquela sexta-feira, mas hongjoong disse que vocĂȘ estaria naquela festa fantasia do pessoal da faculdade e ele teve que improvisar uma fantasia.
clark kent foi a opção mais óbvia, foi a primeira ideia que teve quando olhou pra mesinha de cabeceira e encontrou os óculos de descanso, teria que servir.
jĂĄ vocĂȘ aprendeu com meninas malvadas que festas fantasias davam passe livre pra se vestir como uma piriguete, entĂŁo nada mais apropriado do que ser uma integrante das the pussycat dolls, seu sonho desde a adolescĂȘncia, vestir shortinho curtinho e blusinha curta.
vocĂȘ, uma aprendiz da nicole scherzinger, e san, na sua releitura do superman, se esbarraram no meio da casa do anfitriĂŁo, diante a mĂșsica alta e um mar de estudantes meio embriagados.
â desculpa.
â nĂŁo foi nada â san respondeu, te olhando, tentando esconder que por dentro estava surtando, era a primeira vez que vocĂȘs trocavam palavras, mas ele nĂŁo tinha te passado despercebido, clark kent nunca passava despercebido, nem como apenas um jornalista qualquer.
nĂŁo faziam os mesmos cursos, no entanto conhecia-o de longe, lembrava de dizer pra sua amiga o quanto ele era um gatinho reservado. porque com um rostinho daqueles, jĂĄ deveriam existir boatos circulando pelo campus.
â posso? â san questionou e vocĂȘ assentiu instantes antes da boca dele cobrir a sua, no inĂcio foi devagar, san tentava acalmar a si mesmo, mas ficava difĂcil porque todo lugar que ele te tocava, sentia sua pele macia por causa do raio de retalhos de tecido que vocĂȘ usava.
â espera, deixa eu tirar isso â vocĂȘ sorriu, apesar de san ter toda aquela estatura, parecia uma criança nas suas mĂŁos e vocĂȘ nĂŁo podia negar o quanto adorava, tirou os Ăłculos dele, que caĂram no chĂŁo porque ele era impaciente demais pra esperar mais um segundo sem seus lĂĄbios beijando-o, deu um sorrisinho quando te pressionou contra porta, a lĂngua acariciando a sua, as mĂŁos firmes na sua cintura, encaixando no lugar certo e apertando de um jeito gostoso, como o beijo que se desenrolava.
â e vocĂȘ gosta de caras fofos? â ele questionou, mas a boca tinha invadido seu pescoço, deixando alguns beijinhos por ali.
â gosto. principalmente dos que parecem cachorrinhos.
choi san te observou com um brilho nos olhos, deu um sorriso lindo, deslumbrante, daqueles espontĂąneos que vocĂȘ expĂ”e sem perceber. enquanto isso suas mĂŁos se escondiam no quentinho que estava por debaixo da camisa dele, sentindo os mĂșsculos das costas se contraindo toda vez que ele avançava com a boca pra algum centĂmetro da sua pele.
â amor, eu tĂŽ indo, tĂĄ? â vocĂȘ se virou de bruços no sofĂĄ, anuindo com a cabeça para o seu noivo, seungcheol ficou esperando com a mĂŁo na maçaneta enquanto vocĂȘ se controlava para nĂŁo rir da situação, sempre tinha o beijinho de despedida, nĂŁo importasse o quanto estavam atrasados ou adiantados para os seus compromissos, seungcheol nĂŁo conseguia sair de casa sem pelo menos encostar os lĂĄbios nos seus, nĂŁo precisava ser nem de lĂngua.
â acho que o nĂł da gravata tĂĄ torto, vocĂȘ pode vir aqui arrumar, amor? â enfatizou o apelido carinhoso e vocĂȘ se esforçava muito para manter a expressĂŁo neutra sĂłlida, embora quisesse e muito rir, negou com a cabeça, balançando as pernas no ar.
â por que? â questionou simplista, tombando a cabeça para o lado como os cachorrinhos fazem quando estĂŁo confusos, seungcheol adorava quando vocĂȘ se fazia de burrinha daquele jeitinho, o cabelo preso num rabo de cavalo expondo o belo pescoço que ele queria marcar novamente â o que tĂĄ faltando, cheol?
â o que vocĂȘ tĂĄ fazendo? â vocĂȘ questionou brincalhona quando seungcheol sacou o celular do bolso, digitando uma mensagem apressada, quase sem tirar a boca da sua pele, era uma tarefa extremamente difĂcil pra cabeça dele cheia de imagens suas nua naquele sofĂĄ.
â sĂł avisando... â tirou sua blusa devagarinho, apreciando e tocando o sutiĂŁ bonito que vocĂȘ usava, em casa, aquela sua tĂĄtica definitivamente nĂŁo tinha sido em vĂŁo, seungcheol começava a entender isso.
â Toma açaĂ comigo â vocĂȘ começou, balançando Haechan de um lado pro outro. Ele continuava mexendo no celular, completamente tranquilo, como se vocĂȘ nĂŁo estivesse perturbando â o que era irĂŽnico, jĂĄ que ele fazia o mesmo com vocĂȘ o tempo todo.
â TĂŽ sem grana.
â Ai, que saco⊠sĂł tenho amigo duro.
â Sou teu amigo por acaso? â ele questionou, finalmente largando o celular pra te encarar.
VocĂȘ revirou os olhos, segurou o rostinho dele e beijou seus lĂĄbios, que automaticamente fizeram um biquinho, como se jĂĄ esperassem por aquilo.
VocĂȘ riu â e riu ainda mais quando ele começou a cutucar suas costelas, fazendo cosquinhas enquanto te deitava no sofĂĄ do apĂȘ dele. Haechan sĂł parou quando lĂĄgrimas se acumularam no cantinho dos seus olhos de tanto rir.
â Quer que eu peça pelo iFood ou cĂȘ quer sair?
VocĂȘ sempre teve um plano: vestibular, faculdade de contabilidade por 4 anos, seu prĂłprio apartamento, casamento aos 25 e, se seu marido fosse irresistĂvel ao ponto do seu Ăștero desejar abrigar seus espermatozoides, o primeiro filho chegaria aos 28.
Haechan realmente esperava que vocĂȘ fosse, para sempre, aquela menina de 18 anos que ele conheceu numa aula entediante de Contabilidade Geral I?
Era sĂĄbado Ă noite. NĂŁo queria sair e nem tinha companhia. Deslizando o polegar pelos stories do Instagram, todas as suas amigas tinham compromisso marcado com ficante, namorado, noivo ou esposo. Poderia visitar seu sobrinho; no entanto, sua irmĂŁ nem no mesmo paĂs que vocĂȘ estava. Era aniversĂĄrio do seu catarrento preferido, e sua irmĂŁ e seu cunhado resolveram realizar o sonho do menino em conhecer a Legoland, na Dinamarca.
â Ela queria saber se vocĂȘ tĂĄ bem. Me falou que vocĂȘ nĂŁo responde ela desde quinta.
Seungcheol tinha sĂł quinze anos quando vocĂȘs se conheceram. VocĂȘ tinha dez. NĂŁo era nem amigo prĂłximo da sua irmĂŁ, mas, por coincidĂȘncia, ele sempre terminava caindo nos mesmos grupos de trabalhos escolares com ela, que aconteciam religiosamente na casa dos seus pais. Por que sua mĂŁe oferecia pĂŁozinho caseiro e limonada no final? Por que o quarto da sua irmĂŁ era maneiro? Por que ela tinha um MacBook? VocĂȘ gostava de pensar que era porque ela tinha uma irmĂŁ cinco anos mais jovem e extremamente espoleta.
â Vai me deixar entrar ou vocĂȘ tĂĄ escondendo o corpo do seu ex-namorado aĂ?
VocĂȘ se afastou, deixando-o entrar. Encostou na porta, observando-o deixar uma caixinha da padaria da esquina no balcĂŁo da sua cozinha aberta. Seungcheol fazia seu tipo, o que era um perigo, porque nunca se envolvera com os amigos mais velhos da sua irmĂŁ â geralmente eles jĂĄ estavam casados.
Com exceção daquele homem no meio da sua sala, lendo o rótulo do seu vinho barato por pura diversão.
â VocĂȘ tĂĄ bem?
â VocĂȘ tĂĄ namorando?
Perguntaram os dois juntos. Seungcheol negou com a cabeça, com um biquinho fofo. VocĂȘ sĂł assentiu. Sabia que nĂŁo devia nada a ele. Afinal, ele quem decidiu trazer os seus bolinhos de chuva preferidos, e vocĂȘ nem precisava abrir a caixinha pra saber â o cheirinho entregava.
Mas nĂŁo seria nada mal um beijinho de agradecimento. Talvez uma mĂŁo aqui e ali. Ele nĂŁo queria saber se vocĂȘ estava bem? Ficaria com um beijinho de uma pessoa que te conhecia desde os dez anos.
â VocĂȘ nĂŁo precisa estar bem, mas isso nĂŁo significa que vocĂȘ tem que beber esse vinho podre.
VocĂȘ se aproximou mais, bem perto. Conseguiria o que queria se fingindo de burrinha inocente. SĂł um beijo. SĂł a boca dele contra a sua era o bastante.
â NĂŁo, fofinho. TĂŽ flertando contigo.
O clima, de repente, mudou. Seungcheol te olhou â olhou de verdade dessa vez â, pela primeira vez como uma mulher, e nĂŁo como a irmĂŁzinha de uma colega ou a vizinha do andar inferior ao dele. VocĂȘ se sentiu tĂmida sĂł com ele observando o seu rosto, levemente maquiado porque quis testar um rĂmel novo.
â NĂŁo flerta comigo se vocĂȘ nĂŁo quer que eu beije a tua boca.
VocĂȘ engoliu em seco, acenando positivamente com a cabeça, ajeitando a postura e respirando meio ofegante quando ele pĂŽs a mĂŁo sobre a sua bochecha quente.
O primeiro beijo veio explosivo, o tipo de beijo que vocĂȘ espera por uma eternidade. Tamanha ansiedade, os dentes se chocaram de leve, e seu corpo aprovou o riso abafado de Seungcheol, os braços fortes te contornando, te reivindicando como se, alguma vez, vocĂȘ jĂĄ tivesse sido dele.
Bom, naquele momento, vocĂȘ definitivamente era.
â Cheol, quarto â vocĂȘ arfou, puxando o cabelo dele.
Seungcheol sorriu, te olhando. NĂŁo sabia como, mas tinham recuado tantos passos que ele te pressionava contra uma parede, perdido e completamente rendido pelo seu cheiro â e especialmente pelo seu jeitinho autoritĂĄrio.
â A gente vai brigar, linda.
â Por quĂȘ?
VocĂȘ questionou com um sorriso lindo que Seungcheol fez questĂŁo de guardar num lugar especial na mente. Ele nem sabia o que fazer primeiro: queria te tocar por toda parte, te beijar inteirinha, olhar pro seu rostinho em todo Ăąngulo existente.
Com um gesto firme, ele te virou de costas, pressionando o abdĂŽmen contra vocĂȘ e diminuindo qualquer espaço entre vocĂȘs dois.
O sussurro que veio a seguir reverberou por todo seu corpo.
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VocĂȘ deixou o celular no mudo por alguns instantes. Queria dar um beijinho no seu marido â afinal, nĂŁo tinham se visto o dia inteiro, e ele chegou mais tarde hoje. Nem jantou contigo.
â Ela nĂŁo precisa saber. Fala, vai⊠quero te beijar sem nenhuma distração.
VocĂȘ riu, pegando o celular novamente. Sua tia falava sobre mil coisas ao mesmo tempo, e vocĂȘ nĂŁo dava a mĂnima â principalmente porque Jinyoung te virou de novo, a boca beijando sua pele em exposição, venerando cada centĂmetro que conseguia alcançar.
Quando ele ficou de joelhos diante de vocĂȘ, vocĂȘ quase desmaiou.
â Tia, me perdoa, surgiu uma emergĂȘncia⊠vou ter que desligar.
Jinyoung sorriu contra o seu umbigo, as mĂŁos no seu quadril. VocĂȘ bateu o celular contra o material do balcĂŁo, olhando-o como se precisasse disciplinĂĄ-lo â e realmente precisava.
Jinyoung perdera qualquer filtro desde que se casou com vocĂȘ. Antigamente, quando namoravam, costumava ser tĂmido contigo. Depois que colocou uma aliança no seu dedo, estava quase fazendo o tipo exibicionista.
â Pode parar com essas mĂŁos.
VocĂȘ o puxou de volta pra si, unindo os lĂĄbios nos dele enquanto pressionava as bochechas de Jinyoung, fazendo-o exibir um biquinho adorĂĄvel. VocĂȘ queria que o futuro filho de vocĂȘs tivesse aquele mesmo biquinho fofo.
VocĂȘ mordeu o lĂĄbio enquanto o repreendia, com o tom de voz arrastado. Ele sorriu enquanto terminava de lavar a louça de vocĂȘs, usando suas luvas amarelas, e vocĂȘ finalizava secando um copo, colocando-o na ilha no meio da cozinha.
â Gosto da ponte do seu nariz, da curva do seu pescoço, da sua cintura e da cor especĂfica dos seus olhos quando a luz bate em determinado Ăąngulo â ele respondeu de uma sĂł vez, sem pensar duas vezes.
VocĂȘ sorriu, satisfeita, enquanto se encostava no balcĂŁo. Seungcheol se livrou das luvas, deixando-as ao lado da pia, para ficar ao seu lado, os braços se encostando.
â Mas, se for pra ser safado...
â Elabore â vocĂȘ incentivou, e ele molhou os lĂĄbios, que com certeza faziam parte da sua lista de caracterĂsticas fĂsicas favoritas nele.
â Gosto dos seus mamilos. SĂŁo fofinhos.
VocĂȘ riu, ficando vermelha, ao passo que Seungcheol te prendia entre ele e o material do balcĂŁo. VocĂȘ respirou fundo depois do acesso de riso, olhando para ele fixamente.
Cheol te beijou de novo â agora o seu pescoço, seu colo, seu ombro. Os dentes encontraram sua pele de leve, sĂł com o intuito de te provocar. Ele te impulsionou para cima do balcĂŁo, os beijos se intensificando Ă medida que as mĂŁos dele te desbravavam, e as suas puxavam o moletom que ele usava para cima, removendo-o tĂŁo fĂĄcil quanto sua memĂłria havia se livrado do intuito da pergunta: a resposta, obviamente.
â E o que mais? â Cheol perguntou, com a boca na linha do seu maxilar, os lĂĄbios curvados em um sorriso diabĂłlico, lindo e cheio de luxĂșria.
Era possĂvel â na verdade, era certo â que Cheol nunca se cansaria de te comer, ou, melhor dizendo, de fazer amor com vocĂȘ em cada uma das superfĂcies que achasse apropriado. E, para ele, meio que todas eram.
â Acho que...
â Quero sua versĂŁo safada.
â Cheol, eu... â vocĂȘ apertou o bĂceps dele, as bochechas queimando â conseguia sentir. Os lĂĄbios entreabertos, o coração disparado, a respiração ofegante. VocĂȘs jĂĄ tinham se pegado no mĂnimo umas mil vezes, e seu corpo nunca se acostumava com o de Seungcheol pressionando o seu â especialmente porque vocĂȘ o conhecia, confiava nele, sabia do que ele gostava e do que nĂŁo gostava. Na sua frente, ele era sĂł Choi Seungcheol, um cidadĂŁo comum como qualquer outro â com uma libido extraordinĂĄria.
Mas Seungcheol se continha â na maior parte do tempo. Trabalhava seu autocontrole com afinco desde que te conheceu.
â Querida, nĂŁo precisa sentir vergonha â ele incentivou, os olhos presos nos seus, observando cada tremorzinho de pĂĄlpebra, cada rubor intensificado que surgia nas suas bochechas lindas, com um viço natural, rechonchudinhas de um jeito que o deixava completamente apaixonado.
â Gosto da covinha que vocĂȘ tem na bunda.
â Eu jĂĄ imaginava.
VocĂȘ escondeu o rosto nele, de vergonha â e porque tentava reprimir o sorriso que nĂŁo saĂa por nada dos seus lĂĄbios. As maçãs do seu rosto iriam doer depois, mas vocĂȘ nĂŁo se importava naquele momento.
Seungcheol te beijou de novo, com uma intensidade que curvou seu corpo para trĂĄs. Uma sequĂȘncia de beijinhos foi depositada nos seus lĂĄbios quentes e vermelhos antes de ele dizer, completamente satisfeito com vocĂȘ, com a sua resposta, com o que vocĂȘs tinham â com o amor que sentia por cada pedacinho que te compunha:
No entanto, ele nunca imaginou que nutriria uma paixĂŁo unilateral pela sua versĂŁo de 18 anos. Nenhuma vez sequer passou pela mente dele que poderia se sentir tĂŁo atormentado pela versĂŁo adulta daquela garotinha de 10 anos que surrupiava, com frequĂȘncia, pacotinhos de Skittles que o prĂłprio Seungcheol trazia â porque, coincidentemente, era a sua balinha favorita.
E, quando vocĂȘ o abraçou como cumprimento, bem mais alta do que ele se recordava, Seungcheol fez questĂŁo de guardar o seu perfume na memĂłria, porque, a julgar pelos seus olhares apaixonados na direção de um garoto â possivelmente seu namorado â, ele nĂŁo tinha a mais remota chance.
SĂł que a vida era uma merda Ă s vezes. E, mesmo que, nos Ășltimos sete anos, ele tenha obviamente conhecido e namorado outras mulheres, de vez em quando Seungcheol se flagrava pensando naquela garota de 18 anos que ele nĂŁo poderia ter. Era como se vocĂȘ representasse o fruto proibido.
Foi aĂ que ele descobriu: pela primeira vez em sete anos, vocĂȘ estava oficialmente solteira. E, embora se sentisse mal por estar feliz com o fato, Seungcheol nĂŁo pensou duas vezes antes de tomar um banho demorado, borrifar o perfume mais caro do seu armĂĄrio nos principais pontos de pulsação e ponderar a respeito do que vestir por uns dez minutos. E ele podia contar nos dedos as vezes em que se sentiu daquela forma.
â VocĂȘ tĂĄ me dizendo que ela te agradeceu pelos bolinhos de chuva com uma foda? â Mingyu questionou, boquiaberto.
â NĂŁo⊠Sim. Porra, eu nĂŁo sei. Quero transar com ela de novo, mas nĂŁo sĂł isso. Quero levar ela pra jantar, cinema Ă s sextas, escovar os dentes juntos, rotina de skincare toda noite. Quero tudo isso â Seungcheol sorriu, totalmente sem jeito â, mas, se ela quiser me usar como brinquedinho sexual, eu sinceramente nĂŁo me importo.
Dessa vez, a pergunta nĂŁo era porque o nome de Mark Lee combinava com o nome do departamento em que ele trabalhava com excelĂȘncia, mas sim porque Haechan fazia parte da equipe e, toda vez que Celine descia um andar para pagar de espiĂŁ â e, de quebra, flertar com o Mark do marketing â, se deparava com o rosto lindo de Haechan, o seu ex-namorado.
â Ele me contou que o Hansol nĂŁo vai ser o novo chefe do departamento.
VocĂȘ compartilhou da mesma expressĂŁo de confusĂŁo de Celine, deixando o prĂłprio celular com a tela para baixo, de encontro Ă mesa, com medo de cair na tentação de responder Seungcheol novamente. Simultaneamente, de forma genuĂna, nĂŁo se importaria se Seungcheol te enviasse um ĂĄudio de muitos minutos.
Sentia falta do peso do corpo dele pressionando o seu.
â Por que vocĂȘ tĂĄ com essa carinha de quem foi bem comida? Achei que vocĂȘ tava arrasada, nĂŁo vai me dizer queâŠ
â NĂŁo! â vocĂȘ interrompeu sua amiga antes que ela pudesse tirar conclusĂ”es precipitadas â Celine, eu tenho que te contar uma coisaâŠ