mas mingyu nĂŁo dava o braço ou qualquer outra parte do corpo lindo, a torcer quando o assunto era comida. toda sexta era assim, quando a demanda do dia finalmente chegava ao fim e vocĂȘ podia vestir uma meia ridĂcula e uma camiseta mais ridĂcula ainda de uma banda que vocĂȘ nem escutava mais, vocĂȘs dois tinham que entrar em consenso sobre o banquete da noite, e vocĂȘ queria, gostaria bastante de poder viver de ĂĄgua e pau, mas se mingyu ganhasse novamente naquela semana, viveria sĂł de ĂĄgua pelo restante do mĂȘs.
â porra, sim! â toda felicidade que jĂĄ nĂŁo existia na sua expressĂŁo se esvaiu de uma vez do seu rosto quando olhou pra tela do celular, o âfranguinho do gyuâ era o vencedor como sempre nas Ășltimas seis semanas, nem devia mais nutrir esperanças, aparentemente o mundo era mesmo dos homens, com âhâ minĂșsculo. vocĂȘ fez menção de se levantar, mas mingyu te interrompeu, te abrigando no colo dele como se vocĂȘ fosse um bebĂȘ pronto pra hora de ninar.
â mĂŽ, vou te deixar escolher qualquer coisa â ele disse, deixando um beijinho barulhento na sua boca, vocĂȘ olhou pra ele, fez aquela carinha tĂpica que dizia âadivinhaâ e mingyu prontamente pensou um pouco, como se nĂŁo te conhecesse melhor do que vocĂȘ mesma â vou pedir aqueles molhinhos que vocĂȘ curte, pink lemonade e aquela sobremesa de brownie.
â hm, melhorou â vocĂȘ fez beicinho, esperando mais um beijo de consolo, mingyu atendeu ao pedido, a mĂŁo subindo pela lateral do seu corpo, fazendo cĂłcegas e provocando arrepios pela diferença de temperatura entre as peles. vocĂȘ se sentou, ainda no colo dele, abraçando-o tal qual um coala enquanto ele fazia o pedido no aplicativo, ficava puta da vida quando nĂŁo ganhava uma coisa, no entanto o que gostava mesmo era de ficar quietinha, no colo do seu namorado gostoso, acomodada tĂŁo confortĂĄvel que podia ouvir as batidas cadenciadas do coração que era sĂł seu.
â o que vocĂȘ vai fazer quando eu tiver desejo de comer algo que vocĂȘ nĂŁo quer?
â o meu filho jamais me trairia desse jeito.
vocĂȘ riu, espremendo as bochechas dele pra boca formar o biquinho de peixinho, o selinho se transformou num beijo, o beijo levou vocĂȘs dois para o sofĂĄ e de repente mingyu tirava as suas meias coloridas como se fizessem parte de uma cinta-liga.
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VocĂȘ mordeu o lĂĄbio enquanto o repreendia, com o tom de voz arrastado. Ele sorriu enquanto terminava de lavar a louça de vocĂȘs, usando suas luvas amarelas, e vocĂȘ finalizava secando um copo, colocando-o na ilha no meio da cozinha.
â Gosto da ponte do seu nariz, da curva do seu pescoço, da sua cintura e da cor especĂfica dos seus olhos quando a luz bate em determinado Ăąngulo â ele respondeu de uma sĂł vez, sem pensar duas vezes.
VocĂȘ sorriu, satisfeita, enquanto se encostava no balcĂŁo. Seungcheol se livrou das luvas, deixando-as ao lado da pia, para ficar ao seu lado, os braços se encostando.
â Mas, se for pra ser safado...
â Elabore â vocĂȘ incentivou, e ele molhou os lĂĄbios, que com certeza faziam parte da sua lista de caracterĂsticas fĂsicas favoritas nele.
â Gosto dos seus mamilos. SĂŁo fofinhos.
VocĂȘ riu, ficando vermelha, ao passo que Seungcheol te prendia entre ele e o material do balcĂŁo. VocĂȘ respirou fundo depois do acesso de riso, olhando para ele fixamente.
Cheol te beijou de novo â agora o seu pescoço, seu colo, seu ombro. Os dentes encontraram sua pele de leve, sĂł com o intuito de te provocar. Ele te impulsionou para cima do balcĂŁo, os beijos se intensificando Ă medida que as mĂŁos dele te desbravavam, e as suas puxavam o moletom que ele usava para cima, removendo-o tĂŁo fĂĄcil quanto sua memĂłria havia se livrado do intuito da pergunta: a resposta, obviamente.
â E o que mais? â Cheol perguntou, com a boca na linha do seu maxilar, os lĂĄbios curvados em um sorriso diabĂłlico, lindo e cheio de luxĂșria.
Era possĂvel â na verdade, era certo â que Cheol nunca se cansaria de te comer, ou, melhor dizendo, de fazer amor com vocĂȘ em cada uma das superfĂcies que achasse apropriado. E, para ele, meio que todas eram.
â Acho que...
â Quero sua versĂŁo safada.
â Cheol, eu... â vocĂȘ apertou o bĂceps dele, as bochechas queimando â conseguia sentir. Os lĂĄbios entreabertos, o coração disparado, a respiração ofegante. VocĂȘs jĂĄ tinham se pegado no mĂnimo umas mil vezes, e seu corpo nunca se acostumava com o de Seungcheol pressionando o seu â especialmente porque vocĂȘ o conhecia, confiava nele, sabia do que ele gostava e do que nĂŁo gostava. Na sua frente, ele era sĂł Choi Seungcheol, um cidadĂŁo comum como qualquer outro â com uma libido extraordinĂĄria.
Mas Seungcheol se continha â na maior parte do tempo. Trabalhava seu autocontrole com afinco desde que te conheceu.
â Querida, nĂŁo precisa sentir vergonha â ele incentivou, os olhos presos nos seus, observando cada tremorzinho de pĂĄlpebra, cada rubor intensificado que surgia nas suas bochechas lindas, com um viço natural, rechonchudinhas de um jeito que o deixava completamente apaixonado.
â Gosto da covinha que vocĂȘ tem na bunda.
â Eu jĂĄ imaginava.
VocĂȘ escondeu o rosto nele, de vergonha â e porque tentava reprimir o sorriso que nĂŁo saĂa por nada dos seus lĂĄbios. As maçãs do seu rosto iriam doer depois, mas vocĂȘ nĂŁo se importava naquele momento.
Seungcheol te beijou de novo, com uma intensidade que curvou seu corpo para trĂĄs. Uma sequĂȘncia de beijinhos foi depositada nos seus lĂĄbios quentes e vermelhos antes de ele dizer, completamente satisfeito com vocĂȘ, com a sua resposta, com o que vocĂȘs tinham â com o amor que sentia por cada pedacinho que te compunha:
â amor, eu tĂŽ indo, tĂĄ? â vocĂȘ se virou de bruços no sofĂĄ, anuindo com a cabeça para o seu noivo, seungcheol ficou esperando com a mĂŁo na maçaneta enquanto vocĂȘ se controlava para nĂŁo rir da situação, sempre tinha o beijinho de despedida, nĂŁo importasse o quanto estavam atrasados ou adiantados para os seus compromissos, seungcheol nĂŁo conseguia sair de casa sem pelo menos encostar os lĂĄbios nos seus, nĂŁo precisava ser nem de lĂngua.
â acho que o nĂł da gravata tĂĄ torto, vocĂȘ pode vir aqui arrumar, amor? â enfatizou o apelido carinhoso e vocĂȘ se esforçava muito para manter a expressĂŁo neutra sĂłlida, embora quisesse e muito rir, negou com a cabeça, balançando as pernas no ar.
â por que? â questionou simplista, tombando a cabeça para o lado como os cachorrinhos fazem quando estĂŁo confusos, seungcheol adorava quando vocĂȘ se fazia de burrinha daquele jeitinho, o cabelo preso num rabo de cavalo expondo o belo pescoço que ele queria marcar novamente â o que tĂĄ faltando, cheol?
â o que vocĂȘ tĂĄ fazendo? â vocĂȘ questionou brincalhona quando seungcheol sacou o celular do bolso, digitando uma mensagem apressada, quase sem tirar a boca da sua pele, era uma tarefa extremamente difĂcil pra cabeça dele cheia de imagens suas nua naquele sofĂĄ.
â sĂł avisando... â tirou sua blusa devagarinho, apreciando e tocando o sutiĂŁ bonito que vocĂȘ usava, em casa, aquela sua tĂĄtica definitivamente nĂŁo tinha sido em vĂŁo, seungcheol começava a entender isso.
[fala gabz]: sla gnt, eu sĂł queria escrever com ele por algum motivo KKKKKK n foi revisado pq preciso ir dormir mds!!!
ââââââââchoi san dificilmente ficava obcecado por uma mulher quanto estava por vocĂȘ, nem iria sair de casa naquela sexta-feira, mas hongjoong disse que vocĂȘ estaria naquela festa fantasia do pessoal da faculdade e ele teve que improvisar uma fantasia.
clark kent foi a opção mais óbvia, foi a primeira ideia que teve quando olhou pra mesinha de cabeceira e encontrou os óculos de descanso, teria que servir.
jĂĄ vocĂȘ aprendeu com meninas malvadas que festas fantasias davam passe livre pra se vestir como uma piriguete, entĂŁo nada mais apropriado do que ser uma integrante das the pussycat dolls, seu sonho desde a adolescĂȘncia, vestir shortinho curtinho e blusinha curta.
vocĂȘ, uma aprendiz da nicole scherzinger, e san, na sua releitura do superman, se esbarraram no meio da casa do anfitriĂŁo, diante a mĂșsica alta e um mar de estudantes meio embriagados.
â desculpa.
â nĂŁo foi nada â san respondeu, te olhando, tentando esconder que por dentro estava surtando, era a primeira vez que vocĂȘs trocavam palavras, mas ele nĂŁo tinha te passado despercebido, clark kent nunca passava despercebido, nem como apenas um jornalista qualquer.
nĂŁo faziam os mesmos cursos, no entanto conhecia-o de longe, lembrava de dizer pra sua amiga o quanto ele era um gatinho reservado. porque com um rostinho daqueles, jĂĄ deveriam existir boatos circulando pelo campus.
â posso? â san questionou e vocĂȘ assentiu instantes antes da boca dele cobrir a sua, no inĂcio foi devagar, san tentava acalmar a si mesmo, mas ficava difĂcil porque todo lugar que ele te tocava, sentia sua pele macia por causa do raio de retalhos de tecido que vocĂȘ usava.
â espera, deixa eu tirar isso â vocĂȘ sorriu, apesar de san ter toda aquela estatura, parecia uma criança nas suas mĂŁos e vocĂȘ nĂŁo podia negar o quanto adorava, tirou os Ăłculos dele, que caĂram no chĂŁo porque ele era impaciente demais pra esperar mais um segundo sem seus lĂĄbios beijando-o, deu um sorrisinho quando te pressionou contra porta, a lĂngua acariciando a sua, as mĂŁos firmes na sua cintura, encaixando no lugar certo e apertando de um jeito gostoso, como o beijo que se desenrolava.
â e vocĂȘ gosta de caras fofos? â ele questionou, mas a boca tinha invadido seu pescoço, deixando alguns beijinhos por ali.
â gosto. principalmente dos que parecem cachorrinhos.
choi san te observou com um brilho nos olhos, deu um sorriso lindo, deslumbrante, daqueles espontĂąneos que vocĂȘ expĂ”e sem perceber. enquanto isso suas mĂŁos se escondiam no quentinho que estava por debaixo da camisa dele, sentindo os mĂșsculos das costas se contraindo toda vez que ele avançava com a boca pra algum centĂmetro da sua pele.
â Toma açaĂ comigo â vocĂȘ começou, balançando Haechan de um lado pro outro. Ele continuava mexendo no celular, completamente tranquilo, como se vocĂȘ nĂŁo estivesse perturbando â o que era irĂŽnico, jĂĄ que ele fazia o mesmo com vocĂȘ o tempo todo.
â TĂŽ sem grana.
â Ai, que saco⊠sĂł tenho amigo duro.
â Sou teu amigo por acaso? â ele questionou, finalmente largando o celular pra te encarar.
VocĂȘ revirou os olhos, segurou o rostinho dele e beijou seus lĂĄbios, que automaticamente fizeram um biquinho, como se jĂĄ esperassem por aquilo.
VocĂȘ riu â e riu ainda mais quando ele começou a cutucar suas costelas, fazendo cosquinhas enquanto te deitava no sofĂĄ do apĂȘ dele. Haechan sĂł parou quando lĂĄgrimas se acumularam no cantinho dos seus olhos de tanto rir.
â Quer que eu peça pelo iFood ou cĂȘ quer sair?
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Hyuck retornou os olhos para vocĂȘ depois de jogar uma carta +4 â e, inclusive, vocĂȘ era a prĂłxima a jogar. Deu um sorrisinho na sua direção, mas nĂŁo era porque estava te ferrando no Uno; na verdade, ele estava adorando te admirar com uma camiseta antiga dele, o cabelo começando a encaracolar por estar molhado, o rĂmel borrado.
Tinha um sorrisinho sacana adornando os lĂĄbios bonitos, porque sua aparĂȘncia poderia ser o equivalente a vocĂȘ⊠vocĂȘ depois de fazer amor. Com ele. SĂł com ele.
â Vamo ter que parar esse jogo, tĂŁo mandando mensagem no grupo. Ă aquela porra de projeto de novo, ____.
VocĂȘ abriu a boca pra dizer algo â âdeixa eles resolveremâ estava na ponta da lĂngua â, mas Haechan te olhava daquele jeito que dizia que existia algo a mais, enquanto estendia a mĂŁo pra vocĂȘ se levantar. VocĂȘ o fez, segurando a palma estendida no que durou um ĂĄtimo de segundo, o suficiente para o seu corpo esquentar violentamente.
Era a primeira vez entrando no quarto dele. A primeira vez que Haechan fechava a porta atrĂĄs de vocĂȘ e te encarava, a luz acesa como vocĂȘ, irradiando calor, o coração trabalhando duas vezes mais, como se estivesse prĂłxima de uma parada.
Ele genuinamente queria ser o seu primeiro. E, quem sabe, o Ășnico.
â E aĂ eu vou te beijar desse jeito â Haechan gostou do tom rosĂĄceo que se espalhou nas suas bochechas quando os lĂĄbios dele encontraram os seus num selinho inocente â e depois um pouquinho mais forte.
Ele arfou quando vocĂȘ encontrou o caminho para debaixo da camisa dele, sorriu na sua boca, indecente, como se toda aquela noite fosse uma preparação para aquilo.
â E aĂ a gente vai se pegar gostoso.
Dessa vez foi vocĂȘ quem sorriu. O beijinho tinha te deixado molinha, a respiração ligeiramente irregular, os dedos tateando a pele dourada dele.
â Me fala que vocĂȘ quer isso â Haechan pediu, os olhos dedicados aos seus, o polegar acariciando sua bochecha, o quadril encaixado contra o seu de uma forma meio obscena, do jeitinho Gabriel de ser.
â Eu quero. â VocĂȘ anuiu com a cabeça, os olhos provavelmente brilhando. Beijou-o mais algumas vezes, de levinho, com a lĂngua. Usou seus poucos conhecimentos no assunto, mas era natural beijĂĄ-lo â como se fosse uma necessidade biolĂłgica ter a boca do Hyuck contra a sua. Definitivamente, vocĂȘ nĂŁo tinha ideia de como viveria depois daquilo.
â Puta merda, acho que tĂŽ duro.
â Com uns beijinhos?
â Minha filha, vocĂȘ jĂĄ se olhou no espelho? TĂĄ vestindo a porra de uma camiseta velha e tĂĄ uma gostosa do caralho.
â Fala de novo.
â Gostosa do caralho? â ele pendeu a cabeça um pouquinho pro lado, como um cachorrinho confuso, e vocĂȘ sorriu, anuindo. Deu dois tapinhas no peitoral dele, incentivando-o a prosseguir com aquele plano inicial que envolvia os dois sozinhos e muita pegação.
VocĂȘ sempre teve um plano: vestibular, faculdade de contabilidade por 4 anos, seu prĂłprio apartamento, casamento aos 25 e, se seu marido fosse irresistĂvel ao ponto do seu Ăștero desejar abrigar seus espermatozoides, o primeiro filho chegaria aos 28.
Haechan realmente esperava que vocĂȘ fosse, para sempre, aquela menina de 18 anos que ele conheceu numa aula entediante de Contabilidade Geral I?
Era sĂĄbado Ă noite. NĂŁo queria sair e nem tinha companhia. Deslizando o polegar pelos stories do Instagram, todas as suas amigas tinham compromisso marcado com ficante, namorado, noivo ou esposo. Poderia visitar seu sobrinho; no entanto, sua irmĂŁ nem no mesmo paĂs que vocĂȘ estava. Era aniversĂĄrio do seu catarrento preferido, e sua irmĂŁ e seu cunhado resolveram realizar o sonho do menino em conhecer a Legoland, na Dinamarca.
â Ela queria saber se vocĂȘ tĂĄ bem. Me falou que vocĂȘ nĂŁo responde ela desde quinta.
Seungcheol tinha sĂł quinze anos quando vocĂȘs se conheceram. VocĂȘ tinha dez. NĂŁo era nem amigo prĂłximo da sua irmĂŁ, mas, por coincidĂȘncia, ele sempre terminava caindo nos mesmos grupos de trabalhos escolares com ela, que aconteciam religiosamente na casa dos seus pais. Por que sua mĂŁe oferecia pĂŁozinho caseiro e limonada no final? Por que o quarto da sua irmĂŁ era maneiro? Por que ela tinha um MacBook? VocĂȘ gostava de pensar que era porque ela tinha uma irmĂŁ cinco anos mais jovem e extremamente espoleta.
â Vai me deixar entrar ou vocĂȘ tĂĄ escondendo o corpo do seu ex-namorado aĂ?
VocĂȘ se afastou, deixando-o entrar. Encostou na porta, observando-o deixar uma caixinha da padaria da esquina no balcĂŁo da sua cozinha aberta. Seungcheol fazia seu tipo, o que era um perigo, porque nunca se envolvera com os amigos mais velhos da sua irmĂŁ â geralmente eles jĂĄ estavam casados.
Com exceção daquele homem no meio da sua sala, lendo o rótulo do seu vinho barato por pura diversão.
â VocĂȘ tĂĄ bem?
â VocĂȘ tĂĄ namorando?
Perguntaram os dois juntos. Seungcheol negou com a cabeça, com um biquinho fofo. VocĂȘ sĂł assentiu. Sabia que nĂŁo devia nada a ele. Afinal, ele quem decidiu trazer os seus bolinhos de chuva preferidos, e vocĂȘ nem precisava abrir a caixinha pra saber â o cheirinho entregava.
Mas nĂŁo seria nada mal um beijinho de agradecimento. Talvez uma mĂŁo aqui e ali. Ele nĂŁo queria saber se vocĂȘ estava bem? Ficaria com um beijinho de uma pessoa que te conhecia desde os dez anos.
â VocĂȘ nĂŁo precisa estar bem, mas isso nĂŁo significa que vocĂȘ tem que beber esse vinho podre.
VocĂȘ se aproximou mais, bem perto. Conseguiria o que queria se fingindo de burrinha inocente. SĂł um beijo. SĂł a boca dele contra a sua era o bastante.
â NĂŁo, fofinho. TĂŽ flertando contigo.
O clima, de repente, mudou. Seungcheol te olhou â olhou de verdade dessa vez â, pela primeira vez como uma mulher, e nĂŁo como a irmĂŁzinha de uma colega ou a vizinha do andar inferior ao dele. VocĂȘ se sentiu tĂmida sĂł com ele observando o seu rosto, levemente maquiado porque quis testar um rĂmel novo.
â NĂŁo flerta comigo se vocĂȘ nĂŁo quer que eu beije a tua boca.
VocĂȘ engoliu em seco, acenando positivamente com a cabeça, ajeitando a postura e respirando meio ofegante quando ele pĂŽs a mĂŁo sobre a sua bochecha quente.
O primeiro beijo veio explosivo, o tipo de beijo que vocĂȘ espera por uma eternidade. Tamanha ansiedade, os dentes se chocaram de leve, e seu corpo aprovou o riso abafado de Seungcheol, os braços fortes te contornando, te reivindicando como se, alguma vez, vocĂȘ jĂĄ tivesse sido dele.
Bom, naquele momento, vocĂȘ definitivamente era.
â Cheol, quarto â vocĂȘ arfou, puxando o cabelo dele.
Seungcheol sorriu, te olhando. NĂŁo sabia como, mas tinham recuado tantos passos que ele te pressionava contra uma parede, perdido e completamente rendido pelo seu cheiro â e especialmente pelo seu jeitinho autoritĂĄrio.
â A gente vai brigar, linda.
â Por quĂȘ?
VocĂȘ questionou com um sorriso lindo que Seungcheol fez questĂŁo de guardar num lugar especial na mente. Ele nem sabia o que fazer primeiro: queria te tocar por toda parte, te beijar inteirinha, olhar pro seu rostinho em todo Ăąngulo existente.
Com um gesto firme, ele te virou de costas, pressionando o abdĂŽmen contra vocĂȘ e diminuindo qualquer espaço entre vocĂȘs dois.
O sussurro que veio a seguir reverberou por todo seu corpo.
đč ConteĂșdo: fluff, muitos pensamentos da op, sugestivo e acho que sĂł!! â 1k.
đč [Fala Gabz!]: Gente, eu estou obcecada nesse homem, tĂĄ?? KKKKKK Eu nĂŁo gostei muito, mas eu espero que vocĂȘs gostem pelo menos minimamente!! Um beijĂŁo!! đ
vocĂȘ se espreguiçou ainda deitada na cama enorme, os lençóis branquinhos combinando com a cortina que permitia aos raios solares adentrarem o cĂŽmodo graças a essa caracterĂstica. abriu sĂł um dos olhos, a mĂŁo tateou em vĂŁo ao seu redor â seungcheol nĂŁo estava lĂĄ. a constatação te fez sentar rĂĄpido demais, segurando o lençol, cobrindo seus seios como se tivesse dormido acidentalmente com seu chefe. nĂŁo era o caso.
quando se olhou no espelho, entendeu aquele negĂłcio de sono da beleza. sua rotina envolvia 4 horinhas de sono e, definitivamente, em nenhuma delas seungcheol estava... hm... dentro de vocĂȘ.
sĂł de pensar nisso, vocĂȘ sorriu pro espelho do banheiro da suĂte. seu rosto realmente brilhava, seus cabelos nem tinham tanto frizz assim â estavam meio ondulados prĂłximo da nuca por causa do suor da noite anterior.
depois do que fizeram na noite passada, vocĂȘ tinha certeza de que ele nĂŁo se importaria se vocĂȘ pegasse a escova de dente emprestada, entĂŁo o fez, voltando pro quarto em busca do seu celular perdido em algum canto.
ignorou as duzentas mensagens da sua melhor amiga te questionando como estavam as coisas. contaria com todos os detalhes â tĂĄ, nem tantos assim â sobre o encontro e o desenrolar no apĂȘ de seungcheol assim que a encontrasse pessoalmente.
deu uma olhadinha no instagram, nos stories: seungcheol republicou a foto bobinha de vocĂȘs dois, e vocĂȘ sorriu com a escova de dente pendurada na boca.
sua barriga roncou assim que adentrou na cozinha. pegou o cereal colorido que encontrou no armĂĄrio, um iogurte e uma barrinha de proteĂna e, quando estava prestes a enviar uma mensagem para o seu namorado e questionar seu paradeiro, ouviu a porta ser aberta. recebeu-o com meia barrinha na boca, e seungcheol sorriu pra vocĂȘ, meio suado por causa da â agora vocĂȘ sabia â corrida matinal.
era a segunda vez que o via suado assim, em outra circunstĂąncia agora e, honestamente? seungcheol era bonito de um jeito absurdo. sentia moleza nas pernas e ele nem tinha sequer te tocado.
â achei que vocĂȘ dormiria um pouquinho mais â ele disse, se aproximando e deixando um beijinho na sua testa. vocĂȘ impediu-o de se afastar, mesmo que estivesse suado â tomariam banho juntos e suariam um pouquinho mais mesmo â vocĂȘ tava exausta.
â tava com fome? â ele olhou pro lado, e vocĂȘ fez o mesmo. avaliou a tigela de cereal pela metade, as embalagens das 2 barrinhas devoradas e o iogurte finalizado.
â um pouquinho â vocĂȘ fez o gesto da quantidade com o indicador e o polegar, e seungcheol riu, deixando um beijinho no cantinho da sua boca. provavelmente tinha algum resquĂcio de iogurte ali, porque a lĂngua dele lambeu pertinho, aquecendo seu baixo ventre.
â hein? â vocĂȘ sĂł voltou pra si quando seungcheol colocou uma mecha do seu cabelo atrĂĄs da sua orelha. olhou-o com os olhos mais pidĂ”es que pĂŽde, primeiramente porque estava se sentindo envergonhada por pensar naquilo, segundamente porque estava envergonhada em dobro por pensar tanto naquilo que nĂŁo ouvira o que ele tinha dito. entĂŁo ele repetiu:
â perguntei se vocĂȘ quer almoçar, mais tarde, em algum lugar ou se quer ficar por aqui mesmo.
vocĂȘ pensou a respeito. que merda, nĂŁo conseguia pensar a respeito, porque o pomo de adĂŁo dele te atraĂa toda vez que chegava numa linha de raciocĂnio. anuiu com a cabeça, mas nĂŁo sabe bem para o que anuiu, e seungcheol parecia se divertir com a situação.
sĂł que queria te deixar sem fala, ofegante, sem saber pedir como repetir o que aconteceu no quarto.
â no que vocĂȘ tĂĄ pensando? â ele questionou, brincando com o botĂŁozinho da camisa que estava em vocĂȘ. desfez-o devagarinho, acompanhando sua respiração acalorada, feito o sol lĂĄ fora.
vocĂȘ mordeu o lĂĄbio, tentando conter um sorriso.
â no que vocĂȘ tĂĄ pensando? â ele insistiu, te fazendo rir com cĂłcegas na sua cintura. afastou-o sem fĂŽlego, o sorriso nĂŁo deixava nem por 1 segundo os seus lĂĄbios.
â tava pensando que vocĂȘ nĂŁo fez um tour pelo seu apartamento pra mim â mas vocĂȘ tinha segundas intençÔes na forma como falou, e seungcheol percebeu isso. jamais deixaria passar aquele detalhe quase sutil.
â serĂssimo â Cheol segurou sua mĂŁo, beijou o dorso como um verdadeiro cavalheiro e envolveu a palma pequena com a dele, te guiando exatamente para aquele cĂŽmodo em especĂfico.