... o gosto Ă© notoriamente difĂcil de ser discutido e o componente estĂ©tico, seja lĂĄ o que for, nĂŁo Ă© algo que posa ser adicionado ou subtraĂdo de alguma coisa, mas Ă© aquilo que o visitante e espectador sente com relação a um edifĂcio (ou quadro ou poema) quando se vĂȘ diante dele. A primeira obrigação do arquiteto, a sua verdadeira arte, Ă© dar forma para a maneira como um edifĂcio funciona. Em geral, fazĂȘ-lo funcionar nĂŁo Ă© uma tarefa das mais difĂceis; jĂĄ criar formas legĂveis, este Ă© o segredo de sua arte e habitabilidade. TambĂ©m faz parte desse segredo a sua capacidade de manipular e comandar a intensidade metafĂłrica dessas formas de tal modo que o espectador possa discernir parte da carga que o artista ou o arquiteto nelas colocou. O papel especĂfico do arquiteto na feitura do tecido urbano precisa ser redefinido.