A Lorre fan unearthed video footage claiming that Peter is WAVING from the ship as the UFA crew arrived in Portugal to shoot "Stupéfiants" (1932)! Gahh!!
First, if you haven't seen this post by @vintageerieteacup (or even if you have), open a tab with it. It's an amazing find of a 1932 article with pictures of Peter Lorre & Jean Murat coming with the crew to Lisbon for "Stupéfiants," which was the French-language version of "Die Weisse Damon." Peter starred in both.
Second, this clip is not mine and I did not add the arrow, but I did run it through a slight slo-mo so we can see him a little better. (Mind you, the year is wrong in the caption.)
Source of clip. Peter had shaved his head for the role, predating "Mad Love" by several years, so that's him all right, in the hat he wore at the time.
I'm hoping to see the full video this clip came from, even if that's the only time we see Peter.
@peterlorres21stcentury @noirgasmweetheart @soapkaars @snail-cupcakes, I can't wait until you see this too. Eeeee!
Anya is live and ready to show you everything. Watch her strip, dance, and perform exclusive shows just for you. Interact in real-time and make your fantasies come true.
✓ Live Streaming✓ Interactive Chat✓ Private Shows✓ HD Quality✓ Free Actions
Free to watch • No registration required • HD streaming
I've found this amazing Portuguese article about the "Stupefiants" film crew coming to Lisbon. It focuses on Jean Murat and Peter Lorre, mentioning directors Kurt Gerron and Roger Le Bon, actors Hans Albers, Trud von Mollo, etc.
Some words are omitted, as the photographs are of poor quality. Nevertheless, it's enough to get a grasp. Here are the parts concerning Peter (translated from Portuguese through Google):
They drank a lot of "whiskeys" to whet the appetite, "whiskeys" to maintain the appetite, and an astonishing number of "whiskeys" to aid digestion.
The first person we recognized was Peter Lorre, the extraordinary actor in M, Fritz Lang's last film. He was wearing a soft, thick grey hat and looked at us calmly with his round, bulging eyes, like those of a fish.
It was perhaps Rui Casanova who remembered to imitate Peter Lorre's famous whistle in his interpretation of M. Lorre turned around, smiled, dispelled the awkwardness with a mysterious gesture, and came to shake our hands.
Peter Lorre, without me asking him anything, leaned against the ship's railing and immediately gave me several interview-style statements. He told me that in the film they were shooting in Lisbon, he had a role more or less similar to his interpretation of M. He was a terrible drug trafficker boss.
After this film, he immediately began working on another one, for which he wrote the screenplay. I didn't have the patience to force him to tell the story. It must have been amazing.
I sat at the bar with Peter Lorre, who was already talking to me like an old friend.
To say something, I asked him which movie star he preferred. He got a bit flustered by the question and ended up confessing that he couldn't prefer any because he hadn't seen them, except for Charlie Chaplin, Greta Garbo, Buster Keaton, Marlene Dietrich; for him, they were characters he only knew from seeing them in movie magazines.
Film or theater shows didn't interest him. He didn't care at all. Real life interested him more. Then, perhaps because he was bald, and some distant idea crossed his mind, he added: "Dear friend: life is bitter, women are expensive, and children are very easy."
Peter Lorre was looked at by the men with intense curiosity. With his head completely shaved due to the demands of his new role, his warm and sensual gaze, Peter Lorre undeniably has a rather unconventional appearance, a very strong personality that impresses us forever. Later, while we waited for the train, I talked a lot with him about women and his performance in M.
Peter Lorre and Jean Murat even made a contract regarding romantic conquests.
Peter Lorre arbitrated his domains in Lisbon while Jean Murat intends to reign like Don Juan in Paris. To put it clearly, we could say that Jean Murat decided to be the "gigolo" of Paris and Peter Lorre the "gigolo" of Lisbon.
If Murat has the fantasy of conquering someone in Lisbon, Peter Lorre will have the right to demand payment of a tax from him.
But, in Paris, the situation changes. All rights go back to Murat, who becomes the absolute master of the "boulevardier" conquest.
Peter Lorre is overjoyed because he has earned a fortune, just in these taxes. But don't feel sorry for him. Jean Murat can easily afford the expense.
Jean Murat, the first victim of autographs, and Peter Lorre, trying to hypnotize the lenses of "Imagem".
Peter Lorre, the sweet murderer, posing for an image in front of the bewildered Heloisa Clara.
Link.
Reportagem sensacional da vida de Jean Murat e de Peter Lorre em Lisboa
por OLAVO
Quando vocês lerem isto já eles partiram ou devem estar, pelo menos, a pensar nisso muito a sério. Vão com os ouvidos cheios de fados e as camisas encharcadas em suor. Já não podiam mais. Andavam a estragar os intestinos com o excesso de refrescos que absorviam. Qualquer pretexto servia.
Bebiam-se muitos “wisckys” para abrir o apetite, “wisckys” para manter o apetite e um número pasmoso de “wisckys” para fazer a digestão.
Qualquer deles funcionava muitíssimo bem de esponja. O Jean Murat gostou dos vinhos portugueses e das raparigas portuguesas. Pareciam-lhe ?? Olhos sem rímel e vinhos sem química. Nos ?? da filmagem, instalava-se comodamente ?? estes dois simpáticos elementos e deixava-se ??
?? para Alcântara esperar o “General Osório” muito mais cedo do que era preciso.
?mocamos numa taberna próxima e, quando ?mos ao cais, com o estômago a abarrotar de ?? cozido, o “General Osorio” aproxima? para atracar, com toda a imponência de que a sua tonelagem, relativamente pequena, podia dispor.
Havia bastantes pessoas no cais, mas não tantas como seria fácil admitir. Alguns fotógrafos, alguns operadores armados de kinamos, meia dúzia de cinéfilos e outras tantas cinéfilas ansiosas.
O paquete aproximava-se lentamente.
Ainda trinta metros de mar o separavam de nós e já as cinéfilas, cheias de febre, tentavam distinguir o perfil de Jean Murat - entre as muitas cabeças que apreciam.
O primeiro que reconhecemos foi Peter Lorre o intérprete extraordinário de Matou! o último filme de Fritz Lang. Trazia um chapéu mole de grossa fazenda cinzenta e olhava-nos tranquilamente com os seus olhos redondos, esbugalhados como os dum peixe.
Logo a seguir, descobrimos o gordíssimo Kurt Gerron, realizador do filme, e, finalmente Jean Murat que discutia qualquer coisa ingênua com uma rapariga extremamente jovem.
O paquete encostou ao cais e todos se atiraram, de cabeça, para a escada. As raparigas estavam muito nervosas. Ver de perto o Jean Murat, apalpá-lo talvez, era para elas uma sensação inesperada. O que iria acontecer? Quando Jean Murat passasse rente a uma delas, não haveria um tremor de terra ou qualquer coisa parecida?
Uma pequena de 16 ou 17 anos que vinha ao pé de mim, disse, com a voz quasi sumida, a amiga que a acompanhava: “estou com medo de ter uma coisa, quando o vir.”
Foi talvez o Rui Casanova que se lembrou de imitar o célebre assobio de Peter Lorre na sua interpretação de Matou!. O Lorre voltou-se, sorriu, desfez o enguiço com um sinal misterioso e veio apertar-nos as mãos. Os fotógrafos amadores e profissionais, crivaram os artistas, por todos os lados, de fotografias e de pequenas prises de Kinamo.
Os recem-chegados mostraram-se muito aceitáveis, muito simpáticos, sujeitaram-se a toda a espécie de poses fotográficas, responderam as perguntas mais disparatadas que os jornalistas e os curiosos lhes faziam.
Peter Lorre, sem que eu lhe perguntasse nada, encostou-se perto de mim a amurada do navio e fez-me logo várias declarações género entrevista. Contou-me que neste filme que vinham filmar a Lisboa, tinha a seu cargo, o papel pouco mais ou menos do mesmo gênero da sua interpretação de Matou!. Era um terrível chefe de traficantes de estupefacientes.
Depois deste filme principiara logo trabalhar num outro de cujo argumento é autor.
Não tive paciência para o obrigar a contar o argumento. Devia ser estupendo. De resto ?? havia tempo a perder. Era preciso tirar umas fotografias para a Imagem. Os fotógrafos continuavam a enrolar se nos artistas na ?? louca de figurar também nas fotografias, quasi de braço dado com as vedetas.
Foi nesta altura que o Raul Reis fez uma “gaffe”: Kurt Gerron, o realizador, o gordíssimo realizador que a meu pedido se preparava para posar em frente da objectiva cancada da máquina do Raul Reis, recusou-se a subir a escada, porque, dizia ele, havia bastante luz no andar ?? se encontavam. O Reis subiu desabridamente a escada berrando em francês (o francês do Reis) “que não havia luz, não senhor!” Balbuciei umas desculpas vagas. Sim, realmente era indecente estar a discutir com um realizador de fama um problema de iluminação fotográfica. Eu iria buscar o Reis. Fui buscar e o Reis veio com a máquina muito corada de vergonha. Tiraram-se então muitas fotografias para a Imagem, mas, como os leitores estão vendo, só se aproveitaram estas três, porque a máquina do Raul Reis ficou nervosíssima com a discussão.
Apareci no Avenida Palace às cinco e meia para cheirar o ambiente. Andavam muitos Jean Murats pelas escadas, muitos assassinos de Matou! nos elevadores, muita gente loura a beber ?? de raparigas , nem eu.
Sentei-me no “bar” com o Peter Lorre que falava já como a um velho amigo.
Para dizer qualquer coisa, preguntei-lhe que artista de cinema preferia. Ficou um bocado atrapalhado com a pregunta e acabou por confessar que não podia preferir nenhum porque não os tinha visto, a não ser Charlie Chaplin, Greta Garbo, Buster Keaton, Marlene Dietrich, eram para ele personagens que apenas conhecia de ver fotografados em revistas de cinema.
Os espectáculos cinematográficos ou teatrais não o interessavam. Não liga nenhuma. A vida verdadeira interessava-o mais. Depois, talvez porque estivesse calvo, e lhe passasse pela cabeça qualquer ideia distante disse ainda: “Caro amigo: a vida é amarga, as mulheres são caras e os filhos muito fáceis.”
Depois apresentou-me ao seu amigo Hoffman, a quem deu o título de melhor operador cinematográfico da Europa.
O Hoffman não sabia falar francês. Disse umas coisas intradutiveis em alemão e fechou-se em Hoffmann. O Erico Braga sentado ao balcão tomava um “martini” e discutia com alguns dos Murats sobre um assunto possivelmente patriotico. O actor Nascimento Fernandes, também encarrapitado num banco, ouvia com sono a discussão. Percebi então que se tratava de ir, naquela mesma tarde ao Estoril, jantar no Hotel do Parque, assistir aos fogos de artifício que haveria no Tamariz e regressar a Lisboa, ainda a tempo de dar uma volta pelos clubes.
O Erico Braga quis por força ir de comboio. Arrastou atrás de si o Murat, o Le Bon e o Callamant e partiu precipitadamente, deixando-me a braços com o resto da caravana.
Peter Lorre apresentou-me o galã alemão, Hans Albers e a intérprete do segundo papel feminino de versão alemã Trud von Mollo. Fiquei logo imbeiçado, mas fiz de conta que não. E, de resto, naturalmente não. Era só por ser estrangeira e vedeta.
Raoul Aslan principal actor e “metteur-enscene” do Burg-Theater de Vienna também queria ir de mas deu-me a entender, que não daria um passo, sem que eu lhe explicasse, ponto por ponto todo o programa da noite.
Dividi-os em dois grupos. Empurrei para um “taxi” o Peter Lorre, o Aslan e o Hoffmann.
Hans Albers tinha trazido consigo a bordo do “General Osório” o seu formidável “Cadillac” onde se instalou com Trud Von Mollo e eu.
O carro era de quatro lugares. Nos lugares da frente, Hans Albers e Trud Von Mollo estavam muito bem um para o outro e faziam-me lembrar uma possível versão alemã de “Dois num automóvel”.
O Estoril foi um êxito para os nossos visitantes. Gostaram muito, acharam muito sossegado, encantador para repousar. Fi-los atravessar as salas sumptuosas do Casino, absolutamente deserto, a ponto de me sugerir uma possível versão portuguesa de “Ninguém num automóvel” e sentei-os nas cadeiras de Ro?, do terraco.
A hora prestava-se.
Realmente o cenário não estava mal. O jardim muito comprido, até quasi a estação, palmeiras, o ?? a fazer de pano de fundo, com um barquinho vapor, um só, muito vagaroso, a caminho da ??
Afinal já era tardissimo. Quiseram jantar imediatamente e mandaram vir a carta falando desde logo em lagosta e linguado.
Para os estrangeiros, Portugal é o país do peixe fresco, do vinho do Porto, do clima temperado e do calor de rachar.
Raoul Aslan preguntou-me se eu também queria lagosta. Lembrei-me então do convite do Erico para jantar no Hotel do Parque com o Murat o Le Bon e o Callamant. Era indecente não aparecer! Onde estariam?
Hans Albers, muito amável, ofereceu-me o seu automóvel para procurá-los.
Jean Murat e os companheiros gostaram muito do Hotel do Parque e lamentaram que o “regisseur” não tivesse de preferência reservado ali os seus quartos.
Jean Murat chegou mesmo a afirmar que o Hotel do Parque era um dos melhores onde até agora tinha entrado.
Comeu-se multissimo bem e, quando a proposito nao sei ja de que, veio a conversa a excelência do azeite portugues, lembrei-me de dizer, muito “gaffeur”, que nunca tinha provado em Paris um azeite que tivesse realmente probabilidades de ter sido fabricado com azeitonas.
O Le Bon, muito pessimista, concordou imediatamente.
Mas o Murat tomou a questão muito a peito e defendeu o azeite da sua terra como se defendesse a sua posição no cinema.
“Em Sallon, dizia ele, havia famílias que só fabricavam azeite de oliveira de há muitas gerações para cá”. Um dia quando eu fosse a Paris ele teria muito prazer em me levar de automóvel até Sallon para que eu verificasse.
É inútil dizer que não acreditei que o Jean Murat tivesse paciência e tempo disponível para andar a passear comigo através da Franca. Mas decidi contar aos leitores da Imagem este detalhe da nossa conversa para lhes dar uma amostra dos assuntos que podem ser discutidos por uma “estrela” de cinema. É preciso que os nossos cinéfilos desfaçam, duma vez para sempre, a ideia de irrealidade com que costumam envolver o nome das vedetas. Como estão vendo, até uma história de azeites é susceptível de interessá-los tanto como aos vossos pais burgueses.
Quando saímos do hotel, já tinha anoitecido por completo.
Entramos no Tamariz onde fomos recebidos por um foguete estralejante que detonou vinte vezes, secamente. Os artistas não foram logo reconhecidos. Os pacatos frequentadores do Tamariz estavam bem longe da perturbante realidade e contentavam-se apenas em afogar o calor em refrescos, ao som duma orquestra, que tocou com certeza porque havia quem dançasse, mas que eu não vi nem ouvi.
Apareceu mais um fotógrafo surgido não se sabe donde e fizeram-se mais fotografias em grupos de meia lua.
Foi então que se espalhou a notícia. Jean Murat, Jean Murat, Jean Murat…
As meninas vieram todas com um ar de quem não quere a coisa e todas com um ar de quem não quere a coisa trataram de arranjar maneira de ser apresentadas ao famoso galã. Peter Lorre era olhado principalmente pelos homens com uma curiosidade densa. Com a cabeça completamente rapada por exigências de caracterização para o seu novo papel, o olhar morno e sensual, Peters Lorre tem indiscutivelmente um aspecto pouco vulgar, uma personalidade muito marcada que nos impressioa para sempre. Depois, enquanto esperávamos o comboio, conversei muito com ele, acerca de mulheres e da sua interpretação em Matou!
Peter Lorre e Jean Murat chegaram mesmo a fazer um contrato, no que respeita a conquistas amorosas.
Peter Lorre arbitrou os seus domínios em Lisboa enquanto Jean Murat pretende reinar como D. Juan em Paris. Para falarmos claramente poderemos dizer que Jean Murat resolveu ser o “gigolo” de Paris e Peter Lorre o “gigolo” de Lisboa. Os estatutos do contrato são implacáveis.
Se Murat tiver a fantasia de conquistar alguém em Lisboa Peter Lorre terá o direito de exigir-lhe o pagamento de um imposto.
Mas, em Paris, mudo o caso de figura. Todos os direitos revertem a favor de Murat, que se torna senhor absoluto da conquista “boulevardiere”.
Peter Lorre está contentíssimo, porque tem ganho um dinheirão, só em impostos. Mas, não tenham pena. Jean Murat pode bem com a despesa.
Peter Lorre in "Dope" - aka "Der weiße Dämon" / "Stupéfiants" (1932)
"Lorre creates the symbol of the narcotic. He is the evil that becomes flesh, the creepy one . . . a warning sign to all, whenever they run across a human being like him who knows nothing of luck, love and true humanity.
"Tell your audience that Peter Lorre creates a type which, far from all cliché, is psychologically highly interesting and must be called a unique performance, and at the same time will not miss giving the audience a moral imprint."
-Excerpt from press book, as seen in The Lost One: A Life of Peter Lorre by Stephen D. Youngkin
I decided to revisit Der Weisse Dämon (The White Demon) and its simultaneously-filmed French language version, Stupéfiants (Narcotics).
Or if you were in Austria (or on IMDB), Rauschgift (Dope).
Peter plays Buckliger (aka Hunchback). And in Stupéfiants, he does indeed speak French!
Der Weisse Dämon - Peter Lorre with Raoul Asla as Dr. Urusew:
Stills from these movie(s) are sometimes mistaken for "Mad Love" (1935). Be fooled no more: Our Peter sacrificed his hair twice for films.
Der Weisse Dämon - with Trude von Molo as Dora Lind:
Der Weisse Dämon - with Gerda Maurus as Gerda Gildemeister:
Il était dans la dope Mais il n'était pas dupe Mais comment dire stop Quand t'es accroc aux stups ? François Ville #sante #addiction #prevention #drogue #stupefiants #dependance #accoutumance #tabac #alcool #tpmp #quotidien #TopChef #kohlanta #ADP2022 #PekinExpress #MaskSinger #MAPR #poeme #citation #proverbe #punchline #slam #poesie #littérature #poete Pour commander mon recueil de poèmes, c'est ici : https://www.lulu.com/fr/shop/francois-ville/fran%C3%A7ois-ville-ou-sang-froid-vile-les-po%C3%A8mes-de-celui-qui-d%C3%A9testait-%C3%A7a-%C3%A9dition-int%C3%A9grale/paperback/product-1dmwp5gp.html?page=1&pageSize=4 https://www.instagram.com/p/Cd3BavDr5_i/?igshid=NGJjMDIxMWI=
Anya is live and ready to show you everything. Watch her strip, dance, and perform exclusive shows just for you. Interact in real-time and make your fantasies come true.
✓ Live Streaming✓ Interactive Chat✓ Private Shows✓ HD Quality✓ Free Actions
Free to watch • No registration required • HD streaming
🇫🇷 Lyon-Corbas: Les équipes cynotechniques de la gendarmerie en opération à la prison
🇫🇷 Lyon-Corbas: Les équipes cynotechniques de la gendarmerie en opération à la prison
Une fouille a été organisée au sein de la maison d’arrêt de Lyon-Corbas ce jeudi et une importante quantité de drogue a également était découverte ce vendredi. (more…)