Tubarões e suas ordens - part. 2
Possui características únicas entre os tubarões, com corpo achatado dorsoventralmente, presença de espiráculo e nadadeira anal ausente (como nas raias), porém as nadadeiras peitorais bem desenvolvidas se separam da cabeça por um profundo sulco, onde se encontram os cinco pares de fendas branquiais laterais (nas típicas raias são ventrais); e parte inferior da nadadeira caudal é maior que a superior. Apresentam ainda boca terminal, quando na grande maioria dos tubarões, ela é ventral.
A ordem é representada apenas por uma família (Squatinidae) com um gênero e cerca de 15 espécies no mundo. No Brasil, são identificadas 4 espécies. São os chamados cações-anjo (Fig.1).
Fig. 1 - Cação-anjo (Squatina occulta) encontrado no Brasil, espécie ameaçada de extinção Foto tirada de Fishbase.
Essa é a ordem do gigante gentil tubarão-baleia. Os tubarões dessa ordem caracterizam-se pela presença de um barbilhão nasal carnoso na margem de cada abertura nasal (exceto no tubarão-baleia). Assim como nos cações-anjo, também possuem boca terminal.
São conhecidas 7 famílias com 13 gêneros e cerca de 35 espécies no mundo, sendo que destas 7 famílias, apenas 2 ocorrem no Oceano Atlântico, incluindo o Brasil (Ginglymostomatidae e Rhincodontidae). temos aqui, um representante de cada família, o tubarão-baleia (Rhincodon typus) - Fig. 2 - e o cação lixa (Ginglymostoma cirratum) - Fig.3, ambas espécies estão ameaçadas de extinção para o litoral brasileiro.
Fig. 2 - Tubarão-baleia (Rhindocon typus) pelo fotógrafo Daniel Botelho.
Fig. 3 - Cação-lixa (Ginglymostoma cirratum) foto tirada do site Elasmodiver.
A pobreza de espécies dessa ordem no Atlântico relaciona-se ao fato de que o grupo é representado por muitas espécies associadas a recifes de coral, ecossistema relativamente pobre no Atlântico.