onde: queens, nova york
quem: Nat & @spideytim
Já fazia uma semana que Natalya vinha aproveitando o tempo livre para perseguir o misterioso vigilante fantasiado de Homem Aranha do qual mortais novaiorquinos tanto falavam. Achava de uma estupidez sem tamanho imitar um herói dos ridículos filmes de ação, no entanto, precisava assumir que seria necessária muita coragem e talento para fazê-lo. Sendo assim, incluiu o anônimo em sua lista de interesses para o exército de Odin.
Diferente de Robin, Rose e Trevor, contudo, não sabia nada sobre aquela figura. Claro, não seria nada incomum levar uma alma para o Hotel Valhala julgando apenas o momento de sua morte, mas Natalya era exigente. Queria ter os melhores guerreiros em sua equipe, apenas os que seriam dedicados e honrariam o nome de Odin, mesmo que os lordes discordassem em um primeiro momento. Tudo que importava para ela era a própria impressão de uma pessoa, e precisava ter uma melhor do tal Homem Aranha.
Passou dias vigiando-o das nuvens, tentando entender se realmente possuía poderes sobre-humanos ou se apenas usava alguma tecnologia. Estudava também seus movimentos, seus padrões de comportamento, seu código de honra, se fosse possível. Todavia, sempre acabava o perdendo de vista na cidade movimentada. Quando finalmente o flagrou em um beco sem saída, aproveitou a oportunidade.
Natalya desceu voando — literalmente, pois era isso que valkirias faziam — e pousou atrás dele, no exato momento em que tirou a máscara. Em vez de se apresentar apropriadamente, deixou que o som da trava de um de seus revólveres falasse por si antes de abrir a boca. “Eu não quero te machucar” começou. “Quero saber quem é. Mas, se tentar escapar, saiba que conheço todos seus movimentos e minhas balas ferem todo tipo de criatura.” Ela começou a andar para o lado, até capturar um vislumbre do rosto do rapaz. “Eu conheço você.” Não muito, não se lembrava o nome dele, porém tinha quase certeza de que era um dos campistas gregos.









