Julia & Louis || Canât bear the distance
Mais uma ronda, e estaria livre pelo restante da tarde, na qual gastaria todo o seu tempo no stand de tiros ou em algum lugar onde pudesse descontar todas as frustraçÔes e falta de ação que tivera nos Ășltimos dias. HĂĄ tanto tempo ele nĂŁo infligia dor a ninguĂ©m, o pensamento simplesmente estava cravado em sua mente, mas nĂŁo poderia ir Ă caça de pessoas aptas para entrarem em seu pequeno hall de vĂtimas â na verdade, todos que pertenciam aquele lugar mais se assemelhavam a criminosos, mas nĂŁo tentaria entrar nesse mĂ©rito. NĂŁo era o prĂncipe de Illea, e nĂŁo tinha sequer um pouco de segurança diplomĂĄtica, caso o pegassem. Por mais que fosse bom no que fazia, se arriscar seria estĂșpido, e ele nĂŁo gostava de correr riscos nĂŁo calculados.
Assim que terminou suas obrigaçÔes, Louis agradeceu a quem quer que fosse por simplesmente poder tirar aquela farda, trocando-a por uma roupa um pouco mais casual: jeans e blusa polo, por mais que nĂŁo fossem as escolhas dignas de um prĂncipe, traziam um pouco de conforto, depois de tempos sem dormir. SĂł era permitido andar em suas roupas civis em uma certa parte do palĂĄcio, onde ninguĂ©m da famĂlia real costumava transitar, e bem longe dos jardins, tambĂ©m, jĂĄ que poderia ser considerado uma ameaça, mas mesmo assim, o suĂço nĂŁo podia se negar aquele pequeno momento para si, um onde nĂŁo pensava na guarda, na SuĂça, tampouco em seu pai, que deveria estar perdido depois de se ver sem ele, Mair, e agora Julia. Suspirou, a mĂŁo esquerda massageando os olhos cansados depois de duas noites mal dormidas.
Estava prestes a virar no corredor que o levaria ao stand de tiros quando avistou a irmĂŁ, provavelmente perdida, e nĂŁo conseguiu conter a surpresa. Ela nĂŁo deveria estar ali. NĂŁo era apropriado para uma princesa, para uma dama. Simplesmente nĂŁo conseguiu ignorĂĄ-la, talvez por causa da saudade ou pelo zelo que tinha pela gĂȘmea, mas quando se aproximou da princesa, foi incapaz de trata-la com a mesma frieza com que tratara Mair, mesmo que ela tivesse agido impulsivamente. âJulia... Que diabos vocĂȘ estĂĄ fazendo aqui?â A pergunta tinha sido retĂłrica, mas poderia se aplicar em muitas outras que ele pretendia fazer; o que vocĂȘ estĂĄ fazendo em Illea; como diabos vocĂȘ chegou a uma ala restrita do palĂĄcio; por que eu acho que vocĂȘ nĂŁo veio sĂł para me ver. As perguntas pareciam sair exatamente das expressĂ”es de Louis, mas ele nĂŁo se deu ao trabalho de se controlar. Por mais que tivesse feito uma besteira enorme ao ter vindo para Illea, ele sentia mais falta da gĂȘmea do que gostaria de admitir. âWissen Sie, wie riskant ist, hier zu sein? Wie jetzt? Julia, wie könnte unser Vater können Sie dies tun!?â Respirou fundo, controlando as palavras para nĂŁo magoar a irmĂŁ, mas foi incapaz de abraça-la, especialmente porque nĂŁo queria incentivĂĄ-la a ficar, ela devia voltar para a SuĂça, imediatamente, ou Louis teria que trabalhar mais ainda para protege-la.














