Sofrimento Adolescente: 6Âș CapĂtulo.
"Era uma tarde sem sol, o dia estava meio nublado, era um Ăłtimo dia para chorar" ...
 _ Ei meu anjo, eu preciso de vocĂȘ ... - dizia VitĂłria escrevendo em sua agendinha - VocĂȘ Ă© tudo pra mim, preciso de vocĂȘ pra sempre ao meu lado. Eu posso nĂŁo conhecer bem vocĂȘ, mas jĂĄ ... MĂŁe? Ă vocĂȘ? - Ela abre a porta e nĂŁo vĂȘ ninguĂ©m, olha pra janela, e tem um carro estacionado em frente a janela de seu quarto.
 Ela começou a ficar com medo, e mais barulhos ela escutava. A solidão tomava conta de Vitória, e medo mais ainda. O Celular começou a tocar, e no identificador dizia : Carol . Sim, era a Carol. Ela atendeu, mas ninguém falava...
_ Carol? Oi, venha aqui, eu to sozinha e com medo, por favor! - Dizia ela com voz meio trĂȘmula.
_ Oi - Com uma voz grossa e diferente da de Carol.
_ NĂŁo - risos - Por favor, abre a porta, eu to com frio.
_ Abre a porta pra mim, Vit.
_ Quem Ă©? Poxa, as Ășnicas pessoas que me chamavam de Vit era a Carol e o Vict... Victor?
_ Viu, eu sabia que vocĂȘ iria descobrir.
_ Eu te odeio, sĂł pra constar, quero que vocĂȘ morra, seu cafageste!
_ Calma menina, eu ainda te amo!
_ E foi nesse " te amo " que vocĂȘ pensou quando me traiu? NĂŁo nĂ©, poisĂ©, eu pensei em vocĂȘ, agora quero te esquecer!
_ Desculpa, foi uma coisa impulsiva, mas eu mudei muito, e vocĂȘ tambĂ©m.
_ Sim, eu mudei, eu fiquei fria, muito fria.
_ Victor, se vocĂȘ nĂŁo me ama, nĂŁo me iluda.
_ Cala a boca. - Ela desliga o telefone.
 O sofrimento a deixou ruim, lågrimas escorriam pelo seu rosto, e o ódio tomava conta dela. A sua melhor amiga tinha å traido entregando o próprio celular para ele ligar para ela. Agora, Vitória se sentia morta por dentro, e morrendo por fora. O seu celular toca denovo...
_ Amiga, desculpa, eu tenho que te contar uma coisa, eu sinto muito. - Dizia Carol.
_ O que? Amiga? Melhor me chamar de VitĂłria, Carolynna.
_ Vit, por favor , eu preciso falar com vocĂȘ.. hum, eu posso ir ai?
_ Escuta aqui, alĂ©m de vocĂȘ me traĂr assim do nada, vocĂȘ precisa falar comigo? ah, querida, faça-me um favor.
_ VitĂłria, que saco. Eu nunca te contei, e vocĂȘ tem que escutar. Sabe, meu pai? Ronaldo? PoisĂ©, ele nĂŁo Ă© meu pai, ele sĂł casou com a minha depois de eu ter nascido ... E...
_ E o que dona mentirosa?
_ Ele tambĂ©m Ă© pai do Victor, ou seja, eu sou "irmĂŁ" do Victor... VitĂłria, escuta. NĂŁo foi por querer que ele pegou meu celular, eu tinha saĂdo e deixado o celular, e sabe, ele voltou da faculdade e estĂĄ morando comigo, quando eu voltei pra pegar o celular, ele saiu do quarto rindo com o celular na mĂŁo e me entregou...
_ Ah, agora Ă© assim, uma mentira apĂłs a outra.. Como vocĂȘ me mentiu esse tempo todo?
_ Desculpas eu jĂĄ pedi, sĂł falta vocĂȘ aceitar. VitĂłria, entenda, se eu contasse, vocĂȘ nĂŁo iria querer ser minha amiga por causa dele.
_ Aceitas suas desculpas. Mas claro, e a bobona aqui acerditou. Eu vou ter que desligar Carolynna. Tchau.
_ Vit, espera. - ela ficou no silĂȘncio - Bip Bip Bip - era o Ășnico som que Carol escutava.
 De tão irritada, Vitória perdeu a cabeça. Começou a chorar, e perguntar para si mesma: por que uma amiga tão próxima mentiu tanto pra mim?
Ă, dĂĄ para notar que nem todas as mentiras sĂŁo para coisas ruins.