Para relembrar o sinistro presépio Darth Vader do Vaticano no Natal de 2020
A Bíblia nos diz em Isaías 14 que Satanás quer perverter a ideia de Deus e apresentá-lo como um engano. Se Satanás fosse projetar um presépio, certamente seria tão macabro, perturbador, repulsivo, medonho, e estaria em total desacordo com o verdadeiro Deus, quanto o presépio que o Papa Francisco e o Vaticano deram ao mundo no Natal de 2020, marcado pela pandemia de Covid-19, justamente quando as pessoas mais precisariam de algo que lhes trouxesse mais ânimo, alento, inspiração, fé e esperança.
Um presépio que parece saído diretamente da antiga Babilônia, que glorificava o Diabo naquele ano louco de 2020, soou como o anúncio profético, mais do que um prenúncio, de que o Reino do Anticristo, a Nova Ordem Mundial, já estava instalado, e que o Apocalipse já tinha começado.
O Vaticano apresentou sua cena da manjedoura de 2020 na Praça de São Pedro na noite de sexta-feira, dia 11 de dezembro, deixando até os fiéis mais liberais chocados e escandalizados. Católicos em geral não pouparam críticas ao infeliz espetáculo, a ponto de rivalizarem entre si para encontrar os epítetos mais apropriados para descrever a cena terrível: “Maria Mumificada”, “Deuses Astronautas”, “Marcianos”, “Darth Vader”, “Rolos de Papel Higiênico”, foram algumas das comparações feitas com as figuras totêmicas cilíndricas que representariam a Sagrada Família, os Reis Magos e os pastores de Belém.
Como um irado italiano escreveu nas redes sociais sobre a cena da manjedoura do Vaticano, “A feiúra é a primeira coisa que você nota, seguida pela falta de calor familiar e pelo distanciamento das figuras cilíndricas, que evocam os pólos sagrados dos cultos satânicos condenados na Bíblia.”
“O que, em nome do Cristianismo, eles criaram no Vaticano”, tuitou A. A. Michelangelo: “Não há palavras para esta criação horrível que deve ter vindo do planeta Zog.”
O presépio futurístico composto por estátuas de cerâmica, e que inclui um astronauta e um personagem que lembra Darth Vader de Star Wars, foi feito entre 1965 e 1975 como parte de uma coleção de 54 estátuas criadas por alunos e professores do Instituto de Arte F.A. Grue em Castelli, uma cidade da região de Abbruzo, na Itália, que era conhecida por suas cerâmicas já no século 8º a.C. A figura do astronauta foi adicionada em 1969 para comemorar “o pouso do homem na Lua”, informou a ministra do turismo local Alessia Di Stefano.
Um comunicado de imprensa do Vaticano informou que o presépio é uma ode, isso mesmo, à arte contemporânea e à história cultural de Abruzzo. Ora, a arte contemporânea, como qualquer especialista reconhece, em toda sua essência é sumamente ateísta, materialista, superficial e depravada.
Ninguém, nem mesmo especialistas em arte, foram capazes de identificar ao certo se o astronauta e a figura “Darth Vader” representam os pastores ou dois dos três Reis Magos. Alguns mais benevolentes especularam que a intenção dos artistas ao criar as figuras inspiradas no espaço poderia ter sido comunicar a ideia de evangelizar qualquer ser além deste planeta, uma ideia que teria sido popular em meio à corrida espacial, em seu auge, e do subsequente pouso na lua.
A Natividade celebra a Encarnação do Deus que vem ao mundo em forma de carne, e não em uma forma totêmica. Elizabeth Lev, uma historiadora da arte norte-americana que vive e leciona em Roma, disse que “As figuras deformadas do presépio carecem de toda a graça, proporção, vulnerabilidade e luminosidade que se busca na cena da manjedoura. O ponto principal deste feriado é a segunda pessoa da Santíssima Trindade assumindo a forma humana, nascida como um bebê de carne e osso, e não há nada de particularmente humano nas formas que vemos diante de nós.”
Montar um presépio que convida a uma falta de seriedade, não é só uma falta de respeito para com o cristianismo, para não dizer uma blasfêmia, mas vai contra o objetivo da evangelização e atua mesmo contra. Não se brinca com figuras sagradas, e debochar da Sagrada Família e do próprio Cristo em um ano cheio de dificuldades e perdas, beira o satânico. Tradicionalmente, uma cena de manjedoura tem como objetivo evocar sentimentos de piedade e devoção – não piedade e repulsa – pelo nascimento de Jesus em Belém, e, portanto, esta obra particularmente lamentável ofende não apenas a sensibilidade estética, mas também a reverência religiosa dos fiéis.
Não poderia haver ocasião menos propícia para o Vaticano querer ousar e se pretender “modernoso” do que agora, quando o mundo, obscurecido pela pandemia e passando por enormes dificuldades, carece de beleza e inspiração, de uma mensagem clara e retumbante, de coragem e força cristãs, de algo que o eleve, e não de mais confusão e controvérsias demoníacas. Como bem disse à Reuters o vendedor de artigos religiosos na Praça São Pedro há 30 anos, Alfredo Chiarelli, de 65 anos, “Com essa pandemia global e tudo o mais, o povo cristão, ou qualquer outra pessoa, esperava um sinal de renascimento. Isso confundiu e entristeceu muitas pessoas”.
O tenebroso e lamentável presépio do Vaticano de 2020 permaneceu em exibição na Praça de São Pedro até a Festa do Batismo do Senhor em 10 de janeiro deste ano.