Do seu eu do futuro, para o seu eu de agora.
Ansiedade.
Como eu vou seguir em frente, somente com o brilho das estrelas, se o seu sol tem me queimado tanto.
Sua chama arde, e eu sinto a dor escorrer em minha pele.
Eu estava lá no seu pior momento, toquei sua alma com o melhor de mim.
Ergui sua face, as estrelas testemunharam sua ascensão, mas você insiste em trazer o sol.
Agora estou em queda livre e o chão nunca chega, a ansiedade de me machucar está me matando, não sei o que é pior, sentir a dor ou saber que ela está chegando e esperar.
Tem uma mistura de pensamentos fervendo em minha cabeça, eu nunca imaginei que seria um caldeirão borbulhante.
Porque estou sentido tudo isso?
Metade dessas preocupações e situações nunca existiram, mas eu as criei, eu sofri como se elas fossem reais, não consigo me libertar dessa prisão, a cela eu mesma tranquei.
Pílulas e pílulas não teem impedido que a represa se rompa. Toda a água escorrendo pelo meu rosto e as borboletas que não se cansam de bater as asas em meu estômago.
Estou enjoada, me falta o ar, minhas mãos estão geladas e é como se eu fosse apagar.
Estou tão cansada, cansada sem um motivo, fecho os olhos e não consigo descansar.
Porque as borboletas estão furiosas, algumas estão tentando sair por minha garganta.
Maira Silva


















