A parte que falta – Shel Silverstein.
É correto afirmar que muitas pessoas ao decorrer da vida se deparam com uma sensação de vazio, de que algo lhes falta e partem em uma busca frenética para tentar preencher esse vazio que não é fÃsico ou material, mas ainda assim costumamos tentar nos preencher de fora para dentro e não, de dentro para fora, que é o correto.
Nessa busca efêmera, incansável e ilusória ao tentar ocupar o nosso interior com algo exterior nos forçamos a passar por diversas situações que nos entristecem mais ainda, e que poderiam ser facilmente evitadas.
Esquecemos no decorrer da nossa caminhada que esbarramos por diversas coisas, pessoas e/ou pequenos momentos que nos inspiram e apesar de serem simples, têm realmente o poder de nos fazerem felizes e trazer alegrias e satisfações. Mas, estamos tão focados em obter determinado resultado que não percebemos que não nos falta parte alguma, está tudo dentro de nós mesmos e que não podemos depender de outrem, nem colocar a responsabilidade da nossa felicidade nas mãos de outro alguém.
Em uma linguagem simples e comum, Shel Silverstein nos convida a embarcar em uma história repleta de aventura, que fala sobre identidade, relacionamentos, amizade e acima de tudo, independência. A parte que falta foi feito para crianças, mas todo adulto deve ler e aprender que mesmo que nos falte algo, está tudo bem.
Esse livro é sobre aceitação, é saber lidar com as faltas e ser feliz com isso. É entender que o que te completa, pode também te limitar. É reconhecer acima de tudo que a vida nos dá inúmeros pequenos momentos em que nos sentimos completos, mas estamos tão focados na correria do dia a dia e em atender nossos compromissos que não temos tempo para apreciar o que importa de verdade, e é isso que nos causa essa sensação de vazio, onde interpretamos ser a falta de algo que está bem ao nosso alcance. E o mais importante: é enxergar que a busca da nossa felicidade começa explorando o nosso próprio interior.
Por: Srta M.














