Olhar para o horizonte e se ver perdida é como beber do próprio caos. Não sei lidar com o batuque do meu coração. Ele tem uma velocidade tão rápida que é praticamente impossível de eu conseguir alcançá-lo. É como se eu tivesse em uma corrida de fórmula 1 - e eu nem entendo de corrida e nem fórmula 1. E o tempo, ele escorre tão rápido dos meus olhos que sinto que não fiz nem a metade do que gostaria. Na verdade, não fiz. Me sinto completamente exausta dessas pessoas que chegam, e fazem juras eternas, para no final de tudo, irem embora. Não entendo o propósito de tal ato e nem porque elas optam por outra escolha. É como se eu fosse sempre a segunda opção, e jamais a primeira. É como se estivessem em dúvida de uma comida, ou uma roupa, e nunca dão a oportunidade de me tirarem da vitrine ou ser a escolha principal do cardápio. E até quando vou falar certas verdades, me culpabilizam pelas minhas expressões. Mas eu sempre fui de transbordar, sempre fui intensa em absolutamente tudo e ainda sim, estou errada. Questiono-me se eu sou o erro. Sei que muitas pessoas falariam nesse exato momento: você não é um erro. Ou falariam qualquer palavra que tentassem invadir meu coração de forma positiva e edificasse minha auto-estima que anda sempre tão baixa e desacreditada, mas é realmebte difícil enxergar que não sou um erro. É uma tarefa árdua e eu sinto-me cansada de tudo isso. Eu quero viver muitas coisas sim, e quero que um amor queira vivenciar todas as coisas comigo, sem me deixar como segunda opção para tudo.

















