Mulheres indígenas lançam campanha contra especulação imobiliária em Alter do Chão
Como se não bastasse a invasão de 1500, os povos indígenas ainda sofrem com ameaças e retiradas de terras. Com justificativas principalmente econômicas e turísticas, às instituições vem colocando em pauta a legislação de territórios que são de posse e proteção de comunidades quilombolas e indígenas.
Como exemplo tem-se a do Alter do Chão, posse do povo Borari. Conhecida como "Caribe Brasileiro", é um dos pontos turísticos mais visitados da Amazônia, dessa forma, em 2017, houve uma tentativa de aprovação na Câmara de uma Lei que previa alteração nas normas de parcelamento, uso e ocupação do solo que definia mudanças diretas no território das comunidades quilombolas, indígenas, sem justificativas e estudos técnicos e consulta aos atingidos.
Assim, surtiu o projeto "Mulheres Tapajônicas 2020", o coletivo é um grupo carimbó composto somente por mulheres indígenas. Por meio da música, o grupo coloca em pauta temas importantes para região, dentre elas denunciar a grande especulação imobiliária que cresce continuamente em Alter do Chão.
Grupo: Daniel Pontara, Débora Amaral, Laís Diniz e Maria Luisa Franquilim


















