Semana passada ouvi essa música. Ela me trouxe uma reflexão que talvez não seja adequada, mas como se trata de algo que estou estudando recentemente consegui perceber mais de imediato. Ainda existe amor assim? Aquele amor descrito pelos autores do século XVIII. O amor desmedido, que o distancia do amor-próprio e racional. Hoje temos a cultura do exagero. Falamos da existência de um excesso de coisas que na verdade são pequenas em nosso interior. E com um tom de cobrança, tÃpico da nossa geração, como se tudo que você fosse capaz de oferecer, ainda não fosse o bastante e a necessidade de provar o que se sente fosse maior que a própria vivência do sentimento. A música é linda, adoro ouvi-la, mas ela não é triste como diz, é depressiva. (?)
A Música Mais Triste do Ano Luiz Lins
Amor, quando nosso vinho amargar ou perder o sabor Quando a maquiagem borrar e as fotos perderem a cor Tu ainda vai querer me aquecer quando não me restar nem calor? E quando o cigarro apagar vai ter valido a pena as cinzas e o frescor?
Quando a nossa música tocar, tu ainda vai lembrar do ritmo? Quando o mundo me machucar, tu ainda vai querer curar minha dor? Tua voz e tua respiração são meus sons preferidos Mas quando eu esquecer de viver teu olhar ainda vai me lembrar quem eu sou
Ainda vai querer acordar com meu toque e minha voz no ouvido? Tua vida ainda vai ter sentido se a nossa for tudo o que te sobrou? Quando chegar o cansaço meu abraço ainda vai ser teu abrigo Mas quando a vida acabar ainda vai querer ir pro mesmo lugar onde eu vou?
Ainda vai sorrir quando eu for teu único motivo? Ainda vai ouvir o que eu digo mesmo quando eu só quiser falar de amor? Ainda vai tentar me entender quando eu não fizer mais sentido E ficar comigo quando tiver visto o pior lado de quem eu sou?
















