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Precisamos falar sobre o Kevin - análise psicanalítica
Muitos são os perfis de personalidade derivados das experiências vividas pelas crianças em seu desenvolvimento. No filme: “Precisamos falar sobre o Kevin”, faremos uma análise das relações e comportamentos familiares, destacando situações vividas por Kevin e sua família e que levaram à constituição de sua personalidade psicótica.
À princípio é importante abordar cenas chaves que foram evidenciados no filme e servem de âncora para tentar explicar os fenômenos ocorridos na vida de Kevin e sua família. O primeiro ponto de destaque vem antes de sua concepção, em que percebemos uma mãe livre e feliz, que passa a sentir-se frustrada cujos sonhos foram ceifados pelo advento do casamento e gravidez. Kevin nasce então fruto de uma gravidez indesejada, fato que explica a rejeição da sua mãe logo no pós-parto e a falta de afeto em sua primeira infância, dificultando o estabelecimento desse sentimento mais tardiamente entre eles e gerando uma relação de agressão mútua, ainda que sutil pela parte materna.
Os primeiros indícios visíveis da personalidade perturbada de Kevin decorrem da sua falta de interação e afeto com sua mãe, ainda que existam tentativas impacientes da mesma em contornar essa circunstância. O estresse e a frustração de Eva (mãe de Kevin) revelam-se logo como um dos motivos de rejeição entre as personagens. Vale destacar aqui a relação de Kevin com o pai, que exerce o papel psicanalítico de mãe, dando-lhe atenção, afeto e liberdade. Seus comportamentos inadequados não são reorientados. Eva tenta exercer esse papel de autoridade educadora, mas sua submissão ao controle de Kevin e o não apoio do marido acabam por desfazer suas ações coercitivas a meros comentários.
O desenvolvimento da personalidade de Kevin encontra aqui três entraves, o trauma da rejeição e falta de afeto de sua mãe; a permissividade e ausência do complexo de castração pelo pai e o confronto pelo nascimento de uma irmã desejada que trouxe felicidade ao lar, em oposto ao vivido por ele quando criança.
No contexto escolar, apesar de não ser tão explorado no filme Kevin não apresenta nenhum relacionamento evidente. Não fala em amigos, colegas ou garotas, está sempre em casa ou sozinho, aparentando ser uma pessoa antissocial e ausente de interações.
Numa análise das fases psicossexuais, iniciamos com a fase oral que é pouco explorada no filme, ficando apenas um momento enfático que é quando Kevin, ainda bebê chupa o dedo no acalento do colo do pai. Não foram observados mais comportamentos relevantes a essa fase.
No filme, a fase anal é a de maior destaque. Já na segunda infância (por volta de 7 anos de idade), Kevin controla voluntariamente sua defecação à seu favor como forma de subjugar e controlar seus pais. É numa situação relacionada que acontece uma das cenas de maior importância no filme. Ao hostilizar a mãe, afrontando-a com o uso controlado da defecação, a mesma o agride, tentando de maneira descontrolada corrigi-lo pelo mau comportamento. Mas a agressão causa a quebra do braço de Kevin, o que lhe dá mais um motivo para controlar a mãe, ainda que a atitude tenha surtido efeito no seu comportamento e abandono das fraldas. Esse momento culmina futuramente por uma fala relevante de Kevin mais maduro que afirma à mãe que o que ele sempre precisou foi correção e limites, algo que seus pais nunca lhe deram. Ciente disso, a mãe de Kevin desenvolve um sentimento de culpa e depressão que a flagela durante todo o filme, fazendo inclusive com que ela aceite as injúrias e agressões da população da cidade após a chacina de Kevin na escola, pois acredita que merece toda a repressão por ter falhado na educação do filho.
Da fase fálica não foi observado nenhuma situação. A fase de latência acredito ter sido ausente ou imperceptível, visto a aparente ausência de relações extra - contexto familiar. Da fase genital podemos inferir também a ausência do narcisismo secundário se levarmos em conta o constante uso das mesmas roupas de infância, porém percebe-se numa cena de masturbação o estabelecimento do narcisismo primário pelo auto-erotismo e perversão sexual.
Derivado dessas análises observa-se a presença de um complexo de Édipo presente em Kevin apesar de pouco vislumbrada no filme, destacando aqui três situações/momentos relevantes. Primeiro, ocorre na cena já da masturbação em que a mãe de Kevin encontra-o masturbando-se no banheiro e o garoto não esboça nenhuma reação com a surpresa, ao contrário parece “gostar” quando sua mãe o vê, o que demonstra seu comportamento auto-erótico e perverso. O segundo momento é percebido pela admiração oculta de Kevin à foto de sua mãe numa livraria. A terceira evidência ocorre, na verdade, durante todo o filme, sendo inclusive o seu enredo principal, que é a busca incessante e maléfica de Kevin em chamar a atenção de sua mãe. Esse fato culmina quando, após anos de hostilidade, Kevin assassina seu pai e sua irmã, o que apresenta-se como evidência do sentimento perverso de amor/ódio pela mãe.
Na chacina realizada por Kevin em sua escola, ápice da evidência do comportamento psicopatológico dele, um ponto interessante deve ser comentado. Quando criança Kevin fica doente e torna-se dependente de sua mãe, desse fato as personagens encenam o único momento de afeto entre eles, no qual a mãe lê uma história de Robin Hood para Kevin deitado em seu colo e recebendo seu afago. Dessa situação Kevin desenvolve uma fixação por arco e flecha, sendo inclusive esta, a arma do assassinato realizado por ele na escola, remetendo exatamente à história contada pela mãe no único momento particular e terno entre eles, dando a impressão de que Kevin queria viver a história contada pela sua mãe.
Diante de todo esse cenário desestruturado que foge à normalidade do dito “psicologicamente saudável” a uma criança e adolescente, vemos desenvolver-se uma personalidade perversa e psicótica, fruto da denegação de um complexo de Édipo não resolvido derivado da incapacidade de Eva em amar seu filho e da ausência da castração pela total passividade, falta de autoridade e percepção além do óbvio pelo pai de Kevin.
A psicopatia quanto doença psicológica e/ou distúrbio de personalidade tem no id sua estrutura fundamental. Nesse caso, o superego de Kevin não foi desenvolvido pela falta de orientação de seus pais, com isso, ele age sem uma consciência ética e sem noção dos valores morais e sociais, necessários à vida em comunidade.
Thayana Teles
Trompé-l’oeil (engana olhos) - a técnica de pintura e desenho mais legal na minha opnião. Com sua característica cômica e misteriosa de “enganar” os olhos do espectador como se o indagasse “tem certeza de que está vendo realmente o que acha estar vendo?” o trompé-l’oeil teve sua fama no barroco, onde o nome foi disseminado apesar da técnica já se apresentar em pinturas mais antigas.
Todas as imagens acima apresentam essa técnica subversiva de encantar e enganar o espectador. E você, conseguiu ser enganado? Mas foi no mínimo surpreendido não?
[Image description: drawing of coffee in a red mug next to a caption that says “Start your day with the knowledge that you’re a badass. Coffee is good too.” in handwritten black text.]
Uma ótima dica!
“Comece seu dia sabendo que vc é foda. Café também é bom.”

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Parafraseando Shakespeare
Com o tempo a gente aprende...
Com o tempo a gente aprende que nosso corpo nunca ficará perfeito, por mais que a gente se esforce pra isso, afinal quem dita o que é perfeito? Você é lind@ do jeito que é, aceite!
Com o tempo a gente aprende que magoar os outros é muito mais fácil do que se imagina, algumas palavras que pra nós são como o vento, pra outros são como farpas, é preciso aprender a se colocar no lugar do outro e isso deve ser um exercício diário.
Com o tempo aprendemos que nossos julgamentos sobre alguém estão mais errados do que certos.
Aprendemos que chuva só é bom ou ruim se você tem um carro ou uma plantação.
Aprendemos que o excesso é ruim. Qualquer um!
Com o tempo a gente aprende que desabafar pode ser libertador, mas é preciso escolher bem o ouvido certo.
Aprendemos que há momentos em que calar é o melhor a se fazer e em outros que ver vídeos de comédia ou de gatos no youtube pode salvar o dia!
Com o tempo aprendemos que não precisamos resolver tudo agora de imediato, mas é bom que amanhã já esteja tudo resolvido!
Com o tempo aprendemos a aceitar quem somos e a amar quem nos tornamos. Aprendemos a conhecer nossos defeitos e qualidades e criamos estratégias, muitas vezes sem nos dar conta, de como balanceá-los. Aliás, estratégia é a palavra de ordem!
Com o tempo a gente aprende a apreciar o passado mais que o futuro.
Aprendemos que os cabelos brancos e as rugas virão e não há nada que você possa fazer contra isso. Mas com o tempo aprendemos principalmente a se amar e a orgulhar-se da pessoa que nos tornamos.
Então, abre o olho! Vai viver! Constrói uma vida que valha a pena ser contada. Liga praquele cara que te deu o número e implorou que você ligasse. Visite aquele lugar que um colega indicou, mas que você achou que não tinha a ver com você. Faz aquela viagem, com dinheiro ou sem. Compra aquela blusa que você namorou tanto naquela vitrine. Come aquele bolo que você ama, mas está evitando por causa de dieta. Vai fazer aquela aula de luta que você sempre quis e nunca teve iniciativa. Nade pelado. Adote mais um gato ou cachorro que você viu na rua abandonado. Manda um “eu tow com saudades” praquele amigo que você adora, mas que não fala mais como antes. Ligue pra sua avó/avô. Tome um banho de chuva. Faça o que você quiser fazer, mas faça agora! E acima de tudo, faça da sua vida uma jornada incrível!
Thayana Teles
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É disso que eu Tow falando!
Tadinho.
Mediocridade moderna
Amar...
Hoje é mais fácil amar vitrines do que pessoas. Grita-se e clama-se por amor, apresenta aos quatro ventos o sentimento nobre que conquistou do coração do crush, ou do boy, ou da 10/10. Nos tornamos mercadorias. Objetos com data de validade determinada, perecível, insensível, medíocre! O verbo ter passou a ser destaque enquanto o ser, mero verbo de ligação. Ligação entre o que? Corpos que se julgam dignos do outro apenas por sua estampa externa. Pouco vale o que está por dentro... São só ossos, sangue e vísceras... rs Pobres mortais. Acreditam serem perfeitos, donos dos seus destinos. Mal sabem o que lhes esperam... A maturidade há de lhes mostrar o quão fútil e fulgás foram suas vidas. E se olhassemos mais para o passado? Lêssemos mais Shakespeare e menos Rowling? Ouvíssemos mais jazz e menos sertanejo? Ou não, dane-se! Vamos apenas buscar o essencial ainda que este seja "invisível aos olhos", vamos "viver nossos sonhos", "vamos nos permitir", "vamos todo mundo, ninguém pode faltar"!!!!
Thayana Teles
Semana passada ouvi essa música. Ela me trouxe uma reflexão que talvez não seja adequada, mas como se trata de algo que estou estudando recentemente consegui perceber mais de imediato. Ainda existe amor assim? Aquele amor descrito pelos autores do século XVIII. O amor desmedido, que o distancia do amor-próprio e racional. Hoje temos a cultura do exagero. Falamos da existência de um excesso de coisas que na verdade são pequenas em nosso interior. E com um tom de cobrança, típico da nossa geração, como se tudo que você fosse capaz de oferecer, ainda não fosse o bastante e a necessidade de provar o que se sente fosse maior que a própria vivência do sentimento. A música é linda, adoro ouvi-la, mas ela não é triste como diz, é depressiva. (?)
A Música Mais Triste do Ano Luiz Lins
Amor, quando nosso vinho amargar ou perder o sabor Quando a maquiagem borrar e as fotos perderem a cor Tu ainda vai querer me aquecer quando não me restar nem calor? E quando o cigarro apagar vai ter valido a pena as cinzas e o frescor?
Quando a nossa música tocar, tu ainda vai lembrar do ritmo? Quando o mundo me machucar, tu ainda vai querer curar minha dor? Tua voz e tua respiração são meus sons preferidos Mas quando eu esquecer de viver teu olhar ainda vai me lembrar quem eu sou
Ainda vai querer acordar com meu toque e minha voz no ouvido? Tua vida ainda vai ter sentido se a nossa for tudo o que te sobrou? Quando chegar o cansaço meu abraço ainda vai ser teu abrigo Mas quando a vida acabar ainda vai querer ir pro mesmo lugar onde eu vou?
Ainda vai sorrir quando eu for teu único motivo? Ainda vai ouvir o que eu digo mesmo quando eu só quiser falar de amor? Ainda vai tentar me entender quando eu não fizer mais sentido E ficar comigo quando tiver visto o pior lado de quem eu sou?

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Estive pensando como é difícil corresponder às expectativas, tanto nossa quanto dos outros conosco. O ser humano é um sonhador por natureza, e por isso imagina, desenha, especula, ensaia e espera por um comportamento específico do outro. Mas não temos controle sobre o outro, como podemos saber o que se passa na cabeça de cada um? (que clichê) Por isso estamos vivendo um tempo de insatisfação, de frustração e depressão. Mas também não adianta dizer, "não crie expectativa". Como disse anteriormente é algo inerente à humanidade, típico da nossa geração. O que temos que fazer e usar nossa plasticidade, nossa proatividade, nosso poder de adaptação e de compreensão. É a melhor estratégia! Ah, terapia também é bom!
Aí vai mais um conselho daquele que dispensa apresentações.
Procure, olhe pro lado, veja tudo que já conquistou e que ainda há para conquistar! Erga a cabeça, você pode mais, prove isso a você mesmo!!
Preguicinha do domingo chegando...
Que tal um bom conselho?

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A gente se diverte, aprende e o melhor... Come!!!
A reminder that the inside of the cell is as beautiful as outer space.
Digital Renders by Evan Ingersoll & Gael McGill
Paintings by David Goodsell
This is biology or art? O que acharam?