Não há como negar que a saia, seja ela longa, midi, kilt ou curta é a mais emblemática e histórica dentre as peças de vestuário que possuímos, ela acompanha o ser humano desde suas primeiras conquistas, como o domínio sobre outros animais, a habitação em cavernas e o fogo, até aqui deu pra perceber o quanto a saia tem de história e importância para a Moda e a sociedade em geral.
Ela teve um início muito tranquilo, a princípio não era bem assim como a conhecemos hoje, mas, em todo caso, eram a partir daqueles projetos de saia dos homens das cavernas, que viriam as transformações que tornariam a saia uma peça de distinção social, status e ornamentação. A toga e a túnica são as peças que foram muito utilizadas no início das civilizações e marcaram presença em diversas culturas, tendo como marco principal a civilização da Roma antiga e todos os países que abrangem o Oriente médio, até hoje grande parte da população do Oriente médio utilizam a túnica, tanto por causa de sua condição climática quanto para definir status.
Foi na Renascença que o homem deixou de usar as peças que remontam a ideia de saia e começaram a usar o gibão, que viria a se tornar a calça no futuro (hoje). A partir daí toda “espécie” de saia ficou sob o domínio total do público feminino em quase todo o Ocidente, desde então, o homem ficou privado em relação a diversificação de estilo do seu vestuário, o vestuário feminino se modernizou em diversos aspectos até os dias de hoje, mas o homem, sempre tem um estilo definido desde a década de 50 com a camiseta branca, jaqueta e calça jeans (do ícone James Dean).
Nos últimos dias, os aspectos que cercam a moda masculina pretendem mudar, o ceticismo do estilo masculino mostra que vive seus minutos finais, a androginia que marcou as décadas de 80 e 90 estão se fazendo mais presentes dia após dia e o movimento Gender-Bender que quer dizer algo como Além gênero, reforça a consolidação das novas roupas que servirão para ambos os gêneros, marcas internacionais e nacionais como a UMA e João Pimenta já estão por dentro da tendência. A UMA em suas lojas já não possui setor masculino ou feminino, o cliente entra e escolhe a peça que melhor lhe agradar, o que a saia tem a ver com isso? É óbvio que se estamos falando de androginia e movimento Gender-bender a saia entra como uma das peças do vestuário que se, não for a mais, é uma das mais democráticas peças do guarda-roupa, ela serve tanto para o homem quanto para mulher.
O homem também pode usar saia e a história confirma isso para nós, somos livres para vestir e ser, como disse João Pimenta: ”A roupa não tem sexo!” e justa é a saia nossa de cada dia!
Fotografia © 2015 Lorena Lenara
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