O Nobel foi entregue à Rigoberta Menchu Tum, reconhecida pelos seus trabalhos por justiça social e reconciliação étnico-cultural baseado no respeito aos direitos dos povos indígenas. Na leitura do prêmio, reivindicou os direitos históricos negados aos povos indígenas e denunciou a perseguição sofrida desde a chegada dos europeus ao continente americano, momento em que destruiu uma civilização plenamente desenvolvida em todo os âmbitos do conhecimento; finalmente, refletiu pela necessidade de paz, desmilitarização e justiça social em seu país, assim como o respeito pela natureza e a igualdade para as mulheres.
Em seu livro, Rigoberta explica como iniciou a vida como trabalhadora numa plantação de café aos cinco anos de idade; recebeu certa educação católica, o que a vincularia, mais tarde, a atividades de reforma social promovidas pela Igreja.
A Guerra Civil da Guatemala ocorreu de 1962 a 1996, embora a violência tenha se iniciado antes daquela data. As ameaças forçaram-na ao exílio no México, em 1981. Neste mesmo ano seu pai foi assassinado na embaixada espanhola na cidade da Guatemala. Em 1991 participou da elaboração da Declaração dos Direitos dos Povos Indígenas pela ONU.
Quando findou a guerra civil, intentou levar aos tribunais espanhóis políticos e militares que haviam assassinado cidadãos espanhóis, e por genocídio contra o povo Maia da Guatemala. As acusações incluíam o ditador ex-militar e candidato à presidência Efraín Ríos Montt.
Em 1998 foi recompensada com o Prêmio Príncipe das Astúrias de Cooperação Internaciona, junto a Fatiha Boudiaf, Fatana Ishaq Gailani, Somaly Mam, Emma Bonino, Graça Machel e Olayinka Koso-Thomas “por su trabajo, por separado, en defensa y dignificación de la mujer”.
Em 2006 participou, como Embaixadora da Boa-Vontade da UNESCO no governo de Óscar Berger.