“Wait, what are you saying?”, Franny perguntou assustada. Elas haviam saído para explorar o palácio no meio da noite, mas acabaram perdidas em um corredor longo e empoeirado, que parecia não ver viva alma há mais de dez anos. Tudo parecia muito abandonado e ambas tinham a sensação de que talvez não devessem estar ali. Andando cuidadosamente para não esbarrar em nenhuma escultura e vaso espalhado pelo caminho, a atriz sentiu o aperto da mão da amiga em seu braço antes de olhar o local que ela apontava. Mais ao fundo do corredor, ao lado de esculturas que já haviam passado, uma sombra em formato de armadura estava erguida, virada na direção das duas. Imóvel e silenciosa, Franny tinha certeza que aquilo não estava lá antes. “Rae...”, murmurou baixinho, sem conseguir conter o medo, enquanto dava dois passos para trás. “Aquilo não estava lá”, confirmou. Evitava fazer movimentos bruscos, temendo que aquilo fosse o fantasma de algum rei. Em sua mente, recordou de todas as peças históricas de Shakespeare, dos assassinatos, mortes e espíritos vingativos. Não estava pronta para um destino trágico. “Oh, shit...”, soltou ao perceber um movimento da sombra quando a luz da lamparina tremeluziu. “Run!”.