Bye Bye dois mil e dezoito
Apelido: quem você vai votar nessa eleição?
Dois mil e dezoitão meu deus! Achei que não fosse sair viva diante das esfoliações, cheguei ao fim de 2018 (falta 1 único dia para ele terminar) achando que não teria nada para agradecer desse ano tão pesado, e ao mesmo tempo tão importante em sua totalidade, o que 2017 me trouxe de mudança permaneceu e eu apenas fui dando continuidade para uma vida independente e cheia de obstáculos ultrapassados, segui com a proposta da minha vida e me perdi muitas vezes durante esse caminho, chego no fim dele muito cansada e perdida, tentando me reconhecer e perceber o quanto alguns sonhos morrerão, é triste mas também tive uma garrafa toda de realidade batida na minha cabeça.
Esse ano teve muita faxina na vida, aquele tipo de faxina que você faz para nunca mais, não varri para debaixo do tapete aqueles que escancaradamente disseminarão ódio e intolerância para minorias, e sim joguei no saco preto e esperei o caminhão do lixo passar para levar para um aterro infinito e nunca mais voltar. Ao contrário, segurei na mãos do que lutam contra isso e respirei bem fundo desejando a mudança.
Esse ano libertei de muita roupa velha e encontrei diferentes looks para minha personalidade, me achei bonita e feia por muito e muitos dias, lutei contra demônios aqui dentro e me tranquilizei com os anjos também.
Tentei ao máximo possível estar com as minhas nenéns que tanto me martirizo por não estar acompanhando os seus crescimento, conheci o “Bloco dos moiados” em Nazaré Pta e me contagiei com a cultura do carnaval deles e sai literalmente com vontade de voltar e lavar a minha alma de novo na folia, no final do dia até fiz uma boa ação cuidando de uma criança que não foi cuidada devidamente. Cultivei a amizade com os velhos amigos e tentei ao máximo aproveitar com eles todo meu tempo livre, conheci o cover da Cássia Eller que infelizmente veio a falecer nesse ano, confeccionei e divulguei a coleção da T-Minerva “Break Street Fashion” e percebi a importância em me expressar através da criação das coleções de roupas, porém, fiquei muito chateada comigo mesmo pela falta de atenção com a marca, o que poderia ter sido de mais valia, mesmo com o corpo e a mente exaustos devido ao trabalho fixo que me tomou a maior parte da vida, da espiritualidade, do profissional, mesmo crescendo muito la dentro sei que já não serve mais para mim, revivi novamente São Thome das Letras, me apaiiiixoneeiii perdidamente por um menino e fiz de tudo e tudo por ele, pela felicidade não só dele quanto minha, tive uma amiga por dois mil e dezoitão inteiro, uma amiga que agora esta distante e me fez muita falta, faz muita falta. Encarei com amor o mês da cultura em Bragança e fui ver teatros e shows aleatórios para o crescimento do meu repertório cultural, o que me fez muito bem. Muitas despedidas e chegadas!
Pela primeira vez me encontrei em um corpo de mulher e não mais de menina, por diversas vezes tive essa confusão de as vezes me querer muito como menina e saber que muitas duvidas e medos são dela própria, mas em contradição tinha uma mulher de garra e determinação que me colocava em luta, em liberdade, diante de prosseguir, diante de resolver muitas responsabilidades com capacidade e racionalidade, não mais a emoção de uma menina, que acabava voltando também na mesma pessoa. Louco isso ne?
Fui comemorar a copa, não o futebol, mas a vibração do povo, essa que eu tanto desejo que um dia use essa energias para mudanças significativas na sociedade.
Viirada cultural em SP : maneva meu amor! Elza rainha.
Paranapiacaba do amor (daqueles lugares que você coloca na proposta de conhecer no ano que se inicia e vê que valeu muito a pena ter colocado e conhecido)
Banhos de cachoeiras que não se comparam com nada no mundo
Coisas que vão passando no dia a dia e você não consegue se lembrar mas sabe que com palavras e principalmente atitudes mudaram a vida das pessoas ao redor, tirou sorrisos de suas bocas, mudou a forma de vida, mudou o encanto com as coisas mesmo que as vezes pareçam muito dolorosas.
Minhas férias, minha primeira viagem internacional sozinha: o despertar do conhecimento da capacidade de ser mutável, de se adaptar, de fazer amizades com desconhecidos, de estar dentro de uma cultura um pouco diferente da sua e mesmo assim manter o respeito como prioridade. VIVA CHILE!
Conheci Inhotim, outro plano muito bem executado, com gosto. Ficando em Brumadinho - mg e conhecendo essa cidade além de Inhotim, através do projeto que a Nathalia executa @deroleporbrumadinho, bem lembrado, conheci muita mina foda esse ano, muita mesmo.
Conheci a neve mano! como esqueci disso.
Por fim, algumas metas foram cumpridas, muitas coisas deixei de fazer, a preguiça ainda predomina na minha vida, mas não me faz parar não: ano que vem tem muita coisa para acontecer apesar do caos que pode ser.
Vem 2019: a ansiedade de viver não se deve morrer.