«Science is not like the Olympic Games or something where there's a lot of people all trying to win gold medals, and if you don't get a gold medal, you're nothing. There are actually a lot of people working together and contributing to the science - and the science is the important thing». #FrederickSanger #Rendcomb #Gloucestershire #England #Biochemist #Perseverance #Freedom #Inspirational #Success #Life #Wisdom #Leadership #Courageous #Selfrealization #SelfDevelopment #Resilience #Greatness #SelfDiscovery #Challenge #Assertiveness #IgersUK #MoveForward #AjToussaint #GreatBritish🧙♂️🇬🇧 https://www.instagram.com/p/B7-xIliHAZxY23r1T8XneImcslUZxjbDFYHAXc0/?igshid=11rgsxz2e6kld
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Se pudesse comparar, a língua de Sohee seria mais afiada que uma faca, sempre com um objetivo certeiro, ela não deixa nada escapar e vinda de uma família de advogados, questionamentos e respostas certeiras quase sempre estão presente em suas conversas. Devido ao seu tipo de criação, ela acabou se acostumando a receber sempre atenção, quando isso não acontece é comum vê-la emburrada por aí. Querendo ou não, o nome de sua família e a importância que ela possuía, fez com que uma leve pressão em ser boa iniciasse em si, o que faz com que a alemã sempre acabe descontando nos outros. Mas, por mais difícil que possa parecer, a bela possui um lado, digamos, frágil e gentil, que ela odeia mostrar, claro. Assuntos que envolvam coisas do passado não são permitidos, principalmente se for sobre um dia chuvoso em questão, fora de questão. Ela também possui suas qualidades, uma dela, é sua força de vontade, da tudo de si para alcançar o que deseja, outra, é sua lealdade, se ela tá junto, nada faz com que ela troque de ideia, mesmo que não seja muito cheia de amigos, ela é fiel aos poucos que tem, e até meio protetora com aqueles que não sabem se defender, é o famoso caso do "só eu posso falar de você, os outros não".
BIOGRAFIA
Yoon Sohee nasceu em 1998, em Frankfurt, localizada na Alemanha, filha de mãe alemã e pai coreano, a pequena desde sempre foi criada em berço ouro. Seu pai, Yoon Sanghak, vem de uma família que possui uma grande dinastia no ramo de advocacia, em uma visita a Alemanha certa vez, o jovem rapaz deparou-se com Helene Beise, uma alemã que vinha de uma família camponesa e junto dela, uma beleza que ele nunca havia visto antes. Não levou muito tempo até que ambos estivessem apaixonados um pelo outro, e de toda essa paixão, veio Sohee, ou Eileen, nome especialmente escolhido por sua mãe. Eileen viveu junto a seus pais até os seis anos na Alemanha, quando atingiu essa idade, mudou-se com eles para a Coreia do Sul para viver com a família do pai, o que não foi grande problema, já que mesmo nunca tendo morado lá, o mesmo fazia questão de que ela aprendesse a língua coreana. Desde então, ela levou uma vida normal, sendo filha única e herdeira dos Yoon, a garota sempre teve tudo de bom e do melhor em sua vida, mimada por todos ao seu redor e tratada como uma rainha. Quando completou 11 anos, sua avó materna (que ainda vivia na Alemanha) acabou por ficar muito doente, sua mãe muito preocupada, decidiu viajar de volta ao país para poder acompanhá-la melhor, o pai de Eileen também fez questão de ir e acompanhar sua esposa, deixando então a jovem herdeira aos cuidados de uma tia de confiança para ambos.
Durante esse período da viagem a tia da pequena demonstrou-se distante e um pouco desinteressada, coisa que deixou Sohee surpresa já que estava acostumada a ter as atenções e carinhos da família todos para si. Ao anoitecer a responsável pela garota simplesmente pegou a bolsa e saiu de casa, deixando a criança tensa e perdida no que faria. Para não ficar sozinha, pois estava assustada, ela saiu de casa para procurar a tia, vagando horas sozinha, até que estava escuro demais e o clima mudou, dando início a uma tempestade. A herdeira Yoon mal teve tempo de procurar um abrigo, porque a chuva forte já tomava os céus deixando tudo escuro, sendo apenas iluminado vagamente quando o céu era tomado por um relâmpago, o som da trovoada deixando-a sem rumo nenhum, tão assustada que nem conseguia se mover. Abraçou as pernas, ficando em um canto vazio, chorando e chamando pela tia e pelos pais até ser encontrada por empregados de sua casa que deram por sua falta. Desde aquele dia a menina passou a temer as tempestades e seus sons mais que tudo. Apenas um trovão é capaz de a aterrorizar completamente.
Depois deste acontecimento, os pais da menina, chocados com toda a situação, nunca mais a deixaram só, consequentemente, dobrando os mimos e atenção destinada a ela, não só eles como toda família, em uma tentativa de reparar aquilo, o que certa forma a garota gostava de receber, mas seu medo nunca foi superado de fato. E assim, levando sua vida entre cuidados e mimos, a jovem cresceu e enviada até a RendComb, no intuito de receber a melhor educação e finalizar seu ano de forma exemplar.
TURNO DEMONSTRATIVO
Eileen abriu a porta de seu quarto com delicadeza, aquele seria seu primeiro dia na RendComb e ela não sabia ao certo o que esperar. Antes de sair completamente do cômodo, o fitou uma última vez, não conseguindo evitar de rolar os olhos ao ver as outras malas por ali, malas que não eram suas. Não conseguia entender porque deveria dividir um quarto quando a vida inteira nunca teve que fazer isso, sinceramente. Já nos corredores a garota, mesmo que nova por ali, seguia com passos confiantes até a sala onde seria sua primeira aula, ela conseguia sentir alguém olhares sobre si e na verdade adorava aquilo. Enquanto caminhava até seu destino, não pôde deixar de observar seu novo lar, apesar de já o conhecer, a herdeira sempre se encarava com beleza de todo o local. Muito diferente daquele outro colégio, que ela, secretamente, apelidava de "Colégio-bomba" que, por favor, fazia muito jus ao apelido, era só olhar seus alunos. Ela sorriu divertida, passando pela entrada de sua sala e dirigindo-se até uma das carteiras que ficavam na primeira fila, mais precisamente, no centro, passando a mão nos cabelos ao notar que estava, mais uma vez sendo observada, aguardando então que seu dia finalmente começasse.
FACE CLAIM Pony (Maquiadora coreana).
D.O.B 12 de novembro de 1998 / 17 anos.
ALTURA 1,72.
ANO Quarto ano.
INSTITUTO Rendcomb.
CLUBES Clube de dança (Ballet).
ESPORTES Cheerleading.
BOLSISTA Não.
TWITTER @98GLCHSH
PERSONALIDADE
Bipolar: Sunhye sofre de transtorno bipolar, uma doença onde a mesma sofre diversas alterações de humor. A oscilação de humor da menina não é tão frequente, mas podem ser extremamente graves de vez em quando. Sunhye geralmente nota quando é tomada pela doença, e sempre arruma um jeito de trata-la de uma vez. No entanto, as vezes a mesma foge de seu controle, a fazendo tomar atos e dizer coisas que talvez não devesse.
Teimosa: Assim como seu pai coreano, Sunhye é extremamente teimosa. Acredita fortemente nos próprios princípios, e nunca admite estar errada. Uma vez que toma alguma decisão, é incrivelmente difícil faze-la mudar de ideia. Sua teimosia também é um empecilho no quesito seguir regras, onde a menina insiste em apenas segui-las caso sejam razoavéis ou extremamente necessárias.
Extrovertida: Quando a doença não lhe obriga do contrário, Sunhye é uma pessoa extremamente extrovertida. A menina se comunica com facilidade, não tem problemas com o contato social ou com situações exteriores a si. Adora estar em meio a várias pessoas e odeia ser deixada de fora. Pode ter certeza que ela comparecerá a qualquer evento social para qual for chamada.
Fechada: Sunhye sofre de péssimos problemas de confiança. Por mais extrovertida que seja, é incrivelmente difícil para a menina ser próxima de alguém a ponto de se sentir confortável para se abrir. A menina tem consciência de que perde o controle dos próprios sentimentos quando conversas atingem pontos mais profundos, e tem muito medo de acabar machucando pessoas ao seu redor com suas palavras e ações.
BIOGRAFIA
Sunhye nasceu em uma família extremamente não convencional. Ou pelo menos foi criada em uma. Aos 3 anos, o pequena coreana foi adotado por um casal de dois homens que haviam se casado recentemente fora do país. Seu pai coreano respondia pelo nome de Min Jaebom, e era um diretor cinematográfico de prestígio. O mesmo havia se casado com, logo o pai inglês de Sunhye, William Herondale, o CEO de uma grande empresa responsável por seguros de saúde na Inglaterra.
Sun sempre teve sede de saber, mas depois de alguns anos estudando na escola no final de sua rua, não demorou muito para que seus pais percebessem que para a menina, a escola não funcionava como deveria. Então, Sunhye começou a ter aulas em casa com seus pais, estudando matérias convencionais das mais diversas formas.
No entanto, nesse meio tempo, Sun descobriu sua verdadeira paixão. Aos 9 anos, enquanto assistia a produção de um dos filmes de seu pai, Sunhye ficou encantada ao ver os maquiadores mudarem completamente as faces dos atores que logo gravariam as cenas nos comandos de Jaebom. Um maquiador em particular, um japonês chamado Hikaru, notou a atração da menina e fora gentil o suficiente para lhe responder todas as perguntas que tinha. Sunhye começou a frequentar o set de gravações naquele ano cada vez mais, sempre procurando por Hikaru. O mesmo lhe ensinava um número de tecnicas e lhe dava várias dicas sempre que tinha seu tempo livre. Não demorou muito para que Sun tivesse suas próprias maquiagens e pincéis em casa. Os pais lhe apoiavam imensamente, felizes de sua filha achar algo do qual gostassem tanto. Eles lhe compravam tudo que precisava, além de leva-la em workshops e eventos. Ao mesmo tempo, Sun ficava ainda mais próxima de Hikaru. O Homem de apenas 22 anos se tornando cada vez mas como um mentor para a pequena.
Aos 13 anos, Sunhye criou coragem e decidiu tornar um sonho que sempre teve se tornar realidade. Com o propósito de ajudar e inspirar pessoas que tinham a mesma paixão por maquiagem que ela, a menina começou a gravar tutoriais diversos e posta-los no youtube. Seus videos atingiam grandes números de vizualizações a cada que se passava, e por mais que recebesse muitos comentários negativos, o amor dos pais e o apoio que recebia de Hikaru lhe ajudavam a seguir em frente.
Tudo parecia dar certo na vida da menina, até que um dia tudo desmoronou. Quando Sunhye tinha apenas 14 anos, os pais sofreram um acidente de carro, resultando na morte de Jaebom. Aquilo surtiu um grande impacto na vida da menina, qual começou a sofrer de transtorno bipolar devido ao trauma. A depressão causada pela doença lhe atingiu sem dó, ainda mais quando a menina fora obrigada a se mudar para a Inglaterra junto com seu pai William e seus avós, devido ao fato de que William havia sofrido muito com a batida e a morte de seu marido.
Vivendo na grande cidade de Londres, em um país qual não era familiar para a menina, sua depressão devido a bipolaridade só piorava, os comentários negativos que recebia em seu canal no youtube agora pareciam mais afetivos do que nunca e a presença de apenas um de seus pais não lhe ajudava a superar a perda do outro. Seus avós, então, convenceram William de mandar a filha para o colégio Rendcomb na cidadezinha de Gloucester. Disseram que faria bem para a menina, que lhe ajudaria a esquecer e superar os acontecimentos anteriores.
Surpreendentemente, eles estavam certos. Mesmo sendo muito relutante no início de sua estadia na escola, a menina logo fez amigos e se acostumou com o lugar. Ela voltou a fazer seus tutoriais para o youtube, e voltou a ser a Sunhye radiante que sempre foi.
TURNO DEMONSTRATIVO
Sunhye havia todos os seus pincéis e maquiagens a sua frente. Hoje ela mostraria a seus inscritos como fazer uma maquiagem como a da cantora Taylor Swift. Estava animada, já que havia sido uma maquiagem muito pedida por todos os seus fãs nos últimos dias, e era uma artista qual adimirava muito. Ligou as luzes que comprara especialmente para gravar seus videos e arrumou seu quarto já que o mesmo era seu cenário. Quando ligou a câmera, estava pronta para gravar.
A julgar pelo seu histórico familiar, não seria surpresa para ninguém dizer que Eunji desenvolvera certo receio em relação às pessoas e demais relações interpessoais mas, diferente do esperado, a personalidade ‘easygoing’ era sua marca registrada. Afinal, foi ensinada pela mãe e acredita fielmente que a gentileza é a única chave capaz de abrir todas as portas.
Por ter sido criada praticamente reclusa do resto do mundo, Eunji sente necessidade de desfrutar de todos seus sentimentos o mais intensamente possível. Teme perder tempo e procura valorizar sua juventude, se jogando de cabeça em tudo o que se propõe a fazer.
Quando se aproxima de alguém, é extremamente protetora. Muitas vezes lhe fora dito que é injusta consigo mesma uma vez que não se preocupa em botar todo o peso do mundo nas próprias costas, mas se sente muito bem quando é vista como alicerce para os amigos mais próximos.
A cabeça de Jung Eunji viaja muito mais alto do que seus pés podiam alcançar: Na maior parte do tempo, está nas nuvens. Eunji enxerga a si mesma como uma filha do mundo.
BIOGRAFIA
Ahreum Lee e o tal garoto da esquina não procuravam nada muito além de diversão quando se encontraram num bar no centro de Londres, no verão de 1998.
A mãe de Jung Eunji era dona de uma juventude incorrigível e seu avô, trabalhador rural de baixa renda, um homem bastante conservador. Foi com muito custo e suor que Byungho conseguiu dinheiro suficiente para mandar a filha à um reformatório, o qual o mais velho acreditava ser capaz de controlar o temperamento forte e língua afiada típicos de Ahreum. Juntou suas tralhas e a economia de anos para mandar a menina de Busan à Inglaterra, onde ela supostamente aprenderia as etiquetas e demais conhecimentos tão necessários para jovens de elite com os quais Ahreum conviveria dali em diante.
Mas é claro que seu plano não funcionou: Com algumas mentiras bem articuladas e próxima de atingir à maioridade, a garota passou menos de um ano na instituição, que era conhecida por ser pouco menos rígida com seus alunos, fugindo do padrão famigerado dos tradicionais colégios internos da Inglaterra.
Byungho ficou furioso quando recebeu a ligação, mas não negou ao pedido da filha quando a mesma quis permanecer em terras inglesas: Ele preferia Ahreum longe, afinal. A filha era a menina-problema da família, e, com dívidas a pagar e tão pouco dinheiro, tudo o que Byungho menos precisava era de mais uma cabeça na mesa de jantar.
Ahreum passou então a viver à mercê da própria sorte, mas certamente com muita história para contar, visto que a garota raramente saía dos bares e boates populares os quais frequentava sem alguma companhia. Conheceu muitos garotos e finalmente teve o prazer de desfrutar da vida despreocupada com a qual sempre sonhou. Aquela noite de 98 teria sido como qualquer uma das outras; Se Ahreum não tivesse faltado com o pouco que restava sua responsabilidade.
Jung Jaejin era um garoto bonito e não precisou de muito mais senão um sorriso simpático e palavras gentis para trazer Ahreum para mais perto de si. Era um típico jovem de elite, polido e extremamente bem resolvido. Passaram horas à fio apenas conhecendo um ao outro, e Ahreum soube de imediato que nunca seria suficiente para Jaejin. O garoto que almejava a carreira de advogado era herdeiro de extensas terras pelo território europeu, enquanto ela, vinda da Coreia, não havia nem mesmo completado seus estudos fundamentais com êxito. Paralelo às diferenças, os dois passaram mais de apenas uma noite juntos. Em pouco tempo se tornaram amantes fiéis, e o fruto dessa união se deu pouco tempo depois, em março do ano seguinte. Jung Eunji era uma garotinha de tamanho um pouco maior para um recém-nascido, com cabelos negros e olhos bem atentos. Durante os três primeiros meses de vida, teve o prazer de fazer parte de uma família, na qual ambos os pais eram presentes.
No terceiro aniversário da menina, entretanto, o pai não apareceu. Ao invés disso, em sua porta havia um bilhete e um talão de cheque com algum valor, junto a uma boneca, presente do avô.
Dois dias após o ocorrido, Eunji continuava a perguntar sobre seu pai. Ahreum era monossilábica: Dava sempre alguma desculpa e mantinha sua expressão preocupada. Vez ou outra, Eunji flagrava pela porta entreaberta de seu quarto a mãe com o rosto molhado e cansado, e, mesmo para uma criança que pouco entendia, a cena era mais do que suficiente para que seu coraçãozinho fosse partido ao meio.
Na semana seguinte, Eunji foi levada para a casa do avô. Nunca havia visto o homem e, mesmo parecendo contrariada, Ahreum insistia que algum contato com o lado paterno da família era essencial para a formação da menina e um fim de semana na casa dos avós seria perfeito para que se aproximassem.
O senhor Jung era um velho muito bem encarado, trajado quase sempre de ternos e demais vestimentas caras demais para Eunji sonhar em ter. A garota passou dias luxuosos na mansão, mas, mesmo assim, ainda não havia visto sequer um sinal de Jaejin no local. Quando questionado sobre o paradeiro do filho, o senhor Jung torceu a cara. Estava com sua família, ele dizia. Eunji não entendeu, mas assim mesmo não dera muita importância, uma vez que agora sua maior preocupação passava a ser a mãe: A mulher havia a deixado sob os cuidados do avô já tinha mais de uma semana, e lhe parecia que a mesma não voltaria tão cedo.
Depois de seis meses, a garota havia desistido de fazer perguntas.
Eunji estava sendo criada pelos empregados dos avós, já que os mesmos raramente apareciam para vê-la. Passava os dias se arrastando pelos corredores da grande mansão que, agora, era o mais próximo e ao mesmo tempo o mais distante de um lar que a garota tinha. Tentou trazer à tona o assunto referente à sua família várias vezes nas poucas visitas que o avô vinha visitá-la. O homem, todas as vezes, desconversava.
Aos quatorze anos de idade, a garota ouviu pelas pela janela do quarto duas de suas criadas comentando sobre o quanto tinham pena da garota.Curiosa, pôde ouvir toda a conversa e da pior forma descobriu que o pai já tinha outra família por intermédio do próprio avô, que havia lhe arrumado um casamento arranjado quando Jaejin era ainda muito novo. Para sua mãe, o avô havia prometido educação e qualidade de vida para Eunji, inacessíveis com Ahreum na condição de mãe solteira. E que, felizmente, ainda lhe restava esperanças: Aparentemente, o velho rico tinha garantido a vaga da menina num dos maiores e mais caros colégios da Inglaterra.
E Eunji foi. Com o peito estufado, cheia de vontade. Seus dois primeiros anos em Rendcomb foram relativamente tranquilos, apesar da garota ainda se sentir bastante deslocada em meio de tantos jovens de alta classe; Muitas vezes não se sentia merecedora de tamanho luxo, mas sabia que sua permanência era necessária, uma vez que somente o estudo poderia guiá-la para o caminho de volta para casa.
TURNO DEMONSTRATIVO
Eunji deixou escapar um suspiro sôfrego por entre os lábios. Odiava especialmente as madrugadas, quando todos os seus pensamentos pareciam subitamente voar até a mãe. – Onde você está agora, eomoni? – Murmurou, seus dedos trêmulos acariciando a polaroid que trazia em mãos. Sentiu-se novamente como uma criança, com as lágrimas escorrendo sem permissão pela superfície do rosto pouco iluminado. A menina as secou com as costas das mãos, molhando as mangas do antigo moletom de Ahreum, que parecia muito maior anos atrás, quando o ganhara da mãe. Eunji forçou-se a moldar nos lábios um sorriso e, com um último arfar, desligou o abajur ao lado de sua cama. Em poucas horas partiria para sua nova vida em Gloucestershire, e não pretendia levar más lembranças na mala.