São Paulo, 29 de julho de 2022
Há em mim uma inquietude, tal qual um inseto que saracoteia em meio a muitos estímulos, ou uma perna que treme frente ao desafio. Existe, e não posso negar, um desejo por algo que não sei nomear.
É como se a vida pudesse me oferecer de bandeja algo tão sublime que fico a esperar e esperar e esperar. De repente o abismo aparece quando me acometo de: e se não houver esse algo sublime? E se esse objeto essa pessoa esse tempo ou esse espaço não existir e cá estou eu sem conseguir medir sua chegada ou pior sua existência?
Depois desses pensamentos o coração acalma, a respiração aquieta e é quase como se houvesse um tanto de esperança para nós. O problema é que esses movimentos se repetem, e o dia a dia vira uma angústia do não saber se me depararei com a calmaria ou a inquietude.
Será que há solução? Será que há caminho? Uma respiração a mais e o mundo grita que é preciso coragem. Agarro com todas as forças os caminhos que se abrem e meus braços se multiplicam na tentativa de segurar todos os portais abertos, até que encontremos a(s) solução(ões) desses descaminhos percorridos.
Tem que haver caminho.
Priscila










