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Muito bacana o infográfico que o ponto eletrônico da Box 1824 fez mostrando as diferenças de escolhas e estilos dos jovens de gerações diferentes.
Proposta final 3
Infografia Jornalística
Memória Descritiva
“If you can’t explain it simply, you don´t understand it well enough.” Albert Einstein
No âmbito da unidade curricular Design e Comunicação Visual, foi proposta a realização de uma composição visual infográfica. Os objetivos passam por:
Compreender o conceito de imagem enquanto elemento e linguagem de comunicação visual;
Desenvolver a capacidade de interpretar e apresentar visualmente informação;
Explorar a infografia enquanto linguagem informativa, desenvolver a capacidade de visualização do pensamento e comunicação visual de informação;
Capacidade de identificar os elementos infográficos;
Compreender o processo de construção de uma infografia;
Capacidade de integrar uma infografia num contexto editorial específico.
Numa primeira fase foram estudadas possibilidades de trabalho, entre as quais a de colaboração com o JPN, que acabou por ser a escolhida. Assim, de entre os seis temas propostos escolheu-se “Os Alfarrabistas do Porto”.
Contextualizando a infografia:
“El diseño de iformación en el sentido más amplio consiste en la selección, organización y presentación de la información para una audiência determinada.” (Wildbur et. Burke, 1998:6)
“Infografia é uma linguagem que reúne elementos visuais e texto para contar histórias.” (Ipolito, 2010:3)
A imprensa, a televisão e o cibermeio fazem imenso uso desta linguagem. Este último cada vez a explora mais e em novos contextos, como é o caso da infografia multimédia.
No caso da imprensa, a infografia enquanto linguagem jornalística pode ser situada ao lado de outras, como fotojornalismo, documentário, telejornalismo, texto jornalístico, entre outros.
“Visualização da Informação é um conceito muito mais amplo do que a Infografia (na qual esta está necessariamente inserida), que se preocupa com a construção de representações visuais e dados abstratos de forma a facilitar o seu entendimento e ajudar na descoberta de novas informações que estão escondidas nos números. Visualizar a informação quer dizer apreender o significado de uma mensagem através de imagens, que podem ou não ser apoiadas por textos.” (Ipolito, 2010:5)
Já há muito tempo se entendeu a importância da imagem, que irá sempre ser mais atrativa que o texto.
“Unlike speech, visual displays are simultaneously a wideband and a perceiver-controllable channel.” (Tufte, 1990: 31)
Uma vez que a lista cedida pelo JPN apenas continha dados como o nome, a morada, contacto e endereço do site/blog, foi necessária uma pesquisa mais aprofundada.
“Normalmente, la información no es de algún valor sólo si contiene material que no conocíamos.”(Wildbur et. Burke, 1998:6)
Embora alguns dos sites respondessem à maior parte das perguntas que se definiram, revelou-se necessário ir aos locais.
“El diseño de información como disciplina tiene como función promordial la comunicación eficiente de la información, y esto implica una responsabilidad de que el contenido sea correcto y objetivo en su presentación.”(Wildbur et. Burke, 1998:6)
Assim, após uma árdua recolha de informação, procedeu-se à curadoria da mesma e à decisão de que dados e elementos infográficos incluir no trabalho final. Durante este procedimento preencheu-se uma tabela-resumo:
“(…) los datos (que no tienen valor informativo por sí mismos), se transforman en información (esto es, se da significado a los datos a través de su organizácion), que puede ser compreendida por el usuário, memorizada y transformada a su vez, en conocimiento que informa la conducta futura.” (Cairo, 2008:27)
Devido à colaboração com o JPN, foi-nos imposto que o formato da infografia tivesse uma largura de 760px. Pareceu mais coerente com a ideia usar uma orientação horizontal, assim poderíamos usar como fundo um livro aberto, remetendo para o tema sobre o qual se debruça a nossa infografia.
O design do projeto foi pensado de forma a relacioná-lo o máximo possível com o tema em questão. O nosso principal foco foi, além de ilustrar informação pertinente e enriquecedora, prender a atenção de quem olha para a infografia e fazer com que se perceba imediatamente o seu tema.
“La psicologia cognitiva condiciona la visualización de información en el sentido de que cualquier representación será más satisfactoria cuanto más se adapte a la forma en que el cerebro adquiere y processa datos.” (Cairo, 2008:25)
A cor do fundo, na tentativa de aludir às páginas amarelecidas dos livros antigos, é a cor bege, ligeiramente texturada e com aspeto envelhecido.
Além disso, tivemos especial cuidado na seleção do tipo de letra a aplicar, uma vez que “words visually present both an overall shape and letter-by-letter detail; since most readers have seen the word previously, the visual task is usually one of quick recognition. (Tufte, 2006:48)”.
Assim, foram privilegiadas as fontes tipográficas serifadas pois além de facilitarem a leitura, remetem para os livros antigos, manuscritos e mapas da antiguidade. A escolha recaiu sobre a fonte Bodoni.
Depois de decidido o fundo e o tipo de letra a usar, passamos à estruturação e disposição da informação. Na primeira página do livro, i.e., à esquerda, está o título “Os Alfarrabistas do Porto” seguido de cinco linhas explicativas (o que são Alfarrabistas, o que fazem e um breve esclarecimento acerca da matéria a tratar na infografia).
Quanto aos elementos infográficos, utilizamos um mapa, uma timeline e um gráfico circular.
“A infografia pode reunir elementos diversos como fotografia, texto, ilustrações, mapas, gráficos ou qualquer recurso visual necessário para dar coerência entre todas as suas partes, com o objetivo de transmitir informações variadas sobre um determinado acontecimento, explicar um lugar, uma prática ou objeto.” (Ipolito, 2010:3)
A seguir ao título e ao texto explicativo, segue-se um mapa (cujo fundo, mais uma vez, faz analogia ao antigo).
“En el origen de la presentación visual de información se encuentra la idea de «mapa», entendido de manera amplia como representación esquemática de relaciones entre elementos, generalmente (pero no sólo) geográficos.” (Cairo, 2008:39)
Inicialmente realizou-se um que apenas contemplava a localização dos Alfarrabistas na cidade do Porto. Embora a maior parte das lojas se concentre na Baixa, há dois ou três que ficam mais afastados, o que tornou impossível a criação de um mapa que conseguisse incluir as lojas todas sem gerar ruído visual. Por isso, pensou-se em “(…) métodos (…) para solucionar la anotación de áreas muy pequenas y los problemas de una gran densidade de nombres de lugar.” (Wildbur et. Burke, 1998:149)
Assim, optou-se por refletir a distribuição das livrarias alfarrabistas por freguesia e criou-se um mapa em que “(…) ni la forma de las líneas del suburbano está reproducida de forma fiel (son rectas en el plano), ni la distancia entre las estaciones está a escala com su correspondiente en la realidade.” (Cairo, 2008:22)
Cada alfarrabista foi devidamente identificado pelo nome. A localização dos que apenas vendem livros foi marcada com um ícone de um livro, os que também vendem quinquilharias, têm o respetivo nome acompanhado por um ícone de disco de vinil, um dos objetos que se incluem nessa categoria.
“Small multiples reveal, all at once, a scope of alternatives, a range of options.” (Tufte, 1990: 68)
Ao ícone de cada livraria, foi atribuída uma cor específica.
“The often scant benefits derived from coloring data indicate that even putting a good color in a good place is a complex matter. Indeed, so difficult and subtle that avoiding catastrophe becomes the first principle in bringing color to information: Above all, do no harm.” (Tufte, 1990: 81)
Pensamos também em aplicar mais um parâmetro nesta análise ao mapa: a presença da loja na web e a apresentação de catálogo online aos visitantes da página. Contudo, só uma das lojas não cumpre com este requisito, mas conta cumprir em breve. Assim, acabamos por considerar este ponto pouco pertinente e decidimos não o aplicar na análise.
“La abstracción es un componente essencial (...) eliminar lo innecesario para que lo necessário destaque.” (Cairo, 2008:22)
No mapa, tentamos ao máximo aglomerar o maior número de informação distinta e de entendimento imediato, uma vez que “graphical excellence is that which gives to the viewer the greatest number of ideas in the shortest time with the least ink in the smallest space”. (Tufte, 2006:51)
Do lado direito, ou seja, na folha do lado direito do “nosso livro”, colocamos uma pilha de livros vertical que ilustra uma timeline relativa ao ano de fundação das lojas alfarrabistas. Mais uma vez, relacionamos um elemento infográfico com o tema apresentado. É de salientar que às loja mais antigas foram atribuídos o livros maiores e às mais recentes, os livros mais pequenos. Assim, criamos uma hierarquia visual relativa à idade das livrarias.
O livro correspondente à livraria presente no mapa, tem a mesma cor que o ícone que a representa. Assim conseguimos manter uma paleta de cores coesa e também estabelecer um elo de ligação entre estes dois elementos infográficos, o que torna a infografia coerente e de compreensão mais facilitada.
“Color often generates graphical puzzles.” (Tufte, 2006:154)
Inicialmente, pensamos em fazer uma timeline orientada horizontalmente. Seria uma estante com os livros dispostos ao longo desta. Contudo, esta ideia não foi concretizada por não ser formalmente coerente.
“La tecnologia digital del presente há posibilitado la incorporación de los modos de representación analógico y numérico dentro de un solo produto, sacando provecho así de ambos formatos.” (Wildbur et. Burke, 1998:10)
Se repararmos a informação do mapa e da timeline é digital, o que não acontecerá com o gráfico circular.
“En el caso del material estadístico, no puede haber duda alguna en lo referente a la velocidade de assimilación cuando los datos puros se representam en forma visual analógica como en una gráfica isotype, de barras o de tarta. La representación numérica, por outro lado, ofrece al usuário una precisión máxima(…)” (Wildbur et. Burke, 1998:10,11)
Por último, decidimos ilustrar as temáticas mais vendidas através de um gráfico circular, uma vez que, visualmente, é um dos gráficos que mais interesse desperta e é dos mais fáceis de interpretar.
“En la introducción del Atlas, Playfair explico sus visionarias ideas:«(En los gráficos) las tendências, diferencias y asociaciones se perciben en un parpadeo. El ojo percebe de forma instantânea lo que al cerebro le llevaría segundos o minutos inferir de una tabla de números(…). La gráfica permite que los números hablen a todo el mundo(…)no hay outra forma de comunicació humana que más apropriadamente merezca el calificativo de lenguage universal.»”. (Cairo, 2008:43)
Este gráfico é um disco de vinil visto que é dos artigos mais vendidos, além dos livros.
Para a concretização deste projeto usou-se como recurso o Adobe Illustrator, ideal neste tipo de exercícios de vectorização. A necessidade de usar diferentes recursos como por exemplo o gráfico e o desenho do mapa, revelou-se extremamente enriquecedora.
Concluindo, com esta infografia espera-se não só informar leitores sobre os alfarrabistas, mas também promovê-los, pois é uma arte em vias de extinção.
“Graphical excellence consists of complex ideas communicated with clarity, precision, and efficiency.” (Tufte, 2006:51)
Referências
CAIRO, Alberto (2008), Infografía 2.0: visualización interactiva de información en prensa, Alamut, Madrid
TUFTE, Edward R. (2006), Beautiful Evidence, Graphics Press LLC, Connecticut
TUFTE, Edward R. (1990), Envisioning Information, Graphics Press, Connecticut
TUFTE, Edward (2006), The Visual Display of Quantitative Information, Graphics Press LLC, Connecticut
WILDBUR, Peter, BURKE, Michael (1998), Infográfica – Soluciones inovadoras en el diseño contemporâneo, Editorial Gustavo Gili, Barcelona
Wiki: http://www.c2com.up.pt/bsg/doku.php
Blog da Disciplina: http://designdecomunicacaovisual.blogspot.pt/
Cairo, A., (2013) "The Functional Art", documento disponível no moodle
Ipolito, Danilo Bueno (2010) “Proposta de inclusão da disciplina Infografia no currículo de Jornalismo”, in https://danilobueno.files.wordpress.com/2010/10/infografia_forum_de_graduacao_eca_usp.pdf
Proposta 3
Infografia Jornalística
Tabela-resumo
Brainstorming para a composição:
Cores secas
Tipos de letra serifados (tradicionais)
Estante, pilha de livros, vinil, postal…

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Fantástico site de infografias. Neste post quase todas são da autoria de David McCandless, um conhecido jornalista de dados e designer de informação.
Fonte: http://www.informationisbeautiful.net/
Os pioneiros da representação gráfica moderna não são artistas, nem desenhadores. São cientistas e economistas que apostaram em brilhantes métodos de representação de dados abstratos. Entre eles:
5 primeiras imagens: Charles Joseph Minard (1781-1870) - francês, engenheiro civil, reconhecido por sua significativa contribuição no campo da informação gráfica em engenharia civil e estatística.
5 imagens seguintes: William Playfair (1759-1823) - produto do Iluminismo escocês, engenheiro, economista político e fundador dos métodos gráficos de estatística. Inventou vários tipos de diagramas: em 1786 a linha , área e gráfico de barras, e em 1801 o gráfico de pizza/circular.