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Não podia estar se sentindo mais viva. Fazer coisas fora das regras a deixava assim, ainda mais se fossem as regras de seus pais. Eles diziam: volte para casa cedo, descanse para o trabalho, estude para ser a melhor nas provas. E lá estava ela, dando a vida na pista de dança - apesar de ser um tanto quanto dura e travada - apenas para poder curtir a noite como bem entendia. Quando sentiu o corpo cansar, percebeu que precisava ir ao banheiro lavar o rosto, dar uma respirada, talvez até retocar o gloss labial que usava! Com um sorrisão, ela foi se aproximando do banheiro feminino mas percebeu a fila imensa que estava ali. Será que podia tentar ir ao masculino? Não tinha ninguém na fila. Talvez se fosse rápida e discreta… iria tentar. Só precisava de alguns segundos. Deu uma espiada pela porta semi aberta e de fato não parecia ter ninguém. Decidiu entrar, então, mas deu de cara logo com a pessoa que andava evitando há meses. Arregalou um pouco os olhos “Eu, eu achei que, eu não sabia que… eu… er,” ela falou sentindo o coração batendo forte, droga, por que é que estava fazendo isso? Ela engoliu em seco, e foi dar a volta. Foi abrir a porta, mas acabou puxando a maçaneta forte demais, de forma que a porta fechada agora estava sem passagem. “Ah… ah não. Não, não, não. Eu… foi sem querer! Eu não… ah. É. Quebrou. Mas alguém vai ver né? Quer dizer… vão abrir né?”












