「#ヨコハマトリエンナーレ2020」の続き。こちらは第2会場の" #PLOT48 "の展示です😃 (みなとみらい アンパンマンミュージアム) https://www.instagram.com/p/CDDzHkIDTne/?igshid=1gdh6y5jo7hpr

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Anya is live and ready to show you everything. Watch her strip, dance, and perform exclusive shows just for you. Interact in real-time and make your fantasies come true.
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26 - #48 Fim, meio e começo
Título da fanfic: "Fim, meio e começo"
Sinopse: Ter um relacionamento duradouro não são para todos, e esse foi o caso de Sehun. Seu namorado simplesmente se cansou e quis separar, sendo obrigado a ver o namoro que sempre o fez bem ser desmoronado em apenas um segundo. Mas lá estava seu melhor amigo, Luhan, ajudando-o quando tudo parecia não ter nenhuma solução.
Couple: HunHan
Número do plot: #48 Sehun decide sair com seu melhor amigo Luhan para uma boate depois de ser deixado pelo namorado.
Classificação: +18
Aviso: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Quantidade de palavras:6449
Nota do autor(a): Conheci o projeto através de uma amiga que me avisou sobre a Sehun!Fest e aqui estou. Yey! /peguem todos suas taças de champanhe e vamos brindar no estilo Val Marchiori qqqq Eu espero que a doadora do plot possa ler e que esteja do seu agrado. /quase que não sai, estava igual os atrasados do ENEM pra mandar a tempo *vai rir e chora* Agradeço quem leu e vamos dar muito amor ao projeto! XOXO❤
Ser largado não é fácil.
- Levanta dessa cama, Sehun ah. – a coberta foi jogada pra longe, e eu me encolhi com a temperatura gelada da manhã – Já faz três dias que você não sai do quarto e eu não quero um amigo em decomposição.
- Hyung...
Sentei na cama e abracei sua cintura num piscar de olhos, soltando as lágrimas que haviam parado horas atrás. A dor se tornava cortante por ter que despertar e se lembrar de que a realidade era mais dura do que o esperado, desejando intensamente voltar ao sonho onde tudo estava bem melhor.
Na quarta feira, três dias atrás, meu namorado veio em casa. Seria um dia qualquer se não fosse ele agindo estranho, desviando dos meus beijos e abraços, sendo monossilábico o máximo possível e dizendo algo na hora de ir embora que me deixou totalmente em choque:
- Pra mim já deu, Sehun. Vamos ser apenas amigos. – sorriu amarelo – E eu também conheci alguém... Não acho que seria legal querer algo com ele e continuar com você.
Sabe quando a ficha não cai? Eu fiquei na porta do apartamento, parado sem dizer nada, apenas observando suas costas se afastando e sumindo depois que o elevador saiu do andar. Então eu entrei em casa e fechei a porta – no automático; pronto, foi o começo do meu inferno.
Era mais de um ano de namoro! O que havia acontecido pra terminar assim?! Fui insuficiente? Não tinha lhe dado atenção? Havia feito algo que o chateou ou o deixou bravo?
Eram essas e mais outras questões que rondavam minha cabeça por todos esses dias, me fazendo perder o apetite e faltar às aulas com medo de encontrá-lo. Eram as pequenas lembranças que acabavam lentamente comigo, tudo por causa de uma única pessoa. Eu dei o meu coração e no final acabou indo direto para o lixo.
Dói.
Sangra.
Perturba.
Cheguei a pensar que conhecê-lo talvez fosse um erro que não deveria ter cometido, mas no final eu o amei e continuo amando.
- Sai dessa, Sehun. – recebi palmadinhas nas costas – Não é o fim do mundo e ele vai se arrepender por ter feito isso com você, anota o que estou dizendo.
- Não vai, não. – funguei na camiseta alheia – Ontem ele foi marcado numa foto com um cara e parecia muito feliz. Joonmyeon está bem enquanto eu estou aqui, chorando sozinho por um relacionamento que foi direto para o lixo.
- Então comece a viver sua própria vida. – meu hyung me fez soltá-lo; o rosto quase numa completa carranca – Eu disse que ele não prestava, não disse?
- Hyung... – o abracei mais forte, esfregando os olhos na sua camiseta – Hoje não, por favor.
Luhan, o moralista que está falando comigo, é chinês e meu melhor amigo. O conheci na universidade. Apesar de fazermos cursos diferentes – ele Engenharia de Produção e eu Ciências Contábeis – nos conhecemos através do grupo de dança que fazemos parte, e nos tornamos melhores amigos depois que fomos ao acampamento do grupo e nos aproximamos naturalmente por sermos parecidos.
Apesar de um ano de diferença, ele não me obriga a tratá-lo como alguém mais velho e está sempre emprestando o ombro quando preciso desabafar. Um tanto sincero, é alguém que dará sua opinião sem se importar com o ‘sentimentalismo’. Talvez fosse por essa sua qualidade que a nossa amizade continue tão bem.
- Você tem que sair do quarto, Sehun. – fui obrigado a soltá-lo e ele ajeitou minha franja, repartindo-a no meio entre um longo suspiro – Você sabe como foi difícil conseguir superar o meu ex e foi muito legal da sua parte me ajudar a sair da fossa, então irei te ajudar agora.
- Como? – voltei a me jogar na cama, de costas para si – Eu me doei tanto nesse relacionamento e Junmyeon simplesmente se apaixonou por outra pessoa. Acho que foi um erro ter me apaixonado...
Senti o colchão afundar e uma mão mexendo no meu cabelo.
- O relacionamento ter chegado ao fim não significa que não valeu a pena. – Luhan se deitou ao meu lado, continuando com o carinho – Seres humanos pensam mais em si do que nos outros, e se você entrou nesse relacionamento com todo o seu coração, então uma parte sua está nele. Não existe nada mais bonito do que isso. Doar-se sem receber nada em troca não é para todos.
Sorri pequeno e agradeci por ele tentar me fazer sentir melhor, achando que teríamos um lindo momento entre amigos e passaríamos o dia na cama, mas não foi isso que o aconteceu. Luhan me obrigou a tomar um banho e ameaçou me despir se continuasse fazendo manha.
Passar os três dias enfurnado no meu pequeno apartamento era o mesmo que não existir, afinal tudo o que fiz foi chorar, pegar algo pra comer quando o estômago doía demais e voltar para cama. E pra minha surpresa, Luhan havia ajeitado e deixado a pequena mesa cheia de comida insistindo pra que me alimentasse ao menos um pouco.
Esse foi o ‘dia de recuperação do coração quebrado de Oh Sehun’, como disse Luhan. Eu estava tão chateado que ele até escovou meus dentes e penteou meus cabelos, dizendo que pagaria um sorvete – algo que amo demais – caso decidisse sair do casulo, mais conhecido como minha casa.
- Não sei, Lu. – me joguei no sofá – Não tenho vontade de fazer nada. Se saio de casa, acabo vendo milhares de casais e aí vai bater a bad. Sério, não preciso de nenhuma faísca pra me deixar pior do que já estou.
- Você deveria trabalhar no teatro pra conseguir interpretar tanto drama. – o insensível me puxou pelo braço – Levanta daí, Sehun. Ficar em casa o dia inteiro só irá te fazer mal, vai por mim. Se não ocupa a sua mente com outra coisa, então é na certa que começará a ter trilhões de pensamentos desnecessários.
Acabei sendo convencido e deixando que as minhas decisões ficassem em suas mãos. Troquei de roupa por outra qualquer e fui arrastado pra fora do prédio. O coitado do Luhan tentou me animar de diversas formas, mas sabe aqueles dias em que você só quer ficar preso em casa o dia inteiro? Era eu naquele minuto.
E realmente, sair havia melhorado o meu dia nublado. A sua companhia me fez tão bem que até consegui sorrir, sentindo um pouco de confiança e achando que a superação estava a caminho. Almoçamos um lanche e depois fomos assistir a um filme bem engraçado, e eu esqueci um pouco da dor no coração.
Foi uma tarde maravilhosa em comparação as que tive nos outros três dias. Era como conseguir respirar depois de ficar tanto tempo debaixo da água.
- Vamos, escolha um sabor. – olhávamos os milhares de sabores da minha sorveteria favorita perto de casa. – Esse parece gostoso. É de menta, não é? – ele perguntou.
- Uhum. – eu respondi.
Foi então que relembrei dos momentos em que Joonmyeon e eu comprávamos sorvete e ele me servia o seu sabor favorito: menta. Quando você pensa que não conseguiria se lembrar de mais nada do seu ex-namorado – afinal foram três dias se martirizando sem parar –, o cérebro vai lá e adiciona mais um pouco de tortura.
E Luhan percebeu quando entrei em transe, estalando os dedos na frente dos meus olhos pra me acordar pra realidade. A dura realidade.
Sorri, fingindo que estava tudo bem, e escolhi o bendito sabor. Hoje seria o último dia pra relembrar absolutamente tudo sobre Joonmyeon. Amanhã será um novo dia e eu não iria perder o meu tempo com alguém que não deu valor aos meus sentimentos.
Após pegar o meu copinho de sorvete, sentei na cadeira que ficava de frente para a rua, observando alguns casais que passavam de mãos dadas e pensando se os solteiros passavam raiva – como estou no momento – quando viam essa gente feliz.
- Desfaz essa carranca que o sorvete está delicioso. – Luhan pegou a segunda colherada do meu sorvete – Você parece melhor agora. Talvez seja efeito do sorvete ou minha companhia... – sorriu.
- Obrigado.
Foi tudo o que consegui dizer. Luhan sofreu com a minha companhia ‘morta’ por toda a tarde e é nesses momentos que vejo o quão bom é tê-lo como amigo. Mas ele conseguiu me surpreender e não tinha como eu expressar gratidão suficiente ao saber que ele passaria a noite lá em casa pra que eu não me sentisse sozinho. Eu sou alguém que adora a companhia das pessoas e ficar três dias sem alguém por perto me deixou mal. Claro, foi a minha opção, mas Luhan sabe como me sinto e é por isso mesmo que a minha gratidão por ele só aumenta.
Quando estávamos saindo da sorveteria, demos de cara com o moço que havia sido marcado na mesma foto que o meu ex. Acho que ele nem sabia da minha existência, porque percebeu o meu olhar e deu um pequeno sorriso antes de seguir seu caminho.
Apenas respirei fundo e tentei não ficar afetado. Me esforcei para voltar ao normal e conversar sobre algo banal com Luhan, assim eu pararia de pensar besteiras e focaria na minha melhora.
(...)
Final de semana acabou. Segunda-feira chegou.
Acabou a moleza!
Tomei um banho gelado pra despertar completamente, ficando assustado com o meu reflexo no espelho enquanto secava o cabelo. Minha aparência estava acabada! Tinha ‘bolsas’ enormes abaixo dos olhos e meu lábio estava quase roxo, dando um acabamento de defunto.
Fui pra universidade entre indignação e resignação, preparando o coração pra explicar aos outros que o meu namoro havia acabado e que não gostaria de comentar sobre o assunto.
Para a minha felicidade, todo mundo parecia saber e não me perguntaram absolutamente nada; ainda foram uns amores comigo quando entregaram as matérias que perdi e se prontificaram a explicar o que eu não entendesse.
Mas alegria de gente que está com o coração partido não dura muito, ainda mais quando a vida colabora pra você estudar na mesma universidade que o seu ex. Mesmo que o campus dele não fosse o mesmo que o meu, ainda assim comíamos no mesmo refeitório.
- Abaixa a cabeça, Sehun. – meu amigo passou o braço pelo meu ombro pra que eu não virasse a cabeça – Ele está por perto.
O final de semana foi o suficiente pra Luhan ter conseguido fazer uma lavagem cerebral e colocar na minha cabeça que eu não deveria ficar com vergonha (Joonmyeon quem deveria!). Era de conhecimento público o nosso relacionamento, e mesmo com o tanto de preconceito da nossa sociedade, nós nunca tentamos esconder. E é por isso mesmo que demonstramos muito afeto na medida do possível, tendo muitos amigos de mente aberta que nos diziam que éramos um ótimo casal.
Foi Joonmyeon quem acabou com o relacionamento bonito. Foi somente ele, porque eu continuei no mesmo lugar. Eu mantive os meus sentimentos intactos. Fui o único. Ele quem decidiu virar pra ver outra paisagem em vez de admirar a que já tinha.
Ele decidiu jogar o que era seu para adquirir algo novo.
Joonmyeon não se atreveu a se sentar na mesma mesa que a nossa. Apenas cumprimentou rapidamente os meus amigos e me disse um “oi” baixo antes de se afastar.
- Você está bem? – me perguntaram – Se você quiser, eu vou socar esse filho da puta.
- Uau! Até semana passada você estava dizendo que o Joonmyeon era um homem maravilhoso, Kai.
- Isso é porque ele me ajudou com as minhas dores musculares, Sehun-ah. Agora é diferente; ele fez algo imperdoável com você.
- Não quero que o intimide, muito menos que queira socá-lo. Violência não levará a nada e isso só mostrará que ele está certo em ter terminado comigo.
- Mas Seh-
- Quieto Kai. – Luhan apareceu de mansinho na mesa, assustando a nós dois – Eu sou o único capaz de dar conselhos. Não quero que o Sehun dê ouvidos a você e vá para o mau caminho.
- Ah, qual é! Eu sou quase um ancião de tão sábio.
Acabamos dando risada da sua cara de pau e me senti acolhido entre amigos que me faziam bem – mesmo que Kai tenha sugerido usar de violência. E estava tão confortável entre eles que me peguei pensando se Joonmyeon estaria bem.
Mesmo depois de toda a cachorragem alheia, eu o conhecia. Mesmo se quisesse, eu teria que ser um monstro pra lhe desejar o mal, afinal Joonmyeon é alguém de bom coração e raramente brigávamos. E quando acontecia, ele sempre acabava cedendo com pedidos de desculpas que faziam o meu lado apaixonado esquecer o orgulho e passar uma borracha por cima da besteira.
Foi por pensar nas suas qualidades que cheguei à conclusão de que deveríamos conversar; ciente de que não haveria volta. E para isso eu precisava de mais algum tempo pra superar.
- Acorda Sehun. – Luhan passou o braço pelo meu pescoço, andando assim comigo até a porta da minha sala – Você está muito avoado, sabia? Vai ficar bem se eu te disser que vou te pagar um sorvete?
- De novo? – sorri mostrando os dentes como se estivesse extremamente feliz – Já estou sabendo a sua tática, senhor Luhan. Uma pena que eu sei o que se passa nessa sua cabecinha. Você não vai conseguir me engordar e roubar o meu posto de melhor abs.
- Que pena! Mas a proposta ainda está de pé. – ele foi se afastando e acenando com a mão – Estarei livre na última aula, então me encontre no clube quando as suas acabarem.
Concordei com a cabeça e entrei para a minha sala. Assisti às aulas com um pouco de tédio até dar o horário de ir embora e quase fui um dos primeiros a sair. Andei rápido pelo corredor pra sair do meu campus e ir até o outro, infelizmente o do meu ex, esperando não encontrá-lo no meio do caminho.
Mas era como se a vida estivesse me provocando, e Joonmyeon estava num dos corredores junto com o moço da foto, aquele que encontrei na frente da sorveteria. Estavam de mãos dadas e sorrindo muito, do mesmo jeito que éramos antigamente.
Apressei os passos respirando fundo e passei por eles de cabeça baixa pra não chamar a atenção de ambos, mas descobri que foi inútil quando Joonmyeon chamou o meu nome. E como um bom covarde, eu não lhe dei atenção e me afastei quase correndo pra chegar logo à sala do clube.
- O que aconteceu? – um dos membros perguntou e só então percebi que havia muitas pessoas presentes – Por que está chorando, Sehun-ah?
Segurei a vontade de soltar o berreiro e me agachei, abraçando as pernas e escondendo o rosto nos meus joelhos. Eu era o único sofrendo por um namoro fracassado e me doía estar cada vez mais ciente de que o relacionamento não valera nada.
Os braços de alguém envolveram o meu corpo até que conseguisse me abraçar e eu desabei sem nem ao menos me importar com quem quer que estivesse me olhando. Infelizmente só consegui me acalmar quase quinze minutos depois, tempo no qual fiquei chorando pateticamente. Só então parei pra pensar na merda.
E lá estava Luhan com o seu rosto transparecendo compreensão, ajudando a me reerguer a cada dia com pequenas atitudes que tocavam o meu coração. Eu seria eternamente grato pelas suas atitudes.
(...)
- Tem certeza de que você quer isso? – o mais velho perguntou enquanto arrumava o cabelo na frente do espelho – Não faz nem um mês que está solteiro. Acho que é melhor ficarmos em casa.
- Não estou te obrigando a vir comigo, Luhan. Se não quer me acompanhar, então vou sozinho.
Vesti a camisa jeans, ajeitando o meu cabelo pela última vez antes de ameaçar sair sozinho e perceber o chinês me seguindo. Eu estava cansado de ficar me martirizando. Precisava me divertir um pouco, sair com os amigos e quem sabe encontrar alguém que pudesse me ajudar a esquecer o que senti por aquele ingrato.
Muita gente da nossa idade ficava no meio da rua porque o bairro era conhecido pelas boates e acabamos por encontrar nossos amigos no caminho, mas infelizmente não fomos para a mesma direção e no fim era novamente apenas o chinês e eu.
Entramos na boate por volta das dez da noite. Confesso que mal entrei e bateu o desânimo, mas Luhan me puxou pra dançar ao som da música alta. O lugar estava tão cheio... Todo mundo dançava e gritava e era impossível não ser contagiado e aos poucos fui me entregando ao ritmo alucinado.
- Vou pegar alguma coisa pra beber, você quer? – perguntei, limpando a gota de suor da testa, vendo-o negar com a cabeça – Já volto.
Peguei um mojito e socializei enquanto bebia, mas infelizmente não apareceu ninguém que chamasse a minha atenção. Vi Luhan se divertindo com algumas pessoas, mas ele também não pegou ninguém, e veio ao meu encontro com o rosto um pouco suado e ainda carregando um sorriso enorme.
Deu um gole na minha bebida e limpou os resquícios com a língua, tirando sarro do meu gosto fraco por bebidas.
- Não tire sarro! Fica gostoso na hora do beijo. – me apoiei no balcão e olhei em volta, percebendo um cara bonito nos olhando enquanto dançava – Ei, Luhan. – mexi o queixo na direção do desconhecido – Ele está nos olhando já faz um tempo. Você acha que é pra mim ou pra você?
- Não faz o meu tipo e ele é muito babaca pra você. – Luhan revirou os olhos e voltou a ficar de costas para a pista – Ele é da minha sala e sempre fica se gabando das pessoas que pegou; não é nem um pouco carinhoso. Vai por mim, rostinho bonito e personalidade horrível. Se souber que estuda na mesma universidade, pode apostar que vai espalhar pra todo mundo que ficou com você.
- Ele ainda está nos olhando e tentando sensualizar. – segurei a risada, achando a dança bem esquisita e relembrando de alguém que dançava bem esquisito – Lembra muito o Joonmyeon tentando ser sexy.
- Ei, não vem falar do Joonmyeon agora. – Luhan parou na minha frente, me prendendo entre o balcão e seu corpo – Vamos acabar com as esperanças desse idiota sensualizador? – sorriu travesso – Ele sempre me irritou e quero poder dizer que roubei a sua presa quando tentar dar uma de fodão pra cima de mim.
Se não fosse pela nossa boa amizade, eu teria lhe olhado esquisito e perguntado se não havia batido a cabeça em algum lugar, mas era fácil topar com o que desejava. Tudo porque era ele. Luhan faz tanto por mim e é por isso que não estranho as suas ideias.
A gente deu risada, o vi lamber os lábios e depois assoprar o hálito fresco na minha direção, aproximando o rosto aos poucos até os nossos narizes se tocarem. Mas eu pensei: se vamos provocar alguém então temos que fazer bem feito. Puxei o seu corpo pra mais perto, passando os braços pela sua cintura e sentindo os seus envolver o meu pescoço.
A expressão que Luhan fez quando mordiscou o meu lábio não era a mesma de segundos atrás, e me senti envolvido pela situação, a qual me fez sentir calafrios. Não consegui aguentar a ansiedade e o beijei. Segurei sua nuca enquanto tentávamos nos acostumar com o ritmo, e fiquei tentado a melhorar cada vez mais.
- Sehun...
Fui com o rosto mais pra frente entre diversos beijos estalados e não nego que adorei quando era correspondido na mesma intensidade, sentindo o sabor refrescante e fraco da bebida. Desci a mão da cintura até a sua bunda, apertando-a um pouco e sentindo-o sorrir. O beijo que era pra ser simples acabou se tornando gostoso e quente.
- Acho que isso foi mais do que um beijo. – comentei enquanto respirava um pouco alterado e olhei na direção do cara pra ver se ainda o encontrava nos encarando, mas Luhan voltou a me beijar mais algumas vezes, me distraindo. – Parece que não sou o único na seca.
- Você beija muito bem. – ele limpou o canto da boca entre risadas – Se eu soubesse disso antes, já teria investido em você faz tempo.
- Agora estou solteiro, viu.
Fiz uma piada e recebi um sorriso.
Não posso dizer que estou 100% curado da doença chamada ‘chute na bunda e parta para outro’, afinal só se passou pouco mais de um mês e esse tempo não é suficiente pra superar alguém. Só que não posso afirmar que ainda sinto o mesmo pelo Joonmyeon como quando nos separamos. Meus sentimentos esfriaram e aos poucos fui me acostumando com a ideia de que não havia mais nada entre nós dois.
E tudo isso por receber forças de amigos e familiares, principalmente de Luhan que agora está praticamente morando lá em casa. Ele foi a pessoa que mais me deu apoio em todo esse tempo, me consolando e me dando bronca quando merecia ou queria fazer alguma burrada.
- Pare de olhar pra minha boca e vamos dançar. – o puxei pra pista.
A vontade que tinha de encontrar alguém havia evaporado, pois era muito mais divertido rir e dançar com o meu melhor amigo. Não sei quanto tempo ficamos ali, mas nossos corpos já estavam suados e Luhan insistia em apertar a minha bunda e me beijar algumas vezes, o que sempre acabava em risadas.
Chegou uma hora em que eu não estava mais aguentando ficar em pé. Eu estava cansado o suficiente pra querer voltar pra casa, e apesar de Luhan querer ficar mais um pouco, ele acabou aceitando me acompanhar para fora dali. Já se passava das duas da madruga e a rua continuava movimentada, então resolvemos comer alguma coisa antes de voltarmos para minha casa.
Sentia-me bem leve. Depois de um mês na fossa, finalmente um pouco de diversão!
Mal chegamos em casa e Luhan se jogou na cama todo suado enquanto eu decidi tomar um banho rápido antes de deitar. Assim que saí do banheiro, o encontrei roncando de boca aberta. Coloquei um dos meus pijamas nele para que não dormisse tão sujo e empurrei seu corpo para o lado até que ficasse encostado à parede, o lado que ele gostava de dormir.
Comecei a pensar nos beijos que demos e foi muito bom. Quer dizer, foi delicioso. Talvez um dia ele aceite me beijar mais vezes...
- Obrigado, Luhan. Eu me diverti muito hoje, graças a você.
(...)
Seis meses após o fim do namoro...
Metade de um ano já se passou desde que meu namoro terminou e hoje em dia não tenho os mesmos tormentos que antes. Kai diz que estou conseguindo superá-lo muito bem, mas a verdade é que continuo um pouco chateado, só que agora sei lidar com isso.
Seria mentira dizer que não quis jogar algumas pragas em Joonmyeon, mas sempre parava quando percebia a minha linha de raciocínio maldosa. Luhan passou a morar comigo e as visitas constantes de amigos na minha casa ajudaram bastante a não pensar no assunto mais do que o necessário.
- Sehun-ah! – o chinês gritou da cozinha – Vem cá experimentar o molho. Acho que está esquisito.
- Quem é o chef? – apareci na cozinha, me aproximei do fogão e experimentei o conteúdo da colher esticada na frente do meu rosto – Acho que está bom. Talvez um pouco mais de pimenta.
- Tem que ficar aqui do meu lado, senão como irei aprender sobre a culinária coreana?
- Fala como se eu soubesse cozinhar. – dei risada, puxando uma das cadeiras para observá-lo enquanto ele preparava a comida – Vou ficar aqui fazendo companhia.
Luhan sorriu pela última vez antes de voltar ao que fazia. Leu mais uma vez a instrução na internet enquanto misturava a panela cheia de bolinhos de arroz com a pasta de pimenta, tentando preparar o tteokbokki. Ele decidiu que queria aprender mais sobre a nossa cultura depois que minha mãe veio aqui em casa na semana passada.
Todo dia era um prato diferente, mas isso não queria dizer que saía gostoso. A verdade é que Luhan era meio desastrado; suas mãos cheias de pequenos cortes davam indícios de suas peripécias na cozinha. Aí, como uma alma caridosa, eu sempre faço os curativos em todos os seus cortes.
Estávamos no período de férias e hoje era final de semana, logo eu tinha folga do trabalho de meio período.
- Vamos comer! – ele falou animado enquanto deixava a panela em cima do balcão de mármore e espetava um bolinho com o garfo, me servindo – Abre a boca.
- Hm... – mordi algumas vezes e fiz suspense, fingindo uma careta – Isso está estranho, Luhan.
- Ah, para. Nem deve estar tão ruim assim. – ele comeu o que sobrou do que eu tinha mordido – Viu, ficou bom.
- Estou brincando, ficou muito gostoso.
Recebi um tapinha bem fraco no braço e ele me serviu outro bolinho na boca. Eu sempre gostei de receber atenção das pessoas, quase como um carente, e Luhan vivia me mimando com pequenas coisinhas que deixavam alguém como eu todo feliz.
Só que nos últimos meses ouvi fofocas de que Joonmyeon havia terminado o namoro comigo, porque eu o traía com Luhan, o que não era verdade. E por mais que odiasse fofoca, isso ficou na minha cabeça. Pensei em como esses rumores poderiam ter surgido.
Andar abraçados ou de mãos dadas, dar comida na boca, mexer no cabelo um do outro como forma de carinho e ainda viver na mesma casa... Talvez esses fossem os principais motivos que nos levaram a ser o centro da fofoca.
Agora mesmo parecíamos um casal de namorados. Estávamos na cama assistindo um filme qualquer e a cabeça de Luhan estava apoiada no meu ombro, além dele estar abraçado a mim, praticamente grudado ao meu corpo. Claro que eu não reclamo, mas fico preocupado se ele não fica incomodado com a fofoca e só não age esquisito pra não me machucar...
- 忘掉他吧. 我还有喜欢你 (Wàngdiào tā ba. Wǒ hái yǒu xǐhuān nǐ)
“Esqueça-o. Eu ainda gosto de você.”
O olhei e ele estava dormindo e falando em mandarim. Não entendi tudo o que dizia; apenas a parte de ainda gostar de alguém. Talvez essa fosse a resposta que eu precisava: Luhan gostava de alguém e provavelmente precisava conversar sobre o assunto. Eu queria ter certeza de que não estava atrapalhando a sua vida amorosa, pois ele se tornara importante pra mim, mais do que já era.
Esperei que acordasse pra que assim pudéssemos ter a nossa conversa. Espreguiçou-se sorrindo e de um jeito manhoso, abraçando meu corpo enquanto contava o que havia sonhado.
- Precisamos conversar. – o fiz se sentar, e olhei em seus olhos tentando ficar sério.
- É algo muito sério? – ele perguntou e eu concordei com a cabeça – E sobre o que seria? – quis saber.
Nunca comentei sobre o boato que pairava a respeito de nossa relação e talvez ele se sentisse desconfortável quando lhe contasse. Acabei ficando em silêncio, pensando em formas de abordar o assunto sem parecer ofensivo ou algo do gênero.
- Não sei se você está sabendo dos boatos sobre estarmos muito próximos e... – ele afirmou com a cabeça e fez um sinal com a mão como se dissesse ‘prossiga’ – E eu queria saber se estou afetando a sua vida amorosa.
- Sehun. – ele segurou o meu rosto com ambas as mãos – Você me conhece e sabe que eu digo na sua cara quando não gosto de algo. Se não falei nada é porque não me incomoda, muito pelo contrário. – encostou a testa na minha, sorrindo com os olhos que quase se fecharam por completo – Faz muito tempo que não me sinto feliz como agora. Você me faz sentir que sou querido. Não é xenofóbico, adora esse meu lado que parece sufocante para alguns e, acima de tudo, me aceita como sou.
- Então estamos tudo bem? – perguntei e ele soltou um ‘uhum’ baixinho e deixou um selinho em meus lábios – Você e essa mania de me dar selinhos. Desse jeito não vai conseguir um novo namorado.
- E quem disse que eu quero outro? – as mãos em meu rosto desceram para o meu pescoço, e eu senti o seu polegar fazendo um carinho gostoso em minha mandíbula. Sem desviar os olhos dos meus, ele inclinou um pouco o rosto pra me dar outro selinho – Eu não quero ninguém além de você.
- Luha-
- Shh... Não pense muito... Você faz isso demais, Oh Sehun.
Voltou a me dar vários selinhos até que a mão desceu pelo meu ombro e me puxou pela gola da camiseta, aprofundando o beijo com vontade. A minha mente estava em total branco e fora de sintonia, e eu o correspondi sem muito entusiasmo até o seu corpo se encaixar ao meu e ele se sentar sobre as minhas pernas.
Poderia ser o meu melhor amigo, mas a amizade começava a ir para escanteio. O desejo me dominava aos poucos, e eu abracei o seu corpo, gostando cada vez mais do contato.
Foram tantos beijinhos que não aguentei e desci para o seu pescoço, mordiscando bem de leve a pele branquinha até a orelha, brincando com o lóbulo e aproveitando pra apertar seu corpo na região da cintura, coxas e bunda. Enquanto isso, Luhan bagunçava o meu cabelo, às vezes puxando os fios entre arfares pesados.
Nossos olhares se encontraram quando afastei um pouco o rosto, e eu vi como seus lábios estavam avermelhados, além de sua expressão de felicidade.
- Eu não sei o que dizer. – fui sincero. Ele pretendia sair do meu colo, mas apoiei as mãos em sua cintura, impedindo-o de se levantar – Foi bom, isso não posso negar, mas sinto como se estivesse te usando.
- Se alguém aqui deveria dizer isso, então esse alguém sou eu. Você nem gosta de mim do jeito como eu quero e mesmo assim correspondeu ao meu beijo. – abaixou o olhar e voltou a me encarar – Eu sei que você ainda gosta do Joonmyeon, então saiba que nunca mais irei forçar os meus sentimentos por você.
- Você realmente gosta de mim? – perguntei e ele concordou meio incomodado – Desde quando?
- Desde que você me ajudou a superar o meu ex. – Luhan respondeu.
Era muito tempo!
- E... Você gostaria de tentar algo comigo caso eu dissesse que estaria disposto a...?
Luhan fez uma careta e tentou novamente sair do meu colo, mas não o deixei.
- Não se force, okay? Nós dois sabemos que você ainda gosta dele.
- Um pouco, mas a cada dia esse sentimento vai diminuindo. Você lembra como eu ia mal humorado pra universidade? Hoje em dia é tão tranquilo... Ele não me assombra mais como antes e isso é tudo graças a você. Então não me importo se tentarmos algo.
- Eu não quero forçar os meus sentimentos em você, Sehun-ah. Parece besteira, mas sempre achei que acabaria o ‘encanto’ se eu contasse o que sinto. Eu quero que você goste de mim, porque esse sentimento surgiu de forma espontânea, não por te contar.
- Então vamos continuar somente na amizade?
- Acho melhor assim. – ele sorriu – Me conte caso se apaixonar por mim e eu saberei se você está sendo sincero apenas pelo seu olhar. Porque eu quero aquele olhar apaixonado que você direcionava para o Joonmyeon apenas para mim. Só pra mim.
Acabamos nos abraçando e ficando assim por longos minutos.
Eu realmente quero começar a gostar do Luhan. Ele me faz muito bem e sei que não me arrependerei caso for nutrir sentimentos por uma pessoa maravilhosa como ele.
(...)
Os dias foram passando, mas a verdade é que nada mais foi igual ao que era antes.
Os abraços constantes ficaram escassos, o carinho que recebia era apenas de vez em quando e Luhan voltava tarde em casa por conta do bico que conseguiu num fast food. A casa se tornou solitária e eu sentia saudades da sua companhia e de rir de coisas banais. Só sabia que o chinês morava em casa, porque ele sempre comprava o sorvete que eu amava e o deixava no freezer.
Tudo piorou quando as aulas começaram e acabávamos nos encontrando somente na saída da universidade. Aquela sensação de tristeza voltou aos poucos e todos os meus amigos perceberam e tentaram me animar. Entretanto ninguém era como Luhan.
- Isso daí pra mim tá parecendo alguém apaixonado. – Kai retrucou enquanto bocejava – Depois que você foi largado pelo Joonmyeon, você e o Luhan começaram a fazer praticamente tudo juntos. Soube até que se pegaram em uma boate!
Eu ia retrucar, mas parei no último segundo. Eu estava apaixonado?
Foi então que comecei a rir, assustando todos ao meu redor. A ficha havia caído naquele momento. Eu não pensei em Joonmyeon por um bom tempo, porque minha mente ficou preenchida somente por uma única pessoa: Luhan.
Achei que seria bom contar a ele, porque fizemos quase uma promessa, mas aí me lembrei de algo que tinha prometido a mim mesmo na época em que meu namoro terminou. E eu precisava fazer isso o mais rápido possível pra poder seguir em frente sem nenhuma pendência.
À noite, mandei uma mensagem para Joonmyeon, pedindo pra que nos encontrássemos para conversar. Muito relutante, ele aceitou ir à sorveteria que conhecíamos muito bem, combinando de que nos encontraríamos na esquina da mesma.
- Aqui Sehun.
Aproximei-me e não soube como cumprimentá-lo, optando por largar a timidez de lado e o abraçando como fazíamos antes de namorar. Entramos na sorveteria contando bem superficialmente sobre as nossas vidas e fui fazer o meu pedido quando Luhan apareceu.
A surpresa dele foi tão grande quanto a minha. Eu não sabia que ele estava trabalhando aqui!
Ele viu quem me acompanhava e sorriu amarelo, e na mesma hora eu soube que ele havia ficado chateado. Eu queria me explicar, mas ele correu atender outra pessoa antes de me dar a chance de esclarecer o mal entendido. Acabei deixando pra lá, porque mais tarde lhe explicaria tudo e agora só queria me livrar dos ‘incômodos passados’.
Joonmyeon e eu sentamos numa mesa afastada, um de frente para o outro. Ele com o sorvete sabor menta e eu com outro qualquer. Menta é bom, mas chega uma hora que enjoa.
- Eu ouvi dizer que você e o Luhan estão namorando. Ele não ficará chateado por me ver com você?
- Eu e ele não namoramos. E hoje será o último dia em que nos encontraremos a sós. – dei uma bocada no sorvete de casquinha, sorrindo – Hoje é o dia do adeus, Joonmyeon. Hoje é o dia em que quero colocar o ponto final em tudo o que senti e guardei de você. – sua expressão mostrava algum sentimento que não sei explicar por palavras, mas era algo bom – Você foi um ótimo amigo e namorado, mas então terminamos daquele jeito abrupto e eu me ressenti por longos meses. Fiz algumas besteiras pra provar que tinha te superado quando nem estava tão bem assim, mas meus amigos sempre estiveram ao meu lado. E mesmo que eu tenha sofrido na época, hoje em dia entendo que foi o melhor a ser feito. E eu soube através dos seus amigos que você não me traiu, pois só começou a se envolver com o seu atual namorado depois que terminamos o nosso namoro, e isso só prova o respeito que teve por mim. – estava começando a ficar emotivo e ele pegou na minha mão, acompanhado de um sorriso – E agora só quero saber de uma única coisa: você é feliz com ele?
- Muito. – Joonmyeon sorriu – Eu fui feliz com você Sehun, e agradeço pelos bons momentos que tivemos juntos. Eu me arrependi tanto pela forma como terminamos, mas não conseguia olhar na sua cara, porque carregava a culpa por te fazer sofrer. – as primeiras lágrimas saiam dos seus olhos – Você sofreu porque deixei de amá-lo e nada disso teria acontecido se meus sentimentos tivessem permanecido os mesmos.
- Passado. – limpei a lágrima grossa que rolou pela minha bochecha – Agora está tudo bem. – olhei na direção do balcão, vendo que Luhan atendia uma pessoa – Apesar de todo o sofrimento, hoje posso dizer que gosto de outra pessoa.
- É mesmo? Fico feliz por você e espero que essa pessoa possa te fazer muito feliz. Você merece.
- Ele já me faz... Eu que fui muito cego por não perceber antes. Eu espero que você também seja feliz Joonmyeon, de coração.
Ficamos conversando mais um pouco até ele receber uma ligação e dizer que teria que ir, despedindo-se com um forte abraço. A conversa havia sido mais fácil do que eu imaginava. Fingi que estava indo embora, mas fiquei sentado na calçada, esperando pelo funcionário da sorveteria na tentativa de surpreendê-lo quando seu expediente acabasse.
Consegui lhe dar um susto com um abraço por trás, ouvindo um grito alto que fez todos que estavam num ponto de ônibus ao lado nos olhar.
- Não me dê um susto desses, menino! – Luhan brigava comigo enquanto continuávamos andando abraçados – Você e Joonmyeon conversaram sobre o que?
- Sobre o fim, meio e começo.
- Fim, meio e começo? Não seria ‘começo, meio e fim’?
- Não. O fim de uma etapa, o desenvolvimento do meu amor por você e agora, o começo de um novo relacionamento. – o soltei, fiquei sob a luz do poste, e olhei em seus olhos para que ele soubesse o quão apaixonado eu estava naquele momento – Eu descobri que te amo Luhan. E eu não estou falando isso porque sei dos seus sentimentos. Estou te contando porque é o que sinto. Porque eu amo a sua companhia e quero as suas risadas que me contagiam e animam o meu dia, os seus abraços cálidos e poder andar de mãos dadas sem que sejamos somente amigos.
- Isso quer dizer que...
Concordei com a cabeça, pegando em suas mãos.
- Namora comigo, Luhan. Olhe bem fundo nos meus olhos e perceba o quão apaixonado eu sou por você.
Luhan segurou o meu rosto, concordando rapidamente com a cabeça e me encheu de beijos. Ele estava tão feliz que o sentimento passou pra mim e acabei rindo durante o beijo.
Eu não sei quanto tempo durará o meu novo namoro. Pode ser um mês como também a vida toda. Contudo eu não quero mais ter medo. Quero ser corajoso e aproveitar a vida ao lado de alguém que me faz tão bem como Luhan. Viver somente o agora.
“Uma pessoa pode conhecer o mundo todo sem andar a correr de um lado para o outro; uma pessoa pode ver o caminho do céu sem olhar pela janela. Quanto mais se avança, menos se sabe.”
LAO TZU







