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“Cuidado com o que você deseja.”
Coraline e o Mundo Secreto
quero fazer a diferença
Será que consigo ser eu mesma enquanto educadora? O que eu realmente espero com a docência? Que desafios estarei disposta a enfrentar em nome do que acredito ser o melhor na educação? Não quero e não posso ser o que “esperam” de mim como professora. Então o que posso ser? O que eu espero ser?
_______________Desde que entrei no Pibid me pergunto se há uma fórmula para ensinar, uma “forma de ser professora” que devo atingir. Estando dentro da escola, observando, chego a conclusão que sim, existe uma maneira que vem sendo seguida e repetida há muito tempo. Mas não parece ser o que quero. Não, certamente não é o que quero. Quero fazer a diferença, nem que seja em minha própria maneira de ensinar, a eterna construção do meu eu-professora que se faz e refaz conforme as experiências.___________________
Após assistir O Sorriso de Mona Lisa pela segunda vez, mas agora sob a ótica de uma estudante de licenciatura que sou, mil questões pairam sob minha cabeça. A atitude da personagem representada por Julia Roberts é inspiradora. A coragem e atitude de alguém que não abre mão do que acredita em nome de tradições arcaicas e de aparências. Mas na prática, quantos de nós consegue ultrapassar as barreiras consolidadas e impostas pelas instituições? Discutimos, pesquisamos maneiras que possibilitem uma aprendizagem que valorize o livre pensamento, que integre a comunidade, que estimule o aluno, mas quantos de nós conseguimos transformar nossos pensamentos em ação?
Seguimos...
19/10/2017
SEMINÁRIO PIBID 2017
25º ENCONTRO (14-16/09/2017):
Troca
Compartilhar
Ministrar
Vivência
Dinâmica
Arte como função de
Acolhimento
Feliz encontro, Alegre-te
Pois, a troca é o “in process”
Cuidado
Zelo
Me constituo a partir do outro
Com outro
Nós
Olhar, visão, confiança…
Carpediem
Intensidade
Troca!
(SANTOS, Wesley. Seminário Pibid 2017)
Dimensionar a troca inerente no Seminário Pibid 2017, é ultrapassar a troca gerada em sala de trabalho, ultrapassar a compreensão teórica e burlar a relação entre, entre pessoas, entre lugares, entre momentos. A necessidade de oralizar as pesquisas, de (re)conhecer projetos, tentativas, pessoas, lugares, potencializa a troca de viventes. Com o compartilhamento de minha pesquisa pude entrar em contato com a possibilidade oral e deslocamento que poderia se gerar, discussões, dúvidas, curiosidades e efetivar o interesse no outro, é gratificante.
Ministrar oficina para professores e me colocar como doador de práticas, me coloca numa posição de professor duas vezes, pois necessite que eu pense na aula em si, como ocorre nos estágios, mas como criar uma linha de compreensão de professor-aluno, para que ele apreenda a sua prática docente. Trocar a energia com colegas da pedagogia é sempre uma surpresa, eles nos retorna muitos apontamentos e questões que num curso de graduação em teatro não é abordado.
Assistir os colegas de área e se inteirar pelas pesquisas feitas, conclusões obtidas, atualizar-se é uma necessária ação, que provoca em nós, deslocamentos, tensões afim de que assim possa (re)criar conceitos, práticas e percepções. Entretanto, o que mais me interessa é a troca de energia gerada por ambos os participantes, como é bom encontrar pessoas novas em um corredor, escutar outros assuntos, nesta publicação me restrinjo a informações acadêmicas, mas não pode de forma alguma esquecer da relação interpessoal com fins não profissionais, pois, são nas vivências de mundo e com o mundo, que cria importantes relações sinápticas que dentro de sala de aula, eu muito bem instruído pelo ofício, não dissocio e associo na minha prática educacional-teatral.
Alegrete de forma simples e concreta construiu um ótimo seminário, onde pode proporcionais grandes discussões das pequenas mesas de avaliação até as grandes mesas do almoço/jantar criando a possibilidade de criar, discutir e reflexionar educação, e o mais importante, qual o grau de comprometimento e empenho irei construir minha carreira docente.
Alegre-te, alegrete
A visita foi curta
Mas, os espaços-memórias muitos
(SANTOS, Wesley. Seminário Pibid 2017)
Terça. Aaaaaaa ok vamo lá fazer coisas que são chaaaaatas. O que me anima é ter algum plano legal pra depois da obrigação. Focar nisso. Ok. O tempo vai passar e eu vou fazer coisas legais ainda hoje!!!!!! Pense nisso!!!!! Por favor, só pense nisso mente, pare de ficar tão chata e insuportável e fechada e principalmente CHATA!!!!!!!! nossa eu so queria sentir o mínimo de bom humor agora!!!!!
Vou tomar banho pra ver se melhora. Tô escrevendo pra ver se lembro de algo bom que me dá sentido de viver. Socorro porque é tão difícil assim fazer coisas que não gosto de fazer??? Kkkkkkkkkk mano esse é o problema de matar tanta aula no ensino médio....... Você se acostuma com a delícia de simplesmente se abster de tudo que é chato. (Nao tô dizendo pra não fazer, aliás. Aproveite!!!!! Faça muitoooooooo, nossa se eu pudesse faria com certeza!)
Que saudade de matar aulaaaaaa, mas nenhuma saudade do ensino médio kkkkk
Po é isso, pelo menos eu já passei do ensino médio!!!!! Posso ficar nisso, é um bom ponto.... Ok, vamos se alegrar aqui

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sobre o indizível... (1)
Pensar em todas as segundas-feiras em que a ansiedade tomava conta de mim, dificultando minha respiração e acelerando gradativamente as batidas do meu coração, me coloca novamente em contato com essas sensações (é preciso ultrapassar o limite para deslocar o limite). Certamente esse foi um dos motivos causadores do bloqueio que me impediu de escrever sobre essa experiência. Escrever não é e nunca foi algo fácil (mesmo sendo formada em jornalismo). Escrever sobre algo que colocou a toda prova minha saúde mental é ainda mais difícil. Porém, existem lacunas burocráticas a serem fechadas e esse texto é uma delas.
Durante o processo iniciado com a turma 232, Pâmela assumiu a frente de praticamente todas as aulas. Decidimos, depois de minha estreia catastrófica, que eu ficaria observando e quando me sentisse “de boas(?)”, dividiria a condução das atividades. Nunca me senti realmente “de boas”. Chegava à escola com o coração apertado. Pâmela e eu ficávamos na sala dos professores estudando, mas minha atenção estava sempre voltada ao relógio. Contava cada minuto até a hora em que entraríamos na sala de aula e eu teria de enfrentar 50 longos minutos de aflição. O caso não é que eu não gostava do que fazíamos ou que não gostasse da turma; por vezes saí muito feliz com o que estávamos construindo. Eu não estava feliz comigo. Não conseguia lidar com o medo. Não conseguia lidar com os sentimentos e sensações que estar naquele lugar com aquelas pessoas evocavam em mim. Então fui me fechando em um estado de tristeza e ansiedade.
Após as férias escolares, coisas estranhas e inevitáveis ocorreram e Pâmela acabou saindo do Pibid. Desde o momento em que soube até o dia em que ela conduziria a sua última aula com a turma (uma semana mais ou menos), o pouco de tranquilidade que ainda restava em mim se esvaiu totalmente. Na manhã daquela segunda-feira, só conseguia pensar em como eu iria continuar tudo aquilo S O Z I N H A. Pensei tanto que os pensamentos viraram falta de ar, coração descontrolado, choro compulsivo. Crise de pânico. A crise que já estava instalada em mim, tornou-se pânico pela iminência de uma situação limite.
silêncio.
Na semana seguinte, ainda com medo, mas resguardada pelas forças reunidas em dias de encontros comigo mesma, retornei a escola. Teríamos mais três encontros e encerraríamos o projeto com a turma. O que aconteceu nesses últimos encontros ainda me é surreal. Separamos dois encontros para ensaio da cena das “Abaporus na Praia” e o último seria a apresentação. Por decisão da turma, eles apresentariam apenas para alguns professores.
Nos ensaios, me sentia conectada com a turma. Como nunca antes, havia um estado de parceria entre eles e eu, um estado de responsabilidade pelo que estávamos construindo e eu não me sentia mais intimidada ou fraca diante deles. No dia da apresentação, estava nervosa, eles também. Mas ao mesmo tempo me sentia tão feliz e orgulhosa de ter conseguido chegar até o final. Apresentamos uma cena inspirada em trabalhos feitos por eles mesmo, em uma proposta da professora Josi. Abaporus na praia discutindo o respeito às diferenças. Pela primeira vez me senti professora. Fiquei ansiosa, meu coração acelerou e chorei, mas foi de alegria e de orgulho.
“A ‘cura’ passa pela remoção das ansiedades em relação à morte e ao desaparecimento das formas. A imagem da roda e seu centro evoca a importância do trânsito entre o vir à luz, o tomar forma, e a dissolução na obscuridade. A 'morte’ é aproximada da experiência do vazio, de uma espécie de retraimento em relação à exteriorização das formas, que permitirá a relação com os processos de queima e destruição. A morte aqui não se reduz à morte física, mas se traduz no desprendimento em relação às formas, na familiaridade com a 'não-forma’. A cultura que cultiva a vida não é portanto aquela que torna a 'vida’ um valor absoluto, que investe na vida como permanência, engessando-se num dualismo cujo outro pólo é representado por uma morte ameaçadora , que deve ser esconjurada. A morte aqui é inclusa não só como momento necessário de dissolução do corpo, mas como experiência da transição entre estados e formas, relação com o não-manifesto, o ponto zero que contém em si todas as virtualidades, o 'entre’ que possibilita todos os movimentos.”
___Artaud
maio/junho/julho/agosto/2017
Refletir sobre a juventude é observar atentamente as questões comuns a esta fase da vida. No período em que se encontram transformações de ordem fisiológica e sociológica, dada a aquisição de novas responsabilidades e formas de se relacionar com o mundo, os conflitos pessoais tornam-se bastante comuns.
eu, pequena. ELES, GIGANTES.
Minha primeira vez. Achei que eles iriam me engolir. Me senti___________ pequena (nunca o significado do meu nome fez tanto sentido). Lá estava eu no meio de GIGANTES. Corpos mais E S P A Ç O S O S que o meu. Entre vozes mais ALTAS do que a minha. Eles não me enxergavam. Mal comecei e já não sabia o que fazer. Nenhuma ação minha parecia suficiente naquele dia. Eles não me davam atenção. Não conseguia fazer com que me dessem atenção. Proposição de jogo. “Toquem atrás do joelho do colega sem deixar que ele te toque”. Vou junto. Poucos estão interessados. Muita conversa.
Angústia com vozes que não se calam.
(sufocamen)
Segunda tentativa de atividade: proponho que em duplas, cada um modele o corpo do colega como se fosse uma escultura. Risos.
>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>me sinto intimidada<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<
Tô
ca
indo
L
E
N
T
A
M
E
N
T
E
...
Os olhos da Pam me encontram. Em silêncio ela diz “vamos juntas”. Sinto de novo o chão sob meus pés. Ela conduz o resto da aula. Observo e sinto meu corpo encolher a cada minuto que passa. Vou desaparecendo e, no fim, sinto que sou apenas um punhado de p o e i r a
que se acumulou no canto da sala.
terminei o dia pensando que poderia ter sido pior. não me sinto pronta. não me sinto preparada. não me sinto.
22/05/2017