Blame it on the alcohol | P.O.V
Assim que Pethunia foi embora daquele jeito, meu mundo desabou. Não tive forças nem para terminar de me vestir, fiquei daquele jeito mesmo, de cueca. Me joguei no sofá e automaticamente comecei a chorar. E juro, eu nunca tinha chorado por uma garota antes. Na verdade eu quase nunca chorava, nem me lembro da última vez que isso aconteceu. E aquilo era tudo meio novo para mim. Para falar a verdade eu não estava entendendo nada. Então simplesmente abri uma cerveja e em poucos goles acabei com ela, me afundando em pensamentos. Eu tinha errado e estava consciente disso. Mas o que Pethunia não sabia era que eu tinha boas intenções, tinha uma surpresa para ela, por isso fiz aquilo. Eu ia dando dicas que seriam obedecidas por ela, até ela achar um objeto, e então eu ia pedi-la em namoro. Mas não deu certo, fodi com tudo outra vez. E agora ela estava brava comigo. Mas apesar de tudo, um ponto positivo(se é que pode ser chamado assim) teve. Eu percebi que estava muito apaixonado por Peth, mas mais que isso, eu estava amando alguém pela primeira vez na vida. Amando de verdade. E agora eu não iria desistir de tê-la para mim. Eu não parava de chorar e beber. É, eu tinha voltado a beber exatamente do modo que fazia antes: se passasse por alguma dificuldade, lá estava Will enchendo a cara. O velho Will estava de volta. Bebi uma, duas, três, cinco cervejas. Depois parti para a vodka. Uma, duas, três, sete doses. Eu já não estava me aguentando. Só chorava(e a dor emocional só crescendo com a ajuda do álcool), quando de repente, tudo apagou, ficou preto.












