The hope for us -- Uma fancic sobre Divergente por C&C
Okay, tenho que admitir que a Misa mexe comigo, mas não tenho certeza, ela é muito quieta, e não é muito inteligente, mas é bonita, e forte, quando foca a força nos braços, é claro.
-- Se você focar nos braços e nas pernas vai ficar mais firme e mais forte ao mesmo tempo. – Eu expliquei.
-- E se me atacarem na barriga? – Ela perguntou.
-- Você tem que aprender a se defender. – E então ela desferiu um chute na minhas “zonas baixas” cara, como aquilo doeu. – Por que você fez isso?!
-- A atmosfera da Audácia faz isso comigo, fora que “ EU TENHO QUE APRENDER A ME DEFENDER” – Ela disse imitando perfeitamente minha voz.
-- Desculpa, eu não achei que você fosse tão estressada.
-- Eu não to estressada, eu to calma, até demais.
Não sei qual a definição doentia de “calma” dela, mas não queria descobrir a de irritada, e então o Eric disse:
--Vamos animar isso aqui, primeira puladora! – A Tris se apresentou – Ultima puladora! – Molly, e , ai meu Deus!, Aquela garota era um mostro, ela era grande e tão forte quanto um homem – Vão para o ringue e lutem! Agora, quero a Misa e o Peter.
Eles foram para o ringue, a Misa era magra e alta, o Peter era forte e de estatura mediana para um homem, o que fez a luta parecer injusta, mas acho que ele não se importaria de lutar com qualquer um naquele lugar, ele subiu no ringue e a Misa o seguiu.
-- Misa, Peter, sabem o que fazer não é? – Eric disse. Havia um pouco de sadismo em sua voz.
Eric era um sádico e hipócrita, ele gostava de ver o sofrimento dos mais fracos, aquilo era ridículo, até por que, o Peter tinha mais ou menos 1,75 a Misa não era muito menor, mas era bem mais magra, até para uma garota, e então a luta começou.
O Peter desferiu um chute na perna direita da Misa, depois um soco na barriga, ela não conseguiu se defender a tempo, o soco foi muito forte, o sangue correu da boca da Misa, vê-la indefesa daquela maneira me irritou muito, mas o Peter gostou muito, deu outro soco, só então percebi que a Misa estava olhando para mim, os longos cabelos estavam soltos e caiam sobre o rosto de uma forma quase dramática, ela estava esperando orientações, então:
-- Foca na barriga! – Eu gritei e ela ficou firme e reta mesmo com a dor, o Peter se curvou quando a Misa desferiu um chute em sua barriga, e depois outro no seu rosto.
-- Seu estúpido idiota, nunca mais me toque, ou vou te bater até que você chame a sua mãe alto o suficiente pra ela escutar! – Ela gritou enquanto batia mais no que restou do Peter.
--Parem! – O Quatro gritou enquanto corria para parar a luta, só então eu percebi que o corpo da Misa exalava ódio, seus músculos estavam rígidos e suas veias alteradas, e seus pulsos socavam o Peter com tanta rapidez que ele desmaiou, por sorte quase ninguém se importava com a luta, parece que a luta da Molly e da Tris estava mais interessante, mas ver a cara do Peter ao levar aquela torrente de socos da Misa seria o assunto da semana se a Tris não estivesse inconsciente no ringue ao lado.
Quatro carregou a Misa para fora do ringue e foi ajudar a Tris. Eu segurei a Misa com a ajuda da Paige e a carregamos até o dormitório. Depois de meia hora deitada na cama resmungando besteiras no sono, após tomar uns calmantes, a Misa acordou.
-- Eu consegui acabar com o Peter? – Ela perguntou com a voz embolada.
-- Em parte sim, mas o Quatro o levou para a enfermaria – A Paige explicou.
-- É realmente uma pena sabe...ele merecia umas boas noites naquelas macas – Ela disse e voltou a dormi.
Enquanto ela dormia eu vi uns papeis debaixo do colchão dela, puxei e vi uns desenhos feitos a mão, ela balbuciou algo como “contanto que...” e se calou, eu não entendi mas foi isso, os desenhos eram muito bonitos, uns eram coloridos e outros tinham um degrade de preto a branco. Então ela realmente acordou, as garotas nem perceberam que eu via os desenhos, mas assim que ela abriu os olhos gritou:
-- O que você pensa que esta fazendo seu idiota?! – Ela levantou como se nem a dor pudesse impedi-la de tomar os desenhos de mim, deixei eles sobre a cama no exato momento em que ela me acertou com um soco e um chute na barriga, acho que ela gosta de bater na barriga dos outros, mas aquilo realmente doeu.
-- Eu só vi isso embaixo da cama e resolvi ver o que era – Eu disse ainda curvado pela dor.
-- Você não deveria ver aquilo! – Ela rebateu.
Um vento soprou dentro do quarto e a pilha de desenhos voou, pude ver dentre os papeis um único desenho que não havia visto antes: Um casal aos beijos, no entanto, as cores escuras se dispersavam em corvos abandonando apenas a garota sozinha no papel... O que aquilo significaria? Prometi a mim mesmo que descobriria depois, por que agora eu estava levando outro soco da Misa bem na cara. Desmaiei, me senti sendo carregado até a enfermaria, e tive um sonho, eu estava sozinho na Fossa, com a Misa, nós estávamos no ringue, pensei que fosse morrer se ficasse sozinho com a Misa num ringue, mas invés de me bater a Misa caminhou delicadamente até mim e disse:
-- O que esta esperando? – Ela parecia muito desesperada para alguém que caminha com tanta delicadeza.
-- Eu não sei. Eu deveria esperar algo? – Eu estava flertando com ela? Sim, havia um pequeno flerte na minha voz.
-- Que tal não esperar? – Ela parecia mais calma.
E então percebi que havia uma corda em suas mãos. E atrás dela, o Eric segurava a ponta da corda.
-- Olá garoto, gostou do meu bichinho de estimação? – Ele era mesmo um sádico.
-- Ela não é seu bichinho! – Por alguma razão aquilo me irritou.
Ele caminhou até ela, e beijou seu pescoço, a Misa claramente tinha nojo dele, ela sussurrou “socorro” e por alguma razão ainda mais desconhecida eu corri até o Eric e o soquei, no rosto, o sangue correu, ele veio em minha direção e ao chegar bem perto sussurrou no meu ouvido:
Não sei de onde surgiu uma faca na minha mão e eu a enfiei no peito do Eric.
Então eu acordei. A Misa estava de joelhos ao meu lado na maca da enfermaria.
-- O que? O que você pensa que esta fazendo? – Eu perguntei assustado.
--Você que estava me chamando – Ela diz, com uma das sobrancelhas arqueada.
-- Eu não te chamei...—Chamei?
-- Sim chamou, e disse que eu era sua – Ela disse mais com um tom de interrogação e com bochechas coradas.
-- Por que eu te chamaria num sonho?
Não sei exatamente o que a fez agir assim, mas ela me deu um tapa na cara, e saiu.
Me levantei fui até a Fossa, onde todos estavam treinando,então o Eric gritou:
-- Todos prontos? Teremos uma diversão diferente por aqui hoje – Ele disse com o mesmo sadismo de costume.
Não sei por que, mas depois daquele sonho eu passei a ter uma raiva particular do Eric. Por alguma razão eu me importava com a Misa...?
Nós corremos até o trem, e quando pulamos Paige ia caindo, eu a segurei pelo braço, e a puxei pela cintura, quando ela conseguiu subir, vi que estava olhando para a Misa, então ela disse:
-- Vamos fazer um pequeno teste.
Então me abraçou e fez uma voz fofa enquanto dizia:
-- Obrigado Josh, eu poderia ter caído se não tivesse um cavalheiro como você por aqui! – O que ela estava fazendo? – Ela ta olhando? – Paige perguntou se referindo a Misa.
-- Ela ta a fim de você cara, você ainda não tinha notado? Ela só olha para você o tempo todo.
-- Ah, meu caro, você não sabe nada sobre garotas né?