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parte #0
En la tierra se esconden los secretos, y escarbando encontré mis raíces. Las constelaciones se reflejan en mi cuerpo, y no se de qué lado del espejo me encuentro.
Un hombre se incendia, pletórico ante el viento que lo consume o lo apacigua.
No hay trazas en el desierto para el viaje del perdido.
Bailar con los ojos, pensar con el cuerpo, amar con la mente, despertar de la muerte.
A Casa Possuída - Capítulo 1 - A Tortura Mental
Os dias então se passaram...ninguém na casa comentava sobre o assunto. Era um domingo feliz, raro, pois fazia calor, em meio àquele inverno. O filho mais velho brincava na beira do rio, Joana tentava em vão ensinar a Marta sobre os deveres da mulher com o marido, a caçula engatinhava atrás de uma bola de meia envolta das duas. João tentava sintonizar o radinho que ganhou no natal passado, mesmo sabendo que era em vão, pois morava no meio do nada. Enfim, parecia um domingo comum, cada procurando se distrair como pode. Mas somente parecia... De repente, na pocilga perto da casa, o barulho dos porcos estavam aumentando além do normal. "Pronto." Pensou João. " Tem onça lá!". Ao se aproximar, viu os porcos grunhindo uns para os outros. De repente lançaram-se um sobre os outros ferozmente, era uma carnificina, um porco mordia e chutava o outro sem parar, era sangue pra todo lado, em vão ele tentava separar os porcos. Assistindo a loucura, atônito, João viu somente um porco restar em pé e este olhava para ele. Estava em estado deplorável o porco, sem uma das orelhas com um rombo enorme em sua vísceras expondo-as. Um dos olhos parecia querer saltar das órbitas, estava todo vermelho de sangue sob o pequeno monte de cadáveres dos outros porcos. Parecia vitorioso, parecia sorrir...João não acreditava em toda a cena que presenciou. Então o porco soltou um grunhido ensurdecedor e caiu morto. Ao olhar para chão se viu dentro de uma poça de sangue, percebeu que uma imagem estranha estava formando nela...e não era a dele. Viu o imagem de Chiquinho, seu algoz de dias atrás, estava sorrindo. Com muito medo, olhou pra cima e não viu nada, o mesmo aconteceu ao analisar a sua volta, ao se voltar para a poça a imagem do garoto desapareceu, via somente a sua. Viu então o filho mais velho vindo correr de encontro ao pai chorando, mudo de susto o garoto as lágrimas puxava ao pai de encontro a amoreira. Ao chegar a mesma ele viu uma cena que, certamente, jamais iria esquecer...
E... o que ele viu? Um corpo...Aonde? Alguém veio e se enforcou do nada na amoreira, devido ao sol estar ao oposto João teve que se aproximar aos poucos, devidos aos fatos recentes, com muita cautela...lá estava seu amigo, talvez único, Ramiro o conhecera quando criança. Quando João ainda moço, o conheceu, Ramiro era filho de Ronaldo, dono da única venda das redondezas, de lá pra cá tanto Ramiro quanto João passaram muitas dificuldades, ambos sempre se ajudando e aparando.
Quando João herdou um pouco, das enormes terras, em meio aos 14 irmãos, obviamente, parecia pouco. Devido as dificuldades do amigo, o contratou como capataz.
E lá o viu, enforcado no galho mais alto da imensa amoreira, devido ao tamanho susto, mal via ou envolta ou ouvia o grito de sua mulher e filhos. Joana a contraparte via o marido se aproximar da amoreira totalmente absorto ao mundo exterior, vago, como um meteorito no espaço desde a origem da existência, procurando um lugar ou local pra se arrebentar, com se tudo nunca tivesse existido.
Era seu amigo de fato, mas havia algo que não se encaixava exatamente na descrição, e lá foi João periciar o corpo, para desespero de seus entes queridos...
Ao se aproximar do corpo, João foi afastado pela esposa, de forma desesperada se afastou...pela primeira vez viu que a vida de sua família estava ameaçada. O corpo estava lá estirado com uma corda na amoreira, a família observava da janela sem saber o que fazer.
Eram seis horas, o corpo começava a se mexer, entraram em pânico. Do corpo eram emitidas risadas...incessantes e cada vez mais intensas. De repente " Ramiro" rompeu as cordas e caiu em pé no chão, virou a esquerda, a família estava paralisada de medo, pareciam estátuas.
Para variar, os cachorros latiam, o galo cantou. Rumou então para as matas da propriedade e lá sumiu embrenhando em meio às árvores...viram uma pequena luz vermelha aparecer quando entrava no breu.
Então João via que precisava ir a casa do amigo ver se era ele e se estava bem...mas e a sua família como poderia ficar só sem sua proteção? Aquilo lhe cheirava a truque...
A noite chegava, o tempo mudou, nuvens negras e enormes pairavam sobre eles. A chuva caia forte e com muitos relâmpagos. A casa em breu total devido à falta das lamparinas. As crianças choravam, a mãe chorava. Excetuando-se por Marta e João que ficavam calados e dispersos. Por um lado, João planejava uma maneira de ir ter uma conversa com seu amigo sem abandonar sua família.
Era alta madrugada, a tormenta caía forte, só faltava derrubar o velho casebre. João estava acordado encostado num canto perto da porta, se alguém estivesse acordado veria em meio ao escuro uma ponta vermelha dançando no ar, era o cigarro de palha de João que o seguia perdido em seus pensamentos.
Amanhecera, a chuva diminuía, ele não havia pregado olhos, para ele havia valido a pena, lembrara de uma maneira de chamar seu amigo sem que precisasse ir atrás dele. Precisava por seu plano em prática, e tinha que ser agora, antes que aquele inferno recomeçasse. Meio grogue devido a noite em claro foi em direção ao seu quarto onde sua esposa e filhos dormiam.
Chegando lá, olhou para eles, viu que algo estaria errado, a esposa dormia abraçada a Marta, o mais velho estava em outro canto da cama, mas a menor...não estava entre eles, João despertou na hora devido ao susto, a procurou pela casa toda e nada, afinal, por ter dormido fora de seu berço, podia estar engatinhando pela casa.
Não a achava em parte alguma, quando resolveu acordar a esposa, viu um coisa pequena se mover atrás da cortina da sala, ao olhar percebeu que sua pequena filha flutuava dormindo.
Com ódio nos olhos e muita coragem João disse:
- É hoje que será seu fim demônio...
João esperou o dia todo, até que a chuva parasse. Já a noite resolveu por seu plano em ação. Pegou toda palha e feno que encontrou jogou alcool e tacou fogo. As chamas estavam até mais alta que a casa. Dava pra vê-la a quilômetros de distância.
Mas porque ele fez isso? É o seguinte, quando criança e devido ao tempo João e Ramiro se comunicavam por sinais de fumaça, pra vocês verem como um MSN fazia falta naquela época.
As chamas também iluminavam a casa toda, algo que certamente tranquilizou as crianças e sua mulher. Chiquinho estava escondido a uma boa distância da casa, pensara que o homem enlouquecera, seu plano estava funcionando. Mas sabia ele que aquele fogaréu todo era um pedido de socorro e a confirmação que seu amigo estavam bem.
Passou-se longos minutos, até que a nordeste no sopé de um morro, a cerca de 7 quilômetros da casa, outra chama se erguia mais branda, era sinal que Ramiro estava bem e que logo ele e seus outros amigos chegariam para ajudá-lo. Mal sabiam o que o esperavam lá...
Chiquinho então estranhou aquele fogaréu adiante, percebeu que foi enganado. E enganado por um humano, quanta humilhação. Agora seu plano seria executado de forma rápida, imprevisível e cruel. E ele resolveu começar naquele momento, antes que, seja o que fosse aquela chama de resposta, resolve agir...
O breu literalmente tomava conta da casa, Chiquinho vingativo resolvera agir...
Continua na parte 1.1!