Transitoriedades
“Há beleza nas inconstâncias: nas verdades que jurávamos eternas e que o tempo desfez com delicadeza; ainda assim, não nos cabe o arrependimento, pois até os enganos iluminaram o caminho que percorremos.”

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Transitoriedades
“Há beleza nas inconstâncias: nas verdades que jurávamos eternas e que o tempo desfez com delicadeza; ainda assim, não nos cabe o arrependimento, pois até os enganos iluminaram o caminho que percorremos.”

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versão FADO - letra melhorada
VERSO 1 (Strophe A)
(calmo, íntimo, voz mais próxima do microfone)
Quando eu era pequeno e a chuva caía, Soltava barquinhos no espelho do chão; E o sol, quando voltava, trazia Meu velho batel noutra direção.
VERSO 2 (Strophe B)
(entra leve percussão, violino tímido, progressão harmônica começa a abrir)
O tempo avançou — e eu ainda subia, Contando as estrelas no alto do céu; E a lua, tão branca, surgia, E a minha alma corria ao léu.
PRÉ-CHORUS
(crescimento emocional, cordas entram macio, melodia sobe)
E hoje eu vejo, no brilho da água, Nos sonhos que o vento tentou me levar…
(última linha segura a tensão, preparando o refrão)
CHORUS (Refrão)
(aberto, com mais instrumento, melodia larga, fácil de cantar — esta é a parte onde você finge que nasceu artista)
Todo o meu ser, toda a minha vida, Numa vontade quase desmedida, Ia navegando sem rumo no mar… Num barco frágil, leve, impossível, Buscando um porto manso e invisível, Que só existia se eu quisesse inventar.
VERSO 3 (Strophe C – mais curto, pós-refrão)
(tira parte dos instrumentos, volta o foco na voz)
Agora percebo que cada esperança Era só um reflexo daquilo que eu sou; Barcos e estrelas, pura lembrança, Do que o meu peito nunca encontrou.
PRÉ-CHORUS 2
(sem mudar letra, mas com variação melódica ou harmônica)
E hoje eu vejo, no brilho da água, Nos sonhos que o vento tentou me levar…
CHORUS (repetido)
Todo o meu ser, toda a minha vida… (etc.)
BRIDGE (ponte)
(quase falado ou mais lírico; atmosfera world + cordas; momento “olha como eu sofro com elegância”)
Se o tempo me chama ao regresso, Deixa eu ficar onde posso sonhar. No fundo do mar mora o que eu peço, No fundo de mim — onde eu não sei entrar.
(pausa dramática, porque claro que você quer.)
CHORUS FINAL (variado)
(última frase com melisma fadista, harmonia mais expandida)
Todo o meu ser, toda a minha vida… Ia navegando sem medo de ir, Num barco frágil, leve, impossível, Que ainda insiste em querer partir.
NOVA VERSÃO, MAIS AJUSTADA.. LITLE PAPER BOATS When I was young and the rain came down, I played and set paper boats to sail. And when the sunlight broke through the clouds, I saw, far off, still drifting—my Batel.
(Clima suave, guitarra limpa, tecladinho atmosférico. Voz baixa, quase lembrando.)
VERSE 2 (Estrofe 2)
As time went on, I would watch the stars, The quiet lights shining over me. And when the moon slowly climbed the sky, My soul felt free in the dark of night.
(entra leve bateria marcando no aro, baixo deslizando — preparando o lift.)
PRE-CHORUS (Pré-Refrão)
And now I feel it deep inside… When those small boats touched the water…
(Sobe tensão, guitarra com delay, bateria abre prato leve.)
CHORUS (Refrão)
My life, my dreams, all I have been, Were reaching for the trembling stars… And every part of me was sailing, On a boat made only of illusion.
(Aqui é refrão grandão: cordas, backing vocals.)
BRIDGE
Oh—let the waters carry me, Back to the child I used to be… Where every dream set out to sea, In a boat of pure illusion...
Vocal eMusica gerasom.ia
Aqui vai a musicalização, em ritmo sertanejo (rancheira - Mexicano), do poema "Duga", de autoria de meu pai, Nêodo Noronha Dias Era um cachorro, Pequeno, vivaz Que corria atrás de borboletas E latia sorrindo nos quintais.
Trombava nas samambaias Rolava no capim Gania e latia pedindo leite Dormia e se coçava no sonho Despertava bocejava E voltava a traquinagem canina Correndo atrás de borboletas Grande e pequenina
[Refrão]
Dunga era um ser feliz Nem parecia cachorro Parecia alienígena Alienígena de outro mundo (Alienígena de outro mundo) Como parecia dizer O azul do seu olhar profundo.
[Tristeza Verso]
Dunga morto. Não pude entender Como uma.vida tão intensa Pudesse fenecer.
[Exitação verso]
Mas no céu uma estrela Deu um salto E eu quis crer que fosse o Dunga, O Dunga lá no alto Caçando estrelas E, sua doce e tola Mania de perseguir ilusões...
[Refrão 2x] Letra de Nêodo Noronha Dias Música e voz por IA - gerasom.com use o LINK para criar a sua também!
Novidades do Projeto. Ouçam no episódio de hoje.... #poetas (Neodo Junior)

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(Neodo Junior) últimas notíciais sobre o Projeto de Publicação do Livro de Poesias de meu pai... segue o fio...
(Neodo Junior)
Ano Velho
Adeus ano velho! Também tu passaste por minha vida amargamente triste. Tu, de ilusão, minh’alma alimentaste e ao coração meu tu também feriste.
Adeus ano velho! As ilusões vividas, as mesmas ilusões que inspiraste, jazem todas mortas e perdidas, desde que tu, ano velho, me deixaste.
O ano novo vem, abro os meus braços, a fim de esquecer todos os fracassos, todas as dores, ilusões e desventuras.
Adeus ano velho! Bebo à tua morte. Pois se tu ontem eras minha sorte, hoje representas: amarguras!
(Neodo Junior) Noite de Natal
A noite é bela, d’uma estrela, o brilho ofusca-me o olhar magoado em dores. A terra toda enfeita-se de flores para saudar Jesus, de Deus o filho.
Véspera de natal; no céu um trilho luminoso de um cometa, milhões de cores despencam pelo céu. Canções de amores a terra canta alegre em estribilho.
É meia-noite, os sinos da capela tangem docemente e é tão singela aquela rosa vermelha do portal,
que me parece ter vida, ser contente, meu Deus, parece até que ela pressente ser hoje a grande noite de natal!