Texto de Sophia para as Blogueiras Feministas. A visibilidade trans está em situação emergencial. A visibilidade política da comunidade trans pode ser recente, mas esta ameaçada assim como a vida …
06/06/2016 - Sophia
Obs: Cliquei no texto pensando em ver uma análise sobre a explosão de artistas trans na mídia, na realidade o texto se propõe a falar sobre a visibilidade das mortes de pessoas trans e sobre feminicídio (p/ refletir: movimento transativista se apropria do “feminicídio” e cria o chamado “transfeminicídio”).
EPÍGRAFE P/ SUBCAPÍTULO: É a mesma dominação que quer mandar em nossos corpos: alguns pra cozinha, outros pra senzala e outros pras esquinas. Infelizmente muitos para o cemitério.
A visibilidade trans está em situação emergencial. A visibilidade política da comunidade trans pode ser recente, mas esta ameaçada assim como a vida de mulheres trans e travestis está acentuadamente mais em risco em 2016. Com apenas 19 dias de 2016, mais de 50 mulheres trans e travestis foram assassinadas. [...] Ao que parece, enquanto a sociedade por um lado se volta para as questões de gênero, tornar visível esta população também torna visível o número absurdo de mortes. [...]
As mulheres trans e travestis morrem por significar mais que só uma transgressão de gênero, mas um corpo representando o tão odiado feminino. [...] (LEMBRAR DO VÍDEO SOBRE BRANQUITUDE EM QUE ROSA FALA SOBRE PATRIARCADO)
Pessoas trans as vezes são usadas como símbolos, além de objeto. São mortas como símbolos também: corpos expostos em lugares públicos, nuas, mutiladas quase que ritualisticamente, torturadas como quase que para mandar uma mensagem: “Que ninguém ouse abdicar do ser masculino e sua superioridade”. [...]
As mulheres e travestis mortas em 2016 não eram só trans: eram trabalhadoras, prostitutas, negras, periféricas. Suas mortes não são “só mortes trans”. E nos informam que sim, estamos vivendo no país mais transfóbico do mundo, e devemos lembrar disso, mas também que este é um país do feminícidio, do genocídio da juventude negra e racismo, da putafobia, etc.








