Por algún motivo tengo una cara de pervertido que no entiendo... #Morbidos #Encallados #PeroSiempreDIGNAS
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Por algún motivo tengo una cara de pervertido que no entiendo... #Morbidos #Encallados #PeroSiempreDIGNAS

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a deliciosa sensação de quando seus lábios estão ressecados e você lentamente esboça um sorriso e sente como se eles estivessem rasgando aos poucos, um prazer morbido mas não deixa de ser um prazer
Acordei com gosto de sangue na boca. Minha garganta seca arranhava quando eu tentava respirar, ou engolir. Assustada pelo sangue e por não conseguir respirar, abri os olhos e me levantei em um pulo, correndo diretamente para o banheiro. Quando olhei meu reflexo no espelho percebi que não havia nada de errado em minha aparência, exceto pelas olheiras. Fora um sonho? Abri minha boca em frente ao espelho e não encontrei vestígios de sangue, e nem de algum machucado que poderia tê-lo causado. Procurei me acalmar e me concentrar, e foi quando me vi em pânico. Minha respiração ainda estava dolorosa e o gosto de sangue ainda impregnava minha boca. Fechei os olhos em desespero e comecei a chorar, fazendo orações e pedindo para que eu acordasse e isso passasse. Nada aconteceu. Era como se estivesse presa em um pesadelo sem fim. Minha respiração foi piorando assim como o gosto de sangue. Agora podia sentir o líquido quente em minha boca. Deixava-o escorrer por meus lábios para não ter que engoli-lo. Ainda chorando, comecei a me afogar e o ar não chegava mais aos meus pulmões. Fui vendo a parede do banheiro perder a claridade, minha vista escurecia aos poucos. Então fechei meus olhos e aceitei o que viesse a partir dali. Quando os abri, vi que estava no meu quarto. Foi um pesadelo, real, e sem sentido. Estava quase aliviada quando percebi que minha boca ainda estava molhada de sangue, e ainda lutava para ter poucas dosagens de ar. Olhei para os o lados e vi o sangue no chão, e percebi que estava meio deitada, meio sentada, no meio dele. Era de fato, meu sangue. Foi nessa cena que me lembrei o que havia acontecido. Não foi apenas um pesadelo sem sentido, foi um delírio que tive enquanto morria. Quando percebi, fiquei em paz. Eu havia criado coragem para acabar com todo esse tormento. Eu havia me matado.
Contos Embriagados.
A rotina atinge desde a ponta do pé há os meus pensamentos morbidos !
Lembrete de Morte.
Eu ainda sinto a sua falta. Todas as noteis eu acordo na madrugada, me sento no sofá, e fico relembrando de como era ter você por perto. Sinto a dor de te perder remexendo-se no meu peito, enquanto eu me pergunto porque te tiraram de mim. Sabe, o pior disso tudo é saber que não foi minha culpa, e muito menos sua. É saber que nós não queríamos isso, e que não fizemos nada para que isso acontecesse. Mas mesmo assim outros vieram e tomaram de nós o mais precioso… Nosso amor.
Eu me deito na cama, bem naquele lugar que você costumava ocupar, e deixo minhas lágrimas escorrerem enquanto eu me aperto à alguma camisa sua. Já não lembro quando foi a última vez que dormir, mas me lembro de acordar abraçada à aquela sua camisa branca que eu tanto gostava que você usasse. Lembro de estar toda molhada, não sei se de suor ou lágrimas, e de estar com uma dor de cabeça devastadora tanto quanto a dor que estava sentindo no peito.
Durante o dia só consigo sentir uma coisa: Revolta. Me sinto completamente revoltada com todos a minha volta. Os nossos antigos amigos, os nossos pais.. Todos fingem que nada aconteceu. Insistem em seguir com suas vidas como se isso não precisasse ser resolvido e entendido por cada um de nós. Eu simplesmente não acredito que eles sintam a sua falta. Se sentissem, fariam algo. Ou estariam no mínimo tão revoltados quanto eu. Mas minha principal revolta é com eles.. Aqueles que nos mataram, que tiraram tudo de nós. Eles, se eu pudesse, mataria lentamente e da forma mais cruel o possível. Queria que eles sentissem cada gota de dor e sofrimento que fizeram você passar. Eu queria me vingar. Na verdade, eu queria vingar você. É frustante saber que você não está aqui para fazer isso. Para se defender.
Meus dias se resumem nisso.. Revolta e pensamentos sobre como acabar com esse ciclo estúpido que todos nós vivemos. E durante a noite… Ah, durante a noite é que meus pesadelos ocorrem. Sua falta vem avassaladora. A tristeza que me banha quando vou me deitar é completamente envolvente. É como se você não pudesse nega-la ou afasta-la, só abrir a porta e aceitar sua visita. E mesmo que tivesse como impedi-la de me dominar, não tenho forças para isso. Eu me tornei fraca.. Mais fraca do que sempre fui. Eu só fui forte em um único momento da minha vida: Quando você segurou a minha mão, e disse que acreditava em mim. Você me deu a confiança que eu nunca tive, e a força para ir atrás do que eu acreditava. Depois desse eu nunca mais fui a mesma, e você nunca mais saiu do meu lado. O que eu não tinha percebido, era que você era a fonte. A minha fonte de tudo, força, confiança, vida, amor e magia.
Agora que você está longe tudo se foi. Sou só uma casca vazia sem você. Preciso de você para me completar. Preciso de você para ter minha vida de volta. Eu conto cada segundo dos meus dias para que chegue a hora que eu te encontrarei de novo. Sei que não é possível e que eu não deveria cultivar esse hábito. Mas a esperança é o único sentimento positivo que ainda me mantém viva. Seria drástico se tudo que me sustentasse fosse sentimentos ruins e dolorosos.
Você sabe mais do que qualquer pessoa o quanto é torturante ver sua vida se tornar escuridão. Ver sua alma ser preenchida pela escuridão, e sentir cada gota dela contaminar tudo que existe em você, desde pensamentos até o seu espírito. Todos os meus dias se tornaram catastróficos sem você. E no final das contas, e só vim aqui para dizer uma coisa: Eu sinto a sua falta, e sinto falta de mim também. E eu não posso ignorar o fato de que, agora que você se foi, eu estou morta.

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Contos mórbidos.
Meu olhar era tão fundo que parecia que estava olhando para dentro do meu ser. Minha olheiras eram profundas e marcavam meu rosto de uma forma assustadora. Parecia que eu não dormia a dias, e realmente, não dormia. Parado olhando para o tempo, sem nenhuma expressão e nenhuma força para viver. Foi quando ela me encontrou e piedosamente começou a conversar comigo. - Tudo bem?
Voz doce como mel, e olhar preocupado. Parecia sincera, e meiga. Não sei porque uma pessoa assim se aproximaria de um ser moribundo de olhar deprimente igual a mim. Piedade, compaixão.. Não sei o que a fez conversar comigo. Pensei várias vezes na resposta enquanto olhava seu belo rosto me avaliando preocupadamente. Com muito esforço eu conseguia ver um brilho de sinceridade no seu rosto. Não que ela estivesse se esforçando para parecer sincera, minha capacidades de observação e percepção que haviam sumido aos poucos. Logo soltei se nenhuma vontade uma resposta seca: - Não. Por que haveria de estar?
Ela se assustou. Vi pelo canto do olho sua expressão mudar, e percebi que no fundo ela se chateou com a resposta. Sensível, era só o que me faltava. Por que diabos alguém sensível, doce e sincera viria conversar comigo? Soltei um suspiro de desinteresse, e novamente vi pelo canto do olho sua reação. Vi que ela havia se incomodado com meu desinteresse. - Estou incomodando, não é? Quer que eu vá embora? - Tanto faz… Por mim tanto faz. - Só queria saber o motivo de estar assim..
Disse com olhar triste e longe. Já não me encarava mais. Acho que me olhar frio e morto a havia assustado. Melhor assim, logo ela me deixaria e eu poderia voltar ao meu pesadelo interior. - Por que eu não deveria estar? -Rebati a pergunta. - Porque você está respirando e seu coração está batendo. Agora só falta você abrir os olhos e começar a viver. - E o que na vida me aguarda? Não tem nada… Nenhum sonho, nenhum objetivo.. Nada. Tudo se foi, não tem mais sentido. - Me irritei. Não queria conta-la nada, mas parecia ser o único jeito de me livrar daquela perguntas. - E o que aconteceu para tudo se esvair? -Perguntou curiosa e preocupada. - Ela se foi. Eu a perdi. E ela era tudo pra mim… Ela foi e levou minha vida com ela. Só tenho a carcaça do meu ser. - Se ela era sua vida, porque não foi atrás dela? Por que a deixou ir? - Eu fui, mas me impediram. Eu não consegui. - Me senti muito mais vazio do que antes, e gelado por dentro. - Como assim? Por que te impediram? E por que não vai de novo, então? - Por que ela morreu. E eu gastei a minhas últimas reservas de forças e coragem na minha última tentativa de segui-la, e eles me impediram.
Novamente, vi pelo canto do olho que ela se assustou. Dessa vez, muito mais do que antes. Pela sua expressão, vi que ela ficou perturbada com a notícia.. Talvez dessa vez vá embora. Me preparei para aquelas duas palavras que eu odeio escutar, e que por sinal foram as que mais escutei nos últimos meses. “Sinto muito.” Como se realmente sentissem. Nessa história, a única pessoa que sente muito de verdade sou eu. Mas como de praxe, ela iria larga-las sobre mim e iria embora. Se esqueceria de mim, do meu olhar, e da minha história.. E eu continuaria aqui implorando pela morte.
- Então faça alguma coisa da sua vida ao invés de ficar aqui esperando a morte. Para que assim você possa pelo menos encara-la quando estiverem juntos novamente. Mostre que pode ser forte, e viva por ela.
Disse nervosa, quase com raiva. Determinada e com a voz firme, me encarou enquanto dizia cada palavra. Estremeci.. E me assustei. Ela conseguiu fazer eu sentir algo. Arrepiei. E me assustei de novo. Já não lembrava de como era sensação de me arrepiar, de estremecer.. e até de me assustar. Eu tinha sentido.. Sentido alguma coisa novamente. Meus olhos transbordaram, e quando virei-me para agradece-la percebi que ela havia ido embora, mas deixou comigo uma pequena dose de esperança para que eu pudesse cultivar.
Os ponteiros do relógio se arrastavam, e a melodia de seu tic-tac era torturante. Estava tarde.. Estava ficando muito tarde. A cada movimento do ponteiro podia sentir uma onda de vida derramar por suas veias e escorrer até uma rachadura no chão, banhando a terra sob ele com o sangue enferrujado da pequena princesa. Olhos bem abertos, arregalados, fixos no relógio que ficava por cima da sua mesinha de desenhos. Escolhia os números em um jogo de sorte, até que se decidiu, assim, subitamente. Meia noite e sete minutos. Pronto, estava escolhido. A hora da sua morte estava marcada, e agora não poderia voltar a trás. O relógio apitou, marcando a virada da noite. Meia noite. Sete minutos para morrer. Sete minutos para viver. Esperou, calmamente. Se aconchegou na cama, afofou o travesseiro, fechou os olhos e respirou fundo. Contou os minutos em sua mente.. Acompanhou os ponteiros do relógio com sua respiração. Meia noite e cinco... Meia noite e seis... Dez segundos. Abriu os olhos e olhou para o teto, contando: Cinco, quatro, três, dois, um... Quem dera fosse tão fácil, quem dera fosse tão simples. Estava acordada, e viva. Respirava. Sentia seu coração bater, sentia sua veias pulsarem seu sangue para cada parte do corpo. Suava, falava, ouvia, sentia.. Ainda estava triste, ainda estava mal. Quem dera.. Quem dera fosse só uma escolha.
Conto da meia noite.
Já fazia cerca de um mês que ela havia me largado. E eu ainda sentia a mesma falta que senti na primeira semana. Andava pelo quarto, pensando, extremamente frustrado. Por que os dias começaram a se arrastar desde que ela se foi? Era tudo muito ridículo, para mim. O que ela tinha de tão especial? O que eu vi de tão especial nela? Estranha, confusa, triste, metódica, depressiva, frágil, pequena, meiga, misteriosa, envolvente. Uma mistura tão estranha que me deixava muito irritado e preso, ao mesmo tempo. A campainha tocou e interrompeu meus pensamentos. Desci correndo e abri, provavelmente seria minha mãe chegando do trabalho. Mas me enganei… Era ela. Fiquei completamente paralisado quando a vi ali, bem na minha porta. Que loucura… um mês sem nem um oi e de repente ela aparece na porta da minha casa. Bem a cara dela mesmo. - Não sei porque vim. - A mesma cara de quem não sabe o que está fazendo. Belo começo.. - Nem eu.. Por que não deu notícias? - Eu precisava de um tempo. Te disse. - Eu sei, mas só uma mensagem não iria te tirar o teu tempo. - Nunca é só uma mensagem. Você sabe. - Por que veio? - Eu te disse: Não sei. Bateu vontade, queria te ver. Queria saber como estava se virando sem mim. - Bem mais divertido, com certeza. -Vi seus olhos encherem de lágrimas.. tinha pegado em um ponto sensível e me senti terrivelmente mal por isso. - Desculpa… desculpa, tá? Eu menti. Eu não to bem. É pior sem você aqui. - Eu sou assim tão entediante? Eu sei que sou fria, e morta, mas eu me preocupo com você. - Eu estou feliz por te ver. Eu senti sua falta. E se quer saber.. Sempre foi a melhor parte da minha vida, do jeito que é. - Obrigada. Mas eu não sou saudável para você. - Sou eu quem escolho o que colocar dentro do coração. Não você. - Tá… Tudo bem. Ficamos em silêncio por quase dez minutos. Mas não me incomodou, era perfeitamente normal ficar em silêncio quando se tratava dela. Eu acabei me acostumando, e ficava observando-a sempre. A presença dela enchia o ar ao nosso redor.. Passava calor, apesar da frieza e da falta de emoção. Não sei porque me apaixonei por alguém assim, mas ela me fascinava. - Vou embora. -Disse enquanto saia pela porta ainda aberta. - O quê? Você acabou de chegar… - Mas já preciso voltar. - Não.. Por favor. De novo não. Por que voltou se não pensava em ficar? - Desculpa. Prometo que não faço de novo. - Fica mais… Por favor. - A vontade de sumir é maior que a de ficar. Me desculpa… E foi-se embora, de novo. O mesmo andar morto, triste e arrastado de sempre. De longe parecia algum enfermo… Alguém extremamente doente. Na verdade… Ela era. Completamente doentia.. E de alguma forma ela tinha me contaminado.
Contos Embriagados.