Que bom rever este perfil apĂłs tantos anos. Poder ver, agora mais madura, e validar meus sentimentos mais profundos da Ă©poca de adolescente. Observar que, mesmo apĂłs tantos anos esses sentimentos, de tĂŁo legĂtimos que eram, continuam aqui em algum lugar. Em menor intensidade (ainda bem), mas ainda estĂŁo aqui. E sĂŁo tĂŁo fortes, diga-se de passagem, que ainda lutam por um espaço maior que o delimitado pelo saudĂĄvel.
Relembrar sensaçÔes nem sempre é confortåvel. Seja pelo fato de serem desconfortåveis ou pelo simples fatos de serem lembranças.
Usarei esse local, esse perfil, esse lugar de fala como um novo diĂĄrio. Pra permitir esse leĂŁo que precisa rugir de vez em quando. Sabe, num processo de autoconhecimento, onde nĂŁo se tem nenhum suporte, a gente acaba percebendo, mesmo que tarde demais, alguns comportamentos e sentimentos que sĂŁo tĂŁo indesejados quanto quando sentimos aquele sentimento que tanto insiste em voltar pra superfĂcie: o de nĂŁo pertencimento e necessidade no mundo. Ă preciso falar, mas quando nĂŁo se tem ninguĂ©m que possa ouvir, ou que seja capaz de entender, internalizamos os piores monstros. Os monstros mais dilaceradores e mortais. Os monstros mais malvados e impiedosos. Os monstros que nĂŁo tem pena de te espancar e chutar enquanto vocĂȘ grita desesperadamente por socorro, um socorro que nĂŁo chegarĂĄ, pelo menos nĂŁo a tempo. Esse lugar Ă© pra isso, pra tentar abrir a porta pra esse monstro. PS: que ele saia e nĂŁo fique a espreita querendo entrar novamente toda vez que ver a porta se abrindo na esperança da entrada de anjos.
Como fazer uma vitamina de banana: sem ĂĄgua, sem leite, sem açĂșcar, sem liquidificador.














