Não era de ficar íntimo de ninguém com quem ficava esporadicamente, principalmente se fossem o que gostavam de chamar de amigos com benefícios. Era amigo, saia com eles, mas intimamente se resumia muito a só a quatro paredes e cama. Geralmente ficava e ia pra casa ou apenas fingia que nada tinha acontecido a pouco e começava a levar numa boa. O problema não era não querer intimidade, mas por encarar aquilo só como diversão, ao contrário do que pensavam, era um cara de namorar e querer algo mais sério e profundo. O problema era achar que algo estava se encaminhando pra algo do tipo. Pensar em ficar numa banheira com alguém era engraçado pra ele, ao ser convidado pelo mais alto ficou uns segundos de cenho franzido pensando no que ia fazer pelado em um espaço pequeno cheio de água se tinham acabo de transar. Não ia levantar mais nada por ali por enquanto. Entretanto a banheira de água quente arrumada pra Matheus e ele não foi negada, decidiu que iria porque estava cansado de negar coisas com o outro e com mais uma noite que passava com o vizinho começou a pensar que oficialmente aquilo não era mais uma coisa esporádica de bêbados, mas também não ia nomear nada ali. De primeira sentou-se de frente pro moreno, suas pernas transpassadas as bem mais longas do outro e tinha os joelhos dobrados. Era uma posição relativamente confortável, ainda que estranha, principalmente pra ele que não era de banho de banheira nem sozinho e chegou a deslizar um pouco com as costas contra a beirada pra que sua cabeça encostasse na quina enquanto alisava do calcanhar ao joelho de Matheus. “— Acho que faz uns anos que não tomo banho assim… Nunca consigo ficar muito tempo parado, chuveiro é muito mais prático… Enfim, espera-” Disse se ajeitando, era uma pessoa inquieta então, ao mesmo passo que quebrou o silêncio instaurado por eles ao relaxar resolveu também quebrar a calma, movendo-se e molhando bastante o banheiro pra sentar-se atrás de Matheus. Se iam ficar assim pelo ia tirar proveito, mesmo que estivesse cansado demais pra algo a mais. Colocou-se de uma forma que o moreno ficou entre suas pernas e depois de esperar ele se acomodar, ajustando a cabeça dele em seu ombro, levou uma mão até o cabelo escuro do mesmo e a livre deslizou livre até o peito do homem. Os dedos leves, mesmo por baixo d'água, até próximo a virilha do mesmo e voltando até mais ou menos a altura do pescoço. Tentou concentrar-se no mover dos dorsos dos dois e suas respirações, o queixo apoiado sobre o ombro alheio pra se esquentar um pouco mais. “— Mas até que não é tão ruim, mesmo com a água esfriando assim.”