Em estado de stand by.
Sempre deixado de lado, guardado em uma caixa invisível, como uma opção para depois — um plano B, um “e se tudo der errado”. Nunca a primeira escolha. Nunca prioridade. Nunca realmente visto. Muito menos lembrado.
O stand by é o último recurso, quase um esquecimento disfarçado de possibilidade. Não é alguém pensado com carinho, nem desejado de verdade — é apenas uma alternativa conveniente.
E, dentro disso, cresce algo difícil de controlar. Um medo silencioso, que se espalha por tudo, consumindo aos poucos. Uma ansiedade quase intangível, mas constante, que insiste em lembrar: talvez nunca seja o suficiente. Nunca o melhor. Nunca o escolhido.












