Ah medo, você é o casulo antigo que não me abriga mais. Depois que aprendi a ter asas, vi que não servia para ficar ai dentro, quando descobri que lá fora havia jardins floridos. Ah medo, você já me sufocou tanto, me fez ficar parada, me deixou angustiada, inventou uma falsa proteção, que na verdade era uma prisão. Ah medo, eu não quero mais te escutar. Aprendi que sou borboleta, nascida para conhecer os ares, arriscar as asas, voar. Medo, eu estou seguindo em frente. E se acaso você vier novamente, que seja para me lembrar, das estradas que passei e quão corajosa você me fez. Pois olhando agora no espelho, eu só vejo a cicatriz nas minhas asas, de quando tentei sair do casulo e você me segurou, mas eu confiei e voei rumo ao desconhecido, e hoje sei que livre eu sou.
Ludmilla Favaro

















