De origem judaica, foi levado para Vernet em março de 1940, na sequência de uma denúncia anónima que o acusava de ser comunista, quando se encontrava refugiado em Paris após ter conseguido escapar, em 1939, à repressão do fascismo em Espanha.
Contexto: Segunda guerra mundial.
Espaço: campo de concentração de Vernet D’Ariège, situado no sul de França. Criado em 1918 para alojar as “tropas coloniais”, serviu a partir de 1938 para dar resposta ao êxodo de espanhóis refugiados da Guerra Civil e, depois, ao internamento administrativo de estrangeiros considerados perigosos para a segurança do estado e da ordem pública, passando a ser um campo repressivo destinado a encerrar “estrangeiros indesejáveis”. A partir de 1942 passou também a servir como campo de trânsito para judeus perseguidos, que eram depois deportados para os Läger nazis.
Narrador: Jacobo, um corvo que deambulava pelo Campo.
Comentário: Brilhante sátira alusiva à guerra e à condição humana. Jacob constata a obvia inferioridade dos humanos perante os corvos, analisando-a, criticando-a e reportando-a sem concessões. Estupidez, fragilidade, irracionalidade, obediência e submissão são alguns dos aspetos que mais o intrigam