Maria LĂdia, Por tudo e tanto (1991) / Parallel Music
âA cantora e compositora Maria LĂdia irĂĄ se apresentar hoje no bar-teatro Maracaibo. LĂdia Ă© natural de SantarĂ©m e começou carreira artĂstica hĂĄ oito anos atrĂĄs, cantando todo tipo de mĂșsica, desde forrĂł, o samba e o blues atĂ© as mĂșsicas consagradas da MPB, de Chico, Caetano e VinĂcios. LĂdia tambĂ©m estudou piano clĂĄssico, mas logo cedo aprendeu a tocar violĂŁo e fazer serestas. Com 17 anos, veio para BelĂ©m e em 1981 começou a canta profissionalmente.
Logo no inĂcio de sua carreira criou a banda âNovo Tempoâ tendo depois participado do Grupo Gema. Passou dois anos tocando no baixo-Amazonas e atualmente faz show Ă s quartas-feiras e sĂĄbado no bar-teatro Chopp & Spetos, acompanhados, acompanhada da Banda Alternativa, composta por Maneschy (violĂŁo & guitarra), Paulinho Assunção (percussĂŁo), TĂ©o (contrabaixo), JoĂŁo Fernandes (bateria) e Maciel (piston) A partir de dezembro ela irĂĄ cantar tambĂ©m no Clube da Esquina. LĂdia jĂĄ se apresentou, inclusive, em vĂĄrios bailes de salĂŁo como Maristas, AssemblĂ©ia Paraense e outros.
No show de hoje no Maracaibo, ela irĂĄ cantar mĂșsicas de sua prĂłpria autoria e de compositores da terra, como Nilson Chaves, Ronaldo Silva e Eloy Iglesias. AtĂ© março ela espera gravar um LP com o patrocĂnio de empresĂĄrios de SantarĂ©m. Em 1984, LĂdia gravou um compacto com mĂșsicas carnavalescas prĂłprias, alĂ©m ter sido ano passado, a autora do samba-tema da escola de samba de SantarĂ©m, âUnidos da Saudadeâ. AlĂ©m de cantar, LĂdia tem ainda cerca de 30 composiçÔes, entre as quais âAi de NĂłsâ; âA SolidĂŁo e a Noiteâ, e âInsinuantesâ, em parceria com Nego Nelson.
Antes de optar pela mĂșsica, ela chegou ainda a cursar trĂȘs anos de Medicina VeterinĂĄria. Agora, no entanto, seus planos estĂŁo totalmente direcionados para a vida artĂstica. Devido ao seu gosto musical eclĂ©tico, LĂdia Ă© capaz de interpretar qualquer tipo de mĂșsica, sendo essa uma de suas caracterĂsticas mais marcantes. Com relação ao trabalho que vem desenvolvendo, ela espera que o pĂșblico local valorize os artistas da terra, prestigiando cada vez mais suas apresentaçÔesâ.
O Liberal de 23 de Novembro de 1989