A SOBRINHA DESAPARECIDA.
Já se completavam anos que Madelaine não recebia uma missão oficial. Nem toda a sua habilidade com luta e armas era o suficiente para superar seu problema com bebida e controlar a raiva. Preferiam deixá-lo no acampamento, para evitar que se machucasse ou ferisse outros. No entanto, quando acordou cedo naquele dia e a sobrinha não estava na cama, arrepiou-se e algo lhe disse que havia uma coisa errada. Caminhou pelo acampamento, falou com campistas, ninguém a viu. O oráculo lhe chamou, e ela havia recebido uma missão. O desespero tomou conta de si, a sobrinha precisava de resgate e ela parecia não ter estrutura para ir sozinha. Nem deveria. @risechaos .
Algumas horas depois, Maddie continuava a chorar e bater as pernas, ansiosa para sair logo dali, mas Quíron pediu que esperasse e chamou em sua fala. Ao abrir a porta, o sentimento de angústia adormeceu por alguns segundos, dando espaço para o ódio ao ver Magnus ali. Não sabia há quanto tempo ele estava, e se aguardava por uma resposta ou já sabia o motivo de estar ali, mas ela simplesmente entrou na sala com todo o rompante, caminhando a passos firmes até eles. “O que ele faz aqui?” Ela perguntou, sem acreditar que seria o que estava pensando. Quíron começou seu discurso dizendo que ele iria acompanhá-la na missão, elogiou o rapaz e seus feitos, como se aquilo pudesse ser o suficiente. “Você sabe que a gente vai se matar em duas horas, não é? Eu vou matar ele, no caso.” Falou, com confiança e deboche. O centauro disse que não mudaria de ideia, e que ela precisaria se conter caso quisesse salvar a sobrinha. Dividida entre dar um belo soco nos dois e engolir o orgulho, ela tentou entender o motivo da escolha, mas o diretor não parecia disposto a dividir. “Fala alguma coisa, Magnus! Não é possível que só eu esteja achando isso um absurdo.”












