"Já se foi um ano. Um ano sem o teu beijo, sem o teu abraço, sem aquele seu olhar sapeca de garoto em corpo de homem. Eu te via como ninguém jamais conseguiu ver. Eu via o bom que existe em você, mesmo quando tudo o que você mostrava era o lado egocêntrico. O que a gente teve é segredo, mas sinto como se o mundo inteiro me julgasse por ter estado contigo durante todo aquele tempo. Ah, se eu conseguisse descrever o que sentia quando eu estava ao seu lado... Eu diria, talvez, que era como se nossos corpos se tornassem um só, como se o que você sentia em seu corpo, transparecesse pelo meu. O nosso batimento sincronizava e eu, só conseguia sorrir. Ao mesmo tempo, aquele sentimento de culpa. Arrependimento, jamais. Eu trocaria todos os choros da madrugada por mais 1 minuto junto a ti. Mas acabou. Nunca mais conversamos como antes, nunca mais nos olhamos como antes. E eu me conformei, durante esse ano de distância. Me conformei te odiando, jogando toda a culpa em você. Mas eu sei que não é assim. A culpa é minha. Eu me expus a isso. Mas de repente, como se fosse dezembro de 2013, eu me pego sonhando com você, com a nossa vida formada, com nossa falta de preocupação com o que todos pensam. Eu acordo sorrindo, lembrando do seu sorriso no altar. Meu Deus, de onde isso veio? Eu superei, não superei? Eu tive outros amores, não tive? Me diz o que você está fazendo no meio dos meus sonhos? O QUÊ? Só queria saber se isso é loucura, ou alguma forma da minha mente me dizer que ainda há vestígios de sua passada por aqui."