Como sempre, a minha insegurança me faz acreditar que nĂŁo sou boa com as palavras, mas eu queria tanto escrever sobre vocĂȘ e queria tanto que fosse lindo.  VocĂȘ, dentre todos os seres que habitam a Terra, merece um poema com versos decassĂlabos, estrofes, rimas e tudo mais, mas eu nĂŁo tenho esse dom. VocĂȘ tambĂ©m ficaria lindo em um soneto, mas eu, particularmente, nĂŁo saberia te resumir em catorze versos.  Eu sĂł escrevo. A maioria das vezes pra aliviar a dor e nisso eu percebi que eu nĂŁo sei escrever sobre o amor, mas nĂŁo quero te colocar no papel apenas quando chegar o fim. Na verdade, eu espero nunca precisar escrever sobre ele e algo dentro de mim me diz que vocĂȘ Ă© infinito. De uma forma ou de outra, eu sei que vocĂȘ, por si sĂł, nĂŁo tem fim, mesmo que no final a gente nĂŁo tenha aquela geladeira de duas portas ou a estante de livros, que vocĂȘ mesmo desenhou, na sala.  Eu sei disso porque minhas risadas contigo sĂŁo infinitas e as borboletas que habitam meu estĂŽmago nĂŁo tĂȘm mais descanso, nĂŁo lembro o momento exato em que apareceram, mas atĂ© hoje tracejam um voo sem fim. As nossas conversas tambĂ©m sĂŁo infinitas, desde quando falamos de livros a super herĂłis, atĂ© quando falamos de Jesus e buracos negros - mesmo eu nĂŁo entendendo muito de fĂsica quĂąntica, e, ok, nem de super herĂłis tambĂ©m. O teu sorriso Ă© infinito, quando sai desajeitado e ridiculamente bobo e teus olhos se fecham em uma curva infinitamente perfeita. Nossas despedidas sĂŁo infinitas, quando pedimos com carinho âfica sĂł atĂ© o universo parar de se expandirâ e tentamos prolongar a todo custo, mesmo quando nĂŁo hĂĄ mais nada a dizer, porque o teu silĂȘncio tambĂ©m traz um conforto infinito ao meu peito.  Por todos esses momentos eu sei que vocĂȘ nĂŁo tem fim. Por todos eles eu quero que vocĂȘ seja o infinito em mim. TR. em "mon infini"
















