O cinema de terror italiano, nomeadamente o género denominado giallo, teve a sua época de ouro nos anos 60 e 70. Sempre colocou na protagonização dos seus filmes, mulheres, normalmente perseguidas e vítimas de um homem ou ser fantasmagórico. Um dos expoentes máximos da arte foi Suspiria de Dario Argento, lançado em 1977 e protagonizado por Jessica Harper. Era o primeiro de três filmes dedicados a um triunvirato de bruxas que dominavam o mundo e uma obra-prima de arrojo visual e da utilização da cinematografia e realização para, mais do que contar uma história, criar sensações de uma profundidade visceral.⠀ ⠀ Luca Guadagnino, realizador de Call Me Be Your Name e I am Love, pega na mesma premissa do filme de Argento para também dar asas à liberdade das imagens que só o cinema parece permitir. Mas leva essa imagética mais além a fazer-se acompanhar de uma vertente política completamente inexistente no original. Susie Bannion é uma estudante americana de dança que chega a uma prestigiada companhia numa época tumultuosa para a mesma e para a própria cidade de Berlim, ainda dividida e vítima de inúmeros atos de terrorismo e manifestação por partes de grupos extremistas como o Baader-Meinhof. É neste cenário de instabilidade que Guadagnino erige a sua história de bruxas e do seu conventículo.⠀ ⠀ #LEFFEST: O Terrorismo de Género de Suspiria (artigo completo no site, link na bio 📱)⠀ https://buff.ly/2A7Y9kI⠀ ⠀ #Cinema #Mulheres #Género #Bruxas #Terror @leffest18 https://www.instagram.com/p/BqXzv2Ulp4a/?utm_source=ig_tumblr_share&igshid=vqguhf3h7r9w