Holly nĂŁo era uma pessoa de muitas inimizades. Claro que haviam algumas pessoas em especĂficas que pareciam fazer questĂŁo de tira-la do sĂ©rio e com motivo. Mas haviam algumas outras que⊠nĂŁo havia razĂŁo, mas ainda assim havia um incĂŽmodo com a presença de Juno. NĂŁo sabia dizer se era pela cara fechada, a pose de marrenta ou apenas a energia de Juno, mas ela nĂŁo descia para si. Talvez fosse, tambĂ©m, o fato disso ser recĂproco. Holly queria ser perfeita, aquilo era fato. Mas alĂ©m disso, queria que gostassem dela!! E quando a pessoa nĂŁo gostava⊠fazia com que ela revirasse aquele sentimento de novo, e de novo, e de novo, e de novo. E era por isso que ali, um tanto quanto alcoolizada, no balcĂŁo do bar do rosa do deserto, Moore nĂŁo parava de encarar a bartender. âPor que vocĂȘ Ă© assim comigo? Posso saber? Por que vocĂȘ nunca anota meus pedidos de bebida? Eu sĂł queria saber se eu te fiz alguma coisa ou se vocĂȘ sĂł Ă© brava, sabe? E nĂŁo me entenda mal, eu nem sei porque eu tĂŽ perguntando isso, mas vocĂȘ Ă© muito bravinha sabe? VocĂȘ podia ser menos⊠bravaâ enrolava as palavras e soava um pouco sonolenta - uma mistura de noites sem dormida no plantĂŁo e muitos copos de gin tĂŽnica.