âDonât give me that look! It wasnât my fault!â.
âE como queria que eu te olhasse? NĂŁo consigo ser falsa e fingirque nĂŁo me importo, Isa. NĂŁo com vocĂȘ.â Comprimiuos lĂĄbios em desgosto e desviou o olhar. Seus olhos começaram a lacrimejar. NĂŁoqueria chorar na frente dela. Mesmo que jĂĄ tivesse feito isso diversas vezes, aoutra sempre estava disposta a ajuda-la e a mover cĂ©u e terra para resolver asituação que lhe afligia.
Como no dia em que ambas eram crianças,com sete anos de idade. Brincavam na escola em uma aula de educação fĂsica.Aurora tinha seu cabelo preso em duas tranças que balançavam sempre que lançavaa bola de volley para a outra. ApĂłs receber uma bolada no rosto, Aurora caiu dejoelhos no chĂŁo. Ainda com a vista embaçada, conseguiu notar a de olhos azuiscorrer, em questĂŁo de segundos, em direção a quem havia a machucado e lhe daruma bela bronca, alĂ©m de insulta-lo. Nos passos mais rĂĄpidos que seus pequenaspernas podiam dar, seguiu na direção de Aurora a amparando em seus bracinhosmacios âVocĂȘ estĂĄ bem?â Perguntou enquanto analisava o seu rosto procurandoalguma ferida ou hematoma. Quando nĂŁo encontrou um sorriso brilhante, e com a ausĂȘnciade um dente de leite, apareceu em seu lĂĄbios, abraçando-a. âNĂŁo precisava terfeito isso, Isa. Ele jogou sem quererâ Comentou a menina. âEle te machucou,Rory!â Respondeu em um tom repreensivo, como se fosse o pior pecado que alguĂ©mpodia cometer âEu vou sempre ter protegerâ
Agora nĂŁo. Isadora nĂŁo se importavamais. Apenas a julgava como todos os outros. A constatação desse fato doida. Depoisda tragĂ©dia de perder seu irmĂŁo, agora tinha conseguido afasta-la. âVocĂȘ ainda Ă© minha melhor amiga, mesmo quea reciproca nĂŁo seja mais verdadeira.â Sua voz soava trĂ©pida. âNĂŁo me abandone tambĂ©m...â


















