Cadeira BOSSA Edição Especial 10 Anos
A Bossa Nova tem como um de seus grandes legados a disseminação da música brasileira internacionalmente. Sob a influência do jazz, ela tornou o samba tradicional assimilável para os ouvidos estrangeiros. O movimento criou uma maneira inteiramente única de tocar e de compor. Gestou músicas que a um só tempo remetem à alegria e despojamento da cultura tupiniquim e possuem uma linguagem universal.
“Bossa” também é uma expressão popular brasileira. Diz-se que algo ou alguém “tem bossa” quando possui um caráter gracioso, uma habilidade especial ou uma certa capacidade de adaptação a diferentes contextos, sem perder sua integridade.
(Cadeira BOSSA por Alessandro Grutz)
Há exatos 10 anos, a Sollos e Jader Almeida chamaram de Bossa uma nova cadeira, a primeira feita dentro dos padrões que viriam caracterizar o novo posicionamento da empresa, com foco na qualidade construtiva do móvel e na simplicidade aparente de estruturas complexas. Quase que instintivamente, imprimia-se nela as qualidades da música e o sentido figurado da palavra que lhe dá nome.
A cadeira Bossa nasceu brasileira em seus materiais e em suas formas. Usa apenas madeira e palhinha. Esse elemento, originário da Índia, foi trazido para o Brasil pelos portugueses e difundiu-se amplamente no móvel produzido no país desde o século 18, mas ficou conhecido mesmo pelo seu emprego no mobiliário moderno, como nas criações de Oscar Niemeyer, Joaquim Tenreiro e Jorge Zalszupin. Antes disso, porém, a palhinha já havia ganhado o mundo por causa das icônicas cadeiras Thonet.
(Cadeira Bossa por Felipe Araujo e por Denilson Machado)
Outra memória que está na essência da Bossa são as cadeiras “medalhão”, muito típicas em antigas fazendas de café no interior do país. No desenho de Jader Almeida, o tradicional formato oval do encosto ganha ar atual e cosmopolita, por meio de uma forma trapezoidal com os cantos arredondados. A robustez da estrutura de madeira maciça contrasta com a leveza da palhinha trançada no encosto e no assento. Todas as suas linhas tem curvas suaves, conferindo-lhe um desenho instigante, apesar de muito limpo.
A Bossa transita naturalmente por muitos estilos de ambientes. É uma cadeira que tem personalidade sem precisar gritar para se afirmar. Ela confirma a aposta da Sollos na atemporalidade de seu design, que se torna mais vigoroso e compreendido com o passar dos anos – hoje, é um dos best-sellers da marca e sua produção é constantemente revista e aprimorada. Se o tempo é a maior prova do amadurecimento de um produto, e do quanto ele é uma transição entre passado e futuro, a Bossa só vai melhorar nos próximos 10 anos.