Sofia sempre dava aulas particulares para as pessoas, isso era um fato. Como nunca teve muitos amigos, a garota ocupava seu tempo estudando. Durante seu primeiro ano em Beauxbatons, a portuguesa terminou de ler todo seu material didático até as férias de Natal. Já em seu segundo ano, ela resolveu mudar um pouco sua estratégia, reservaria espaços em sua rotina para estudar a matéria que havia sido dada durante a semana e fazer suas respectivas tarefas, e durante o resto de seu tempo livre faria algumas leituras avançadas. Agora estava em seu quinto ano e todos os professores já haviam se familiarizado com seu estranho conhecimento avançado e por isso, em algumas ocasiões, a indicavam para ajudar algum aluno mais velho que não estava indo muito bem nas aulas. Esse era o caso de Icarus, um garoto do sexto ano que aparentemente estava indo mal o suficiente em poções para que o professor pedisse ajuda para a garota.
Sofia se encaminhava para os jardins carregando uma pequena pilha de livros e pergaminhos que pensou serem úteis para a pequena tutoria que havia marcado, durante seu caminho tivera que parar múltiplas vezes para conversar com algumas estátuas que clamavam por atenção, quando estava sozinha, ou não precisava ir para outro lugar, até gostava da companhia e da conversa das estátuas, elas até tentavam a ajudar com suas tarefas, é claro que normalmente estavam muito erradas, mas a garota sempre fingia que a contribuição era útil. Com quinze minutos de atraso, a portuguesa chegou esbaforida no lugar que haviam combinado. "M-me d-desculpe o a-atraso, a-as estátuas não c-calavam a-a b-boca.", se desculpou, recuperando o fôlego, só então para perceber que não tinha ninguém lá para ouvir.