Os Observadores estĂŁo de olho em LOUISE ANN BLANCHARD. Eles dizem que ela tem 27 anos e que estĂĄ na Ilha hĂĄ 3 ANOS, jĂĄ deve estar acostumada com as regras da cidade. Como LOU se parece com PARK SOOYOUNG, Ă© bom tomar cuidado e nĂŁo sair do CHALĂ 4 de noite porque mesmo sendo filha de HEBE, vindo do ACAMPAMENTO MEIO SANGUE, aqui Ă© apenas mais uma no meio da multidĂŁo.Â
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Ficar perto de Louise Ă© uma garantia de que vocĂȘ vai se sentir confortado e ouvido. Parece que a mulher sempre tem um cobertor em mĂŁos, ou uma coisinha doce que ela roubou do refeitĂłrio para te dar se vocĂȘ estiver precisando. A vida na Ilha jĂĄ Ă© difĂcil demais, logo, tomou como missĂŁo pessoal melhorar os animos de todos. O humor de Louise piora bastante se nĂŁo conseguir se distrair, entĂŁo ela propĂ”e gincanas, apostas bobas e rodas de karaokĂȘ para ter pequenos momentos de diversĂŁo. Apesar dos apesares, ainda sĂŁo jovens e devem aproveitar mesmo no cenĂĄrio sem esperança.
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A Ășltima memĂłria que tem da casa de campo onde morava ainda Ă© nĂtida, mesmo apĂłs trĂȘs anos de ataques contĂnuos na ilha. Naquela noite, havia construĂdo um forte de lençóis para se esconder e ler um livro, com uma luz amarela e confortĂĄvel vinda dos fios de fada espalhados pelo quarto. Foi gentilmente levada atĂ© o mundo dos sonhos, apenas para acordar no que parecia ser o pior dos pesadelos. Por meses, Lou teve esperanças de abrir os olhos e ver os raios de sol escapando das cortinas verdes, mas tudo o que tinha agora era um chalĂ© que pouco se assemelhava com o local que cresceu no Acampamento Meio Sangue.
Seu pai jĂĄ havia lhe contado algumas vezes sobre o seu nascimento â ou melhor, a sua aparição, quando foi deixada na porta do pequeno apartamento do homem em uma cesta, ainda em Paris. Ele passou meses envolvido romanticamente com uma mulher de aparĂȘncia jovem, botas brancas e uma energia inigualĂĄvel, mas nĂŁo esperava que o intenso amor de verĂŁo iria resultar em um bebĂȘ para cuidar. Na verdade, dedicou alguns anos de sua vida viajando por aĂ em busca da figura misteriosa para devolver a criança, atĂ© finalmente descobrir qual era a verdadeira natureza da mulher.
Ainda assim, o homem continuou à procura de Hebe, esperando que um dia os amantes iriam se reunir. Bom, Pierre acabou esquecendo de ser um pai presente para Louise nesse meio tempo, e a vida da menina apenas se tornou uma sucessão de pequenos acidentes, expulsÔes de escolas e monstros em seu encalço. Mesmo com o caos, Lou lembra de sua infùncia como o tempo mais feliz de sua vida, pois corria descalça pelas ruas, gritava livremente pelos prados e conheceu tantos amigos que jå não podia contar nos dedos. Foi assim, mudando de estados e continentes, que parou em Nova York, tão movimentada quanto a capital francesa.
Foi um tempo curto entre chegar em Nova York e ir para o Acampamento Meio Sangue, recebida por semideuses como ela. Um lugar para chamar de casa, no final das contas. Onde preferia passar o inverno ao invĂ©s de voltar para casa com Pierre, afinal, sempre tinha companhia para tomar chocolate quente e ouvir mĂșsicas. Nem sempre os momentos eram tĂŁo felizes, nĂŁo com os fantasmas das missĂ”es e guerras pairando, mas nĂŁo trocaria as suas memĂłrias por nada.
A semideusa acreditava que sua histĂłria como uma guerreira havia finalmente terminado aos vinte anos, quando conseguiu se âaposentarâ como campista para ter a prĂłpria casa, começar uma faculdade e pensar numa vida alĂ©m de batalhas e espadas. A pior parte da ilha, para a mulher, Ă© a falta do sentimento de casa. NĂŁo importe quanto Louise tente fazer sessĂ”es de mĂșsica, passar horas no celeiro ou treinar com uma camisa surrada do Meio Sangue, tudo ali parece errado. Como alguĂ©m que cresceu se mudando, Blanchard nĂŁo consegue chamar o lugar de lar, mesmo que dĂȘ todas as chances do mundo.
Ainda assim, nĂŁo pode se dar por vencida, jĂĄ que Ă© exatamente o que as forças do mal esperam dela. Pode atĂ© nĂŁo ter as respostas, mas tem resiliĂȘncia e uma faĂsca para continuar lutando. Ao longo dos anos, tomou como prĂĄtica conversar com os semideuses recĂ©m chegados e ajudar na adaptação Ă vida na ilha. Ser um escolhido nĂŁo Ă© fĂĄcil, entĂŁo o mĂnimo que pode fazer Ă© ser uma Ăąncora, um laço com a humanidade que aquele lugar amaldiçoado tenta romper.Â
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[ MANIPULAĂĂO DE JUVENTUDE ] â Louise era capaz de absorver para si a juventude de um alvo, envelhecendo a vĂtima com apenas com um toque; ou dar juventude, permitindo que o estado fĂsico de uma pessoa retornasse temporĂĄria ou permanentemente ao seu estado mais jovem e vital. Com os anos de treinamento no Acampamento, seu poder evoluiu o suficiente a ponto de Lou conseguir se rejuvenescer de maneira pontual e concentrada, para se curar de ferimentos, eliminar cicatrizes e se energizar mesmo depois de exausta. Com os poderes enfraquecidos, a manipulação de juventude vem em quantidades bem menores e de maneira imprevisĂvel. Se abusa do poder fica visivelmente mais velha e cansada, e precisa absorver juventude de outro ser vivo para repor o que foi perdido. TambĂ©m jĂĄ houve o caso de acidentalmente absorver a juventude de outros semideuses sem querer apenas com um toque, o que faz ela evitar ser muito carinhosa fisicamente.
[ AURA DE NOSTALGIA ] â Ă possĂvel identificar Louise como uma prole de Hebe com certa rapidez ao se atentar aos sinais. Em poucos minutos conversando com a semideusa, uma pessoa cita memĂłrias felizes do passado, sendo preenchido por uma nostalgia positiva. Isso permite que as pessoas se sintam mais confortĂĄveis perto de Lou, se acalmando caso estejam nervosas ou inconsolĂĄveis. As pessoas relatam uma sensação de se sentirem mais enĂ©rgicos e animados, como se a Aura da Nostalgia os lembrassem de suas crianças interiores. A presença de Louise tambĂ©m tranquiliza galinhas, o animal representativo de Hebe.
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[ LUMINEUSE ] â Um sabre francĂȘs de bronze celestial, tem mais ou menos 85 centĂmetros no total, contando com a lĂąmina e o punho. A espada foi forjada por um filho de Hefesto nos primeiros anos de Louise no acampamento, e o seu guarda-mĂŁo decorado com um pĂĄssaro Ă© a demonstração de maestria do ferreiro. A Luminosa tem esse nome porque, antes de chegar na ilha, o sabre servia de condutor para os poderes da semideusa. Ela podia usĂĄ-lo para sugar a juventude de sua vĂtima e piorar um ferimento, algo que faz a lĂąmina brilhar em bronze. Lumineuse tambĂ©m se transformava em um adornado bracelete de bronze com pingente de pĂĄssaro, mas desde que pisou na ilha, a arma nĂŁo estĂĄ funcionando corretamente.Â
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[ BENĂĂO DE HERMES ] â Louise Ă© filha de um imigrante que viajou por diversos paĂses em busca de Hebe. Seus anos na estrada eram repletos de perseguiçÔes monstruosas, e tambĂ©m momentos de alegria e conexĂŁo humana. Mesmo depois de entrar no Acampamento, sempre se voluntariava para missĂ”es para buscar outros semideuses, jĂĄ que detinha um grande conhecimento das estradas ao redor. Durante uma de suas missĂ”es de resgate, escoltou um pequeno semideus de volta para as colinas, reclamado como um filho de Hermes assim que se apresentaram Ă QuĂron na Casa Grande. A benção veio ao mesmo tempo, em formato de brisa gentil brincando com os seus cabelos. Tem uma proteção de Hermes, uma ventania que a deixa mais veloz e afasta o perigo em momentos de grandes necessidades. Na ilha, ela Ă© apenas um pouco mais rĂĄpida e ĂĄgil do que um semideus comum. Mesmo com os poderes e benção enfraquecidos, Louise continua suas oferendas para Hebe e Hermes igualmente.