Miss, neurons melted and Aurora McKinnnon â Hails & Rory
â Estou tĂŁo nervosa com a aproximação do N.O.M.s. Rory, que noite passada dormi por cima do livro de herbologia e babei na pĂĄgina toda! â a jovem tornou a falar, sentindo sua voz escapar de maneira ligeiramente fraca e falha. â VocĂȘ bem que poderia me emprestar um pouco do seu auto-controle, acho que âtĂŽ precisando. â comentou, soltando um pequeno suspiro e largando-se no sofĂĄ do salĂŁo comunal da corvinal. â Ainda tem aquele puro-sangue idiota que fica azucrinando a vida de todo mundo! Queria que os neurĂŽnios dele derretessem, os miolos escorressem pelo nariz e pelo ouvido, depois pelas pernas dele, ai ele caia, batia com a cabeça, e sujaria o cabelinho loiro oxigenado dele.
JĂĄ fazia quase meia hora que as duas corvinas conversavam, e Hailey mal sentira o tempo passar. Era agradĂĄvel conversar com Aurora, que estava sempre puxando assunto com perguntas bobas ou comentĂĄrios inteligentes. Ela gostava disso, na verdade. Embora nĂŁo notasse, seu mau humor evaporava-se pouco a pouco Ă medida que os minutos seguiam, e era Ăłbvio que o motivo principal de tal mudança em seu estado de espĂrito era a companhia de sua melhor amiga, que ainda aguentava a Blackwood apesar de tantas asneiras que saĂam de sua boca tagarela.
â Exagerei, nĂŁo quero que isso aconteça de verdade. Ignore, por favor. â Hailey riu, nervosa e constrangida. â E vocĂȘ? Como foram as suas fĂ©rias? NĂŁo encontrei vocĂȘ no expresso, havia comprado um CD da Lisa Ekdahl para ouvirmos, mas vocĂȘ nĂŁo apareceu entĂŁo eu guardei.